Descrição

A faixa “NEUROSES” é uma colaboração densa entre Alee e Klisman que mergulha nas contradições da vida urbana e do sucesso repentino no trap. O tema central aborda a hipervigilância (as “neuroses”) como uma ferramenta de sobrevivência necessária nas ruas, contrastando com momentos de hedonismo e luxo, como o uso de drogas (“hash”), encontros sexuais e carros importados. A interpretação profunda revela uma crítica social afiada sobre a ascensão do jovem negro que, enquanto “faz playboy se morder”, precisa lidar com a violência sistêmica do Estado e a deslealdade (“X9”). A letra estabelece uma hierarquia de valores onde a gratidão à família (ajudar a mãe) e a lealdade por afinidade (“família não tem nada a ver com sangue”) são prioridades absolutas antes de qualquer gasto fútil, mantendo a identidade intacta mesmo em meio ao “caos”.

 

[Intro]
(Bahia, you are so hot, ha-ha)
Aí, man, aí, man
Qual é, Saboya? Solta essa porra aí, viado
Bagulho vai ficar sinistro

[Chorus: Alee]
Putaria adulta (Ahn)
Eu ando numa onda maluca
Bala no X9 (Tu-tu-tu), minha AK tá surda (Surda)
Fodendo minha bitch, reservei uma gruta azul
Oh, oh-oh-oh
Lembrei o passado como fosse hoje
Oh, oh-oh-oh
Conexão de alma tu não acha hoje

[Verse 1: Alee]
Só eu vendo pra crer (Uô, nah-nah-nah-naw)
Nem eu me entendo, imagina você (Uô, nah-nah-nah-naw)
Também não te entendo, e que se foda
Quero tu sem roupa (Sem roupa)
Enquanto eu queimo um verde

Não seja igual Adão
Nunca se perca por causa de ‘ceta
Apertei na seda, hoje em dia, nós tem’ a maça na mão (Ahn)
E ela se amarra, e eu faço umas letra
Te como na sexta, mas eu não vou dar meu coração

[Bridge: Klisman]
Essas neurose’ me mantendo vivo (Vivo)
E esse hash me deixando mais tranquilo (Ah-ah-ah)
Família não tem nada a ver com sangue, eu digo (Digo)
As pergunta’ vem depois que nós puxar’ o gatilho

Essas neurose’ me mantendo vivo (Vivo)
E esse hash me deixando mais tranquilo
Família não tem nada a ver com sangue, eu digo (Digo)
Se tu plantar vacilo, vai colher inimigo

[Verse 2: Klisman]
As ruas têm cheiro de sangue (Le’s go, le’s go)
Meu mano estoura o champanhe
Antes de colocar silicone nessa bitch
Meu nego, eu ajudo minha mãe

Gro-gro, gro-groove na bitch dentro da BM (Le’ go)
Ela é modelo, veio da gringa, ela tá bolada com o Alee (Ah-ha)
Dois jovem negro’ fazendo dinheiro
Fazendo playboy se morder (Uô-yah)
Meu dedo do meio pra esse governo que só quer ver preto morrer

KL numa putaria boa com a pretinha loira (Oh)
Enquanto a bala voa, essa vida vai me matar
Fumando a boa, que Deus me perdoa (Oh)
Oração ecoa, tá um caos no CH (Buh-buh-buh)

[Chorus: Alee]
Putaria adulta (Ahn)
Eu ando numa onda maluca
Bala no X9 (Tu-tu-tu), minha AK tá surda (Surda)
Fodendo minha bitch, reservei uma gruta azul
Oh, oh-oh-oh
Lembrei o passado como fosse hoje
Oh, oh-oh-oh
Conexão de alma tu não acha hoje

 

 

O termo “X9” é uma gíria brasileira para delator ou informante da polícia. “AK tá surda” indica o uso de silenciador em uma arma ou, metaforicamente, que a violência é silenciosa e implacável. “Gruta azul” pode referir-se a um local de luxo ou uma metáfora sexual para a parceira. “Hash” é a abreviação de haxixe, um concentrado de cannabis. A frase “plantar vacilo” significa agir com deslealdade ou cometer erros graves de conduta. “Se morder” é uma expressão para descrever inveja ou irritação de terceiros. “BM” é a abreviação para veículos da marca BMW. “CH” geralmente refere-se ao local de origem dos artistas ou uma área específica (como Cidade Hip-Hop ou um bairro). A referência a “Adão e a maçã” é uma metáfora profunda sobre não se deixar levar por tentações carnais que podem destruir o propósito ou a carreira do artista.

PRÓXIMA MÚSICA: