Descrição

A faixa mergulha fundo num universo de ostentação e sombras, narrando a ascensão do protagonista em meio a um estilo de vida hedonista e perigoso. A letra explora a frieza nas relações, marcada por encontros casuais e um desapego emocional que se manifesta na forma como lida com as mulheres. Há um tom de superação e resiliência, como se o eu-lírico tivesse emergido de situações extremas, carregando as cicatrizes de um passado turbulento. Contudo, essa força é permeada por um consumo desenfreado de drogas, que serve tanto como fuga quanto como um gatilho para alucinações e pensamentos sombrios, chegando ao ponto de contemplar o fim da própria vida. A narrativa pinta um quadro de paranoia e desconfiança, onde até mesmo as relações íntimas são vistas sob a ótica da traição e do perigo. A busca por mais dinheiro e prazer colide com a crueza da rua e a luta constante contra vícios, refletindo a complexidade de um personagem que transita entre o poder e a autodestruição.

Ha, ha, ha
Wow, hey

 

Toda essa merda só aumentou meu cachê
Eu fiz meu dinheiro render
Ontem a noite a sua puta me chupou, fiquei o quê?
Vocês não vão voltar dessa vez

 

Ela falou que porra essa que tá vestindo seu pé?
Eu falei essa- que tá vestindo seu pé?
Eu falei essa merda é ganja você não sabe o que é
Ela depois que me mamou queria continuar o sexo
Me desculpa vadiazinha, mas eu não tenho mais fé

 

Eu renasci do cemitério
Eu sinto que eu passei por aqui, eu não nego
Eu sinto que eu já vivi sei como é, me levem a sério
Sangue escorrendo pela minha bota, sentindo medo
Sigo escolhendo qualquer vadiazinha que quero

 

Condicionado no meu quarto eu tô senti-
Condicionado no meu quarto eu tô sentindo gelo
Se o clima tá gelado, eu tenho um casaco de pelo
Me sinto meio idiota, que eu não tenho ensino médio
Ela disse que queria me esconder no necrotério

 

Se ninguém pode te ter, ela disse só eu que tenho
Ela queria me matar, pensou que eu não vi o veneno
Ela queria minha alma, por isso que ela veio
Vadiazinha você foi cortada totalmente da minha vida
Por que eu não ligo e você não fazia

 

Mas o que eu queria mais
Eu tô curtindo aqui a minha própria vibe
Eu lembro que você me chamava de pai né?
É porque eu comprava tudo que você queria

 

Cocaína eu não tô ligando, preparei minha linha
Preparando pra acabar com a merda da minha própria vida
Tô tomando tanto Xanax, que isso me alucina
Tanto Xanax que a igreja toca até o sino

 

Perturbei todas as suas crenças quando eles me viram
Andando armado pelas ruas, porque eu não vacilo
Tá vindo da Califórnia, eu quero só um quilo
Meu plug ele envia lá de fora, tudo no sigilo
Eu bolei, eu torrei numa tora mais de 5g nisso
Porque eu tenho que sustentar a merda do vício

 

Eu renasci do cemitério
Eu sei o que eu passei por aqui, eu não nego
Eu sinto que eu já vivenciei como é, me levem a sério
Sangue escorrendo pela minha bota, sentindo medo
Sigo escolhendo qualquer vadiazinha que quero

Na letra, algumas expressões e termos ajudam a pintar o cenário, como “ganja”, que é gíria para maconha. Quando o eu-lírico diz “não tenho mais fé” em relação a uma pessoa, ele transmite a ideia de que não confia ou não acredita mais na relação. Já no universo das drogas, “plug” se refere ao fornecedor, enquanto “bolei” e “torrei” descrevem o ato de enrolar e fumar um cigarro de maconha, frequentemente um grande, ou “tora”. “Preparar minha linha” alude ao ato de organizar doses de cocaína para uso. Xanax, embora seja um medicamento, é mencionado como um termo cultural que indica o consumo excessivo de ansiolíticos para lidar com a realidade ou induzir alucinações, um elemento recorrente na cultura trap.

PRÓXIMA MÚSICA:

Significado da Música