Descrição

A faixa mergulha na intensidade da vida nas ruas, onde a violência é uma constante e a sobrevivência uma batalha diária. A letra nos transporta para um cenário de guerra urbana, com pistolas sempre prontas para o confronto, seja com rivais ou com a polícia. É um aviso explícito: quem se aventura nesse “labirinto” das ruas dificilmente sai ileso. A canção expõe a brutalidade de um universo onde o tráfico é a meta e a paz não é sequer cogitada, rejeitando qualquer “bandeira branca”. Há uma forte crítica à polícia, vista como opressora, e a comunidade é comparada a um “Iraque”, com operações disruptivas. No cerne, prevalece a lealdade à “quadrilha” e à família, mesmo que o custo seja a própria vida. É um retrato cru da resistência, da malícia e da busca por poder e dinheiro (“prata”) em um ambiente hostil, onde desafiar a ordem é a única lei.

 

Duas pistola na cintura
Se entrar no labirinto vai sair sem cara

Duas pistola
Na reta da viatura
E quem conspira talvez hoje à noite nem volte pra casa

Duas pistola
Duas pistola na cintura
Se entrar no labirinto vai sair sem cara

Duas pistola
Na reta da viatura
E quem conspira talvez hoje à noite nem volte pra casa

Quem vai ficar?
Quem correr toma na bunda
Avisa aos “morador” que hoje a guerra já foi declarada

Meta é traficar
E minha mãe só chora se for depois da sua
Bandeira branca é tipo Adidas, eu num vou usar
E se contigo nos quiser fazer tortura?

Foi quando a coisa fica séria
E o meu diraça bota Glock na rajada pra cantar
Pra depois a granada explodir
E a luz do poste pra estourar

Eles falam que é pra pacificar
Nòs sabe bem que é pra oprimir
O Iraque é aqui!
Operação na hora de estudar

Duas pistola
Duas pistola na cintura
Se entrar no labirinto vai sair sem cara

Duas pistola
Na reta da viatura
E quem conspira talvez hoje à noite nem volte pra casa

Contas atrasadas, vingança envolvida
Quem será que fica com a última palavra?
Suor, sangue e batalha
Pra defender a família

Morrer pela quadrilha é lei de quem se candidata
Pague sua contas, viva sua vida
Apenas se lembre de não usufruir da carga
Levante sua boca, derrote a polícia
Jogo de malícia ninguém quer ficar com a prata

Duas pistola
Duas pistola na cintura
Se entrar no labirinto vai sair sem cara

Duas pistola
Na reta da viatura
E quem conspira talvez hoje à noite nem volte pra casa

Duas pistola
Duas pistola na cintura
Se entrar no labirinto vai sair sem cara

Duas pistola
Na reta da viatura
E quem conspira talvez hoje à noite nem volte pra casa

A faixa é rica em gírias e expressões que pintam um retrato vívido do universo retratado. “Sair sem cara” é uma metáfora brutal para morrer ou ser desfigurado, perdendo a identidade. Estar “na reta da viatura” significa confrontar diretamente a polícia. A frase “quem correr toma na bunda” indica que tentar fugir resulta em punição severa. “Morador” refere-se aos habitantes da comunidade afetados pelos conflitos. A negação “bandeira branca é tipo Adidas, eu num vou usar” demonstra a recusa completa à rendição. “Diraça” parece ser um termo para um parceiro ou aliado nas ações. “Glock na rajada pra cantar” evoca o som de tiros rápidos de uma arma. A declaração “O Iraque é aqui!” compara a realidade local a uma zona de guerra. “Não usufruir da carga” aconselha a não consumir as substâncias ilícitas traficadas. Por fim, “jogo de malícia” descreve o ambiente de esperteza e engano necessário para sobreviver, onde o objetivo é “ficar com a prata”, ou seja, lucrar e sair vitorioso.

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