Descrição

A faixa mergulha fundo na montanha-russa emocional de alguém que, apesar de aparentemente ter tudo, se sente vazio e perdido. É um grito de angústia sobre a luta interna contra a solidão e a sensação de não pertencer, mesmo cercado. O eu lírico flerta com o desespero, usando substâncias como uma fuga temporária da dor que insiste em não ir embora, e questiona a própria existência e se vale a pena voltar de um lugar tão escuro. Há um sentimento de abandono e invisibilidade, como se as batalhas mais íntimas fossem travadas em segredo, enquanto a paranoia de ser observado e a ironia de ser “folgado mas solidão” apenas intensificam o turbilhão de emoções. A canção é um retrato cru da fragilidade humana em meio ao caos.

Eu ando me sentindo mal
Eu não sei se posso aguentar
Não sei se posso ficar
É que eu tenho tudo, mas não tenho nada

 

É que eu tenho tudo, mas não tenho nada
A minha gengiva tá calma
Eles disseram, mas isso não passa
Usei aquilo passou minha vontade

 

Enquanto eu caio, eu canto
Enquanto eu sinto que morro
Eu tinha que voltar por isso não fechei o olho
Será que eu volto ou não volto?

 

Me afogando eu não vou respirar
Tava tudo escuro cê não tava lá
Eu precisei você não tava lá
Eu tô vendo a hora só passar

 

Eu tô vendo a hora só passar
Eu dei um blow porque eu tava com raiva
Disseram passou, mas isso não passa
Disseram mudou, mas eu tô em casa

 

Do mesmo jeito que você me viu
É eu vi ela eu escapei por um fio
Eu morri e ninguém viu
Eu senti cê sentiu?

 

Eu sinto que eles me observam
Não me leva a sério
Eu tô drogado mesmo
Quase me esqueço

 

Quase que eu não volto
Me perguntaram eu dei o aval
Aquela droga não bateu legal
Eu sou folgado mas sou legal

 

Eu sou folgado mas solidão
Eu ando me sentindo mal
Eu não sei se posso aguentar
Não sei se posso ficar

 

É que eu tenho tudo, mas não tenho nada
É que eu tenho tudo, mas não tenho nada
A minha gengiva tá calma
Eles disseram, mas isso não passa

 

Usei aquilo passou minha vontade
Enquanto eu caio, eu canto
Enquanto eu sinto que morro
Eu tinha que voltar por isso não fechei o olho

 

Será que eu volto ou não volto?
Me afogando eu não vou respirar
Tava tudo escuro cê não tava lá
Eu precisei você não tava lá

 

Eu tô vendo a hora só passar
Eu tô vendo a hora só passar
Eu dei um blow porque eu tava com raiva
Disseram passou, mas isso não passa

 

Disseram mudou, mas eu tô em casa
Do mesmo jeito que você me viu
É eu vi ela eu escapei por um fio
Eu morri e ninguém viu

 

Eu senti cê sentiu?
Eu sinto que eles me observam
Não me leva a sério
Eu tô drogado mesmo

 

Quase me esqueço
Quase que eu não volto
Me perguntaram eu dei o aval
Aquela droga não bateu legal
Eu sou folgado mas sou legal
Eu sou folgado mas solidão

A letra explora termos como “gengiva tá calma”, que, no contexto de uso de substâncias, pode aludir à sensação de dormência ou alívio de dor física ou mental provocada por um narcótico, ou mesmo ser uma referência indireta a efeitos fisiológicos de certas drogas. A expressão “dei um blow” faz referência ao consumo de drogas, especialmente inaladas como a cocaína. Já “não bateu legal” descreve quando uma substância não produz o efeito esperado ou causa uma experiência desagradável. Por fim, o termo “folgado”, utilizado de forma paradoxal, sugere uma atitude de desprendimento ou até arrogância que o eu lírico projeta, talvez para mascarar sua profunda solidão e vulnerabilidade.

PRÓXIMA MÚSICA:

Significado da Música