Descrição

“Quem Diria Nois” retrata a virada de vida de jovens artistas que saíram da dificuldade para alcançar reconhecimento, dinheiro e status através do trap. A música tem um clima de celebração, mas também carrega memórias do passado difícil, da falta de apoio e da caminhada longa até o sucesso. Cada verso reforça conquistas materiais, respeito conquistado e a mudança de visão das pessoas ao redor. Ao mesmo tempo, os artistas deixam claro que mantêm sua essência, valorizam a família e seguem focados no progresso, lidando com inveja, falsidade e a pressão que vem junto com a fama.

[Tevito, Verse 1]
Mas quem diria, nós?
Quem diria? Uh, yeah, yeah
Dois Rolex no pulso
Eu pego a matéria pra bolar do bruto
Eu sei que essas paty’ só quer conteúdo
Pra um dia vim colar com nós
Mas não vou me afogar na vaidade
Eu aprendi tudo na simplicidade
Sei que errar é por ser de verdade
Só aprendi nesse mundão
Chama a gata pra onde ela não vem
Pra viver uma vivência que não vive
Pra olhar com saudade pro passado
Hoje se diverte com os menor’ chique
Chilique, não vai dar mais pra fazer
Me ama hoje pra odiar amanhã
Fumando desde de manhã

[Tevito, Chorus]
Fato que eu ‘tô chique
No beat, corrente da Cartier
Gelo tem pra derreter
Vai ter que aturar meu bonde
Chilique, Munique
Não vai dar mais pra fazer
Me ama hoje pra odiar amanhã
Fumando desde de manhã

[KayG, Verse 2]
Ouro na pele, bitch
Nada mais fere me, wow-wow
Joias refletem em mim
Nada vai me ferir
Plantando pra colher
Joias da Cartier, for real
Nada vai me ferir
Joias refletem em mim, wow-wow
Pra quê? O plaquê?
Real foi buscar
Tive que me empenhar
E agora eu vou multiplicar o cachê
Diminuir o porquê
Jimmy Choo no meu conjunto
Ela reclama, mas quer ‘tá junto
Ela não quer um fim
Joias refletem em mim
Fim de semana na quebra’
Eu ‘tô no quintal de casa
Nós vai mudar o assunto na boca delas
Vai comentar de nós
Logo lanço uma goma, casa bacana
Dou pra minha mama, empilho grana
Olha esse cachê
Meu bolso é um cardume lotado de peixe
Quando eu ‘tava na luta, lembro
Ninguém pra ver
Entregando boot lá no Largo 13
Hoje a encomenda nós nem pede
Um boot novo chegou no meu AP

[Bradockdan, Verse 3]
Vermelho sangue na lata da TT
Pulso do mano de cor pedra rosê
Fiz muito mais do que eles pagou pra ver
Por isso hoje nós conta as nota’ demais
Ela se sente no dever
De ‘tá com um mano que ‘tá contando
Colecionando mais pano’
Sempre visando dinheiro
Sem esquecer do respeito
Eu faço minha cota
Depois do show vou embora
Milhão no pulso, eu corro contra as hora’
Várias chamando a mãezinha de sogra
Eu lido com isso, não tem o que eu fazer
Último filme no voo de dez hora’
Mala de nota, paga o show de uma hora
Ela sofre sempre que eu vou embora
Linda, eu preciso correr

[LPT Zlatan, Verse 4]
‘Tava difícil mesmo, mas nós fez uma cota
Agora ela joga pra tropa
Adora nossa vida de risco
Eu só ‘tô nisso pra desenvolver
E ver ou vencer
Vários desses manos queriam? Não
Desde novo eu não aceito perder
E ser fraco nunca foi opção
Eu vou fazer o plaquê
Vou deixar meu bolso lotadão
A inveja eu vou mandar se foder
E talarico não vai ter perdão, não
Jogo minha Nike Tech
E vou pro baile no modelo chefe
Quem diria? Esses moleque’
‘Tá fazendo movimento no trap
Nós ‘tá passando, elas jogando flash, flash
E eu ‘tô fumando um beck
Nós é isso e ‘tá causando estresse, estresse

[Tevito, Chorus]
Fato que eu ‘tô chique
No beat, corrente da Cartier
Gelo tem pra derreter
Vai ter que aturar meu bonde
Chilique, Munique
Não vai dar mais pra fazer
Me ama hoje pra odiar amanhã
Fumando desde de manhã

**“Paty” se refere a pessoas interessadas apenas em status e visibilidade, “plaquê” significa ganhar dinheiro ou fazer sucesso, “quebrada” representa o bairro ou periferia de onde os artistas vêm, “empilhar grana” é acumular dinheiro, “cardume” simboliza grande quantidade, “AP” é apartamento, “tropa” indica o grupo de amigos ou aliados e “talarico” é alguém que tenta se envolver com a parceira de outra pessoa. A frase “me ama hoje pra odiar amanhã” destaca a instabilidade das relações após a fama, enquanto “quem diria nós” reforça a surpresa pela ascensão social e financeira dos artistas.

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