Descrição

A faixa estabelece a mentalidade corporativa e fria necessária para sobreviver e prosperar no cenário do trap. O tema central é a separação rigorosa entre a vida emocional e a gestão de carreira/lucro, onde o “negócio” é tratado com prioridade absoluta. O artista reflete sobre sua trajetória — desde o tempo em que colava os sapatos para ir à escola até o momento de ostentação com joias e bolsas de grife — enfatizando que, para um jovem negro, o sucesso exige um esforço dez vezes maior devido às barreiras sociais. A música utiliza uma estética de perigo e vigilância, onde a “postura facial” e o conhecimento das “áreas restritas” são ferramentas de sobrevivência, consolidando a ideia de que a arte e o dinheiro são indissociáveis, mas o amor nunca deve interferir nas decisões estratégicas

(Neckklace)
Como minha vadia vai gemer no mute? (Mode)
Comprei uma bolsa pra ela, tem várias daquela
nem sei se é útil (oh)
Joguei umas pedra no pulso, um berro que fala até russo
(que fala até russo)

Andando nas zonas (zonas), andando em áreas restritas
Que só uma palavra errada causa o caos
pode alguém perder a vida
Aonde malandro demais se atrapalha e vira camisa (yeah, ei)
É o dinheiro e o negócio, e a mente e o negócio (CAOS trap)
Se tu atrapalha os negócio (CAOS trap), eu sinto muito
Mas eu aprendi que, na vida, não se mistura
o amor com os negócio, os negócio (CAOS trap)

Aprendi que a arte vale mais que o dinheiro (oh-oh, oh-oh)
E os dois, o nego tem de dobro (oh-oh, oh-oh)
Nóis segue fazendo isso em dobro (dobro, oh-oh)
Vivendo no tempo do ouro (oh-oh)
Eles estão esperando o próximo passo do nego
pra entender esse jogo (oh-oh, oh-oh)
E eu não tenho inimigo (oh-oh)
Eu tenho um eterno aprendiz pelo visto (oh-oh, oh-oh)
Tu tem que estudar a porra do seu ano inteiro
pra entender esse X
Não se mistura o amor com os negócio, os negócio, os negócio
É sobre a arte e os negócio

Ei, ei, Alee, não pegue, hein
não pegue, vambora, bora, bora

Tava eu e minha caça-alma (aham, vambora, aham)
Lembro do tempo da escola
Era um maluquinho, o sapato com cola
Entre o mic, também a pistola
Neguinho, muita calma (aham, vambora, aham)
Pra tudo hoje, tem sua hora
Nego, eu acho que chegou minha hora (vambora)
Sobre tudo, eu levei na risca
Entre os palco, várias alpinista, social (hum)
Nego bem quente, só olho pra frente
meu nego, pra não vira sal
Eu sou um maninho que vou ler toda sua postura
nego, facial
Desde menor, eu aprendi que eu tenho que fazer dez vez melhor
Todo jovem, negro é alvo (oh)
Todo jovem negro é auge (uou), todo jovem negro é ouro (uou, ei, ih)

Como minha vadia vai gemer no mute? (Vambora, vambora, vambora)
Comprei uma bolsa pra ela, tem várias daquela
nem sei se é útil (nem sei, nem sei, nem sei)
Joguei umas pedra no pulso, um berro que fala até russo
(fala até russo)
Andando nas zonas (zonas), andando em áreas restritas (oh, yeah)
Que só uma palavra errada causa o caos
pode alguém perder a vida
Aonde malandro demais se atrapalha e vira camisa
É o dinheiro e o negócio, e a mente e o negócio
Se tu atrapalha os negócio (oh, no), eu sinto muito
Mas eu aprendi que, na vida, não se mistura
o amor com os negócio, os negócio

A gíria “pedra no pulso” refere-se a diamantes em relógios ou pulseiras, enquanto “berro que fala russo” é uma metáfora para uma arma de fogo de fabricação estrangeira (possivelmente uma AK-47 ou similar). A expressão “virar camisa” é um eufemismo pesado para a morte, referindo-se às camisetas feitas em homenagem a pessoas falecidas na periferia. “Caça-alma” pode ser interpretado como uma arma ou uma pessoa perigosa que acompanha o artista. A frase “pra não virar sal” faz referência à passagem bíblica da mulher de Ló, significando que ele não olha para trás para não ficar estagnado ou ser destruído. A distinção entre “negro é alvo” e “negro é auge” resume a luta contra a violência policial e sistêmica em contraste com o protagonismo cultural conquistado. Por fim, “alpinista social” reforça o tema recorrente de pessoas que se aproximam por interesse financeiro ou fama.

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