Descrição

A faixa mergulha fundo na vida de um jovem que transita entre o glamour do luxo e a realidade das ruas. A letra exalta a ascensão social, partindo de um passado de “corre” e perigos para uma rotina de ostentação com grifes famosas, carros potentes e festas regadas a álcool e substâncias. A narrativa evoca uma postura de autoconfiança e desafio, com referências claras à lealdade à sua “quebrada” e ao seu “bonde”. Há um contraste evidente entre a vida pregressa de privações e a atual de abundância, onde o trabalho na música se tornou o meio para conquistar seus objetivos. A música celebra a superação e a dominação no cenário, mantendo sempre a conexão com suas raízes e a “malandragem” necessária para sobreviver e prosperar.

Ayy, ayy, ayy, ayy, ayy

Cocaine, não codeine
Balmain na minha bih’
Balmain, não C&A
Eu visto só Gucci
Eu tô no Bentley
Parça, amo esse lean
No block nós pulou
Mas cê fugiu de mim
Uh, hoje tem tudo no stu’
Fumando gelo, me sinto num iglu
Ayy, ela tá do lado
Whisky no copo, mano, Red Bull
Passo na vila de mil
Tô se mordendo com a porra do pills
Mano tá de fuzil
Então melhor nem dar um piu

Uh, uh
Olha minha bolsa com snake
Eu torro esse placo na Bape
Empina na minha Fireblade
Uh, uh
Olha minha bolsa com snake
Eu torro esse placo na Bape
Empina na minha Fireblade
Lembro do tempo de escola, era foda quando eu os moleque vendia uns lança
Nóis já fazia tudo que queria, pegava umas mina e fumava maconha
Tirava de giro na porta da escola, só tinha meiota de bolololô
Hoje nóis vive do jeito que quer, cês fica pensando que é até jogador
Qual que é a fita desses cara?
Muita mina na balada
Se olhar pra mim é bala
Então tô-toma só pentada
De São Paulo pra Baixada
Salve Panyin, salve Kakra
MD subiu pro chakra
Na sua xota nóis deu tapa
Prada, Prada, Prada, Prada
Muita pinta tipo dálmata
Até na zaga nóis ataca
Tô fumando só salada
Tipo Sheik na Liberta
Ahn, ahn, ahn, ahn, ahn, you know
Uh-uh, bitch!
Ahn, ahn, ahn, ahn, ahn, you know
Mano, eu vim lá do Fontalis meu parça
Onde os coringa costuma dar fuga
Carpa no braço, corrente de prata
No baile bolado com as filha da puta
F-A-C-C-A-O, facção
Defendo a sigla que nóis é mandrake
Postura de artista, pique de ladrão
Sério, na norte nóis que para tudo
Conheço os louco do Jardim Brasil
Assalto à banco e também carro forte
E só nessas hora que nóis leva fuzil
Qual que é a fita desses cara?
Bota a cara, leva bala
Nóis tá forte, forte memo
No blindado é só granada

Amanheceu no plantão? Não
Hoje é dia de show
Fiz minha cota cantando um som, ahn
Nicole, prepara o voo
Tô com a Recayd na track
Deixo um salve pro Jé
Que é assim que procede
Quatro preto na nave
Quem diria né, jão?
E um japonês que é mó breck
Falei da Adidas
Zé povinho já pensou que era de facção-ção
As três listra é o patrocínio e o microfone é o ganha pão
O pretinho dominou o três e o patrocínio que era utopia, né não?
E o dinheiro da roupa eu gasto com as gata e também com arroz e feijão
Os menorzinho tá forte
Dão-dão, comendo só as bombom
DEREK tá com o marrom-rom
Deixa que eu bolo então
Tá o Jé e o Igu na B
Fideliz mó breck com o jaco de frio
Beat do Spike, Kyan gosta muito
Principalmente se for de drill
Uh, uh
Olha minha bolsa com snake
Eu torro esse placo na Bape
Empina na minha Fireblade
Uh, uh
Olha minha bolsa com snake
Eu torro esse placo na Bape
Empina na minha Fireblade
Empina na minha Fireblade
Empina na minha Fireblade

A letra mergulha no vocabulário trap com termos como “lean”, referindo-se a uma bebida com xarope de codeína, e “fumando gelo”, que descreve o consumo de uma droga potente ou maconha de alta qualidade. “No block nós pulou” indica presença ativa na quebrada, que pode ser uma “vila de mil” (um lugar que ostenta luxo ou valor). “Placo” é um maço de dinheiro, e “lança” se refere ao lança-perfume. No linguajar da rua, “meiota de bolololô” descreve uma pistola .45 e o som de tiros, enquanto “pentada” significa uma rajada de disparos. “MD subiu pro chakra” ilustra o efeito eufórico do MDMA, e a “carpa no braço” é uma tatuagem simbólica da cultura de rua. O termo “mandrake” designa pessoas da periferia com estilo e malandragem, que consideram algo “mó breck” (muito legal ou autêntico), diferenciando-se do “zé povinho” (pessoas comuns e alheias ao “corre”). Por fim, “bombom” é usado para mulheres atraentes e “salada” para maconha.

PRÓXIMA MÚSICA:

Significado da Música