Descrição

Esta faixa marca uma colaboração densa entre Alee e Leviano, explorando a mentalidade de sobrevivência extrema e a frieza necessária para quem transita entre o crime e a fama. O tema central é o contraste entre o sucesso material (bolso cheio, carros, marcas de luxo) e o isolamento emocional (coração vazio), pintando um retrato da “cidade dos bicos” onde a vigilância é constante. A letra aborda a lealdade de gangue, o desprezo pelas autoridades (“sempre vou mentir pros cana”) e uma visão pragmática sobre o risco: a vida é uma selva onde impera o dilema de “plata o plomo” (dinheiro ou chumbo). Há um forte componente de superação de traumas passados, como a prisão de familiares e o uso de substâncias, transformando essa vivência em combustível para se tornar uma “lenda” em vez de uma estatística negativa.

Vambora
Vai, vamo
Yeah, yeah

Pega o compasso (bora)
Olha que vista agradável (vambora)
Bolso tá cheio, cabeça cheia, o coração sempre vazio
Que mania feia, tu anda pelada, toma mais tapa no quadril
Ela é da sul, mas veio pra Aldeia, te mostrei o que cê nunca viu
Tu sabe, é o nego mais chique

Hum (hold on), vambora (bora)
Neguin, qual é a hora?
O tempo muda, mas nóis não muda
Dinheiro, eu adoro
Umas mina gringa
Umas mina gringa e umas droga de fora
Os home perguntando qual é o nome, nego, eu tô por fora (yeah, ayy)
Um jovem rico (buh)
Tô sempre alerta, nego
E um carro de mil volts (hold up)
¿Qué pasa, amigo?
Coisas pra frente, bem-vindo à cidade dos bico (buh, ó)

Mais flow, mais voos
Puxa na mente, ó, on
Sinceramente, ó, só me dá meu copo
Vem no blowjob, baby, que eu borro tua face
Eles não acompanham o nego
Com as droga, eu passo, eu passo

Pega o compasso
Olha que vista agradável (vamo)
Bolso tá cheio, cabeça cheia, o coração sempre vazio
Que mania feia, tu anda pelada, toma mais tapa no quadril
Ela é da sul, mas veio pra Aldeia, te mostrei o que cê nunca viu
(Tá na hora de fazer isso certo, né, vetin?)
tu sabe, é o nego mais chique

Eu só ligo pra tá dentro dela (vambora), quando eu termino, eu tô fora (tchau)
Sempre vou mentir pros cana, até se eles vier me perguntar as hora (tendeu?)
Não preciso que me ensine a pescar, nego, eu só quero meu peixe (meu peixe)
Fácil de arriscar tudo pra ganhar, nego, eu já fiz isso várias vezes (yo)
Aprendi cedo a mentir, disseram que meu tio foi só viajar
ele tava era preso (pois é)
Calma, vetin, você sabe onde merece chegar, mas tu tá no começo (calma)
Eu tô no caminho, com a minha Glock, minha Louis Vuitton e meu haxixe aceso
Eu sou um manin que não mede a consequência quando o assunto é dinheiro

Posso jogar, posso jogar minha vida fora, tu não tá pronto pra história
Mau exemplo toda hora, eu usava droga na minha casa, eu fumava na escola
Pus essa porra num som, eu virei uma lenda, eu não virei a porra de um nóia
Tu tá numa tempestade, o pior momento pra ter medo, vetin, é agora (yo)
Meu mano Alee (Alee) é o tipo de manin que as piranha quer ter (elas sonha)
Eu sou do tipo que chega e neguin abaixa a cabeça quando vê (what?)
Meus mano é tipo, meus mano é tipo, se eu falo: Vamo cobrar alguém?
Eles diz: Qual vai ser?
Tu tá na selva, isso é plata ou plomo? Tu vai matar ou vai morrer? (Aleezin)

Pega o compasso (bora)
Olha que vista agradável (vambora)
Bolso tá cheio, cabeça cheia, o coração sempre vazio
Que mania feia, tu anda pelada, toma mais tapa no quadril
Ela é da sul, mas veio pra Aldeia, te mostrei o que cê nunca viu
Tu sabe, é o nego mais ch–

A expressão “da sul pra Aldeia” refere-se ao deslocamento geográfico e social, possivelmente da Zona Sul de uma metrópole para a “Aldeia”, que no contexto do trap pode indicar o coletivo Aldeia Records ou uma localidade específica de vivência. “Vetin” é uma gíria cearense comum no Nordeste para se referir a um jovem ou “novinho”. O termo “os home” é uma gíria para a polícia, assim como “cana”. “Plata o plomo” é uma famosa expressão espanhola (popularizada por Pablo Escobar) que significa “prata ou chumbo”, ou seja, aceitar o suborno/dinheiro ou enfrentar a morte. “Cidade dos bico” refere-se a um local perigoso, onde “bico” é gíria para fuzil ou informantes. Por fim, “não preciso que me ensine a pescar, só quero o peixe” inverte o ditado popular para enfatizar o imediatismo e a urgência de quem tem fome de sucesso na rua.

PRÓXIMA MÚSICA:

Significado da Música