O crime e a música – feat Xamã , Ryu the Runner

Descrição

A faixa mergulha na complexidade da vida nas ruas, mesclando uma visão altruísta de ajudar a comunidade e crianças com a frieza de uma “mente de vagabundo”. O narrador se posiciona como um visionário (“mente startup”, “ceo”), sempre à frente, e explora a inseparável ligação entre o “crime e a música”, onde o estúdio se aproxima da “boca”. A ambição por sucesso material (“casa no morro”, “apê na lagoa”) e o bem-estar familiar são motivadores chave. Há um orgulho pela trajetória de superação, com referências a um passado na criminalidade e o desejo de se tornar uma lenda. A música pulsa com uma energia de ostentação, perigo e resiliência, celebrando a liberdade e o poder adquirido através de um caminho árduo e muitas vezes ilícito.

 

Os cacos de vidro em cima do muro
As tias varrendo a calçada
As lonas de circo no baile
Tô sempre ajudando, qual foi da parada?

De rolé pelo shopping eu vou comprar uma peça
Quem sabe eu dou pras crianças na calçada
Ajudo como posso
Tenho um coração e uma mente afiada

Mente de vagabundo
Eu tô sem saudade
Eu tô sem assunto pra essas piranha

Ligações no meu celular são somente ondas
Um negro fatal
Tô botando o clima
Para que o leall tá de jeep compass

Botando essa vibe
Botando essa vibe vibe
Botando essa vibe vibe
É o crime e a música
Botando essa vibe

É que a minha mente startup eu sou o ceo dessa porra
2 passos a frente
Sempre diferente, nós num veio à toa

É o crime e a música
A proximidade do estúdio com a boca
Aumente a produção
Seguindo os mandamentos que as favela ecoa

Então faça dinheiro, se mantenha vivo
Pelo que acredito
Faça sua escolha

Por um bom motivo
Uma casa no morro
E um apê na lagoa

É pelas crianças
Os mais velhos responsa
Bem mais que o dinheiro
Bem estar da coroa

Um brinde a liberdade
Ex presidiários na minha gravadora

(Nesse exato momento eu estou)

Botando essa vibe
Botando essa vibe vibe
Botando essa vibe vibe
É o crime e a música
Botando essa vibe

Yeah
Corredor, okay
Go, go!

Pilando o beck no relógio (bleh)
Passava droga no colégio (ah)
Quinze anos aqui não tem estágio
Profissão: Rouba carro de filho de médico

Papo é dinheiro eu sou metódico
Com x9 de fato eu sou sádico
Viro pó, parece que eu sou mágico
O ryu com certeza é o mais plástico

Meu manin tá bem, tava na febem
Agora ele tem a mente do crime
Investiu um carvão no pai
Agora eu tô perto de ganhar um Grammy

Não não não
Eu não tô com pena
A minha label de fato é um esquema
Nunca nos tem medo de problema (nunca)
Se eu morrer de fato eu viro lenda

Quente como a vida em bangú
174, mano sou sandro
Pela minha filha eu sangro
Beira mar sem ser fernando
Uh uh uh
Indião de Yeezy slide
Bitch don’t kill my vibe
Pega meu oitão, macgyver

Ela mostra o peitão na live
Eu quero whiskey no meu rider
Fodo essa puta plus size
É que a minha mente é uma startup
Eu passo x9 nessa fita crepe
É o bonde da rock
Jamal malik
Fumando kunk
Na avenida das américas
Sorte que eu tenho o meu, shh, álibi
Fodo essa puta ouvindo derek
44 é o meu calibre
Tu já pensou xamã e gisele b

Botando essa vibe
Botando essa vibe vibe
Botando essa vibe vibe
É o crime e a música
Botando essa vibe

A letra traz termos como ‘negro fatal’, que designa um homem negro poderoso e carismático; ‘boca’, que se refere a um ponto de tráfico de drogas ou a uma comunidade ligada a atividades ilícitas, sugerindo uma fusão entre o estúdio de música e a vida nas ruas; ‘pilando o beck no relógio’, que se refere ao ato de preparar um cigarro de maconha, com ‘no relógio’ indicando uma forma ou local peculiar para essa ação; ‘x9’, um informante ou delator; ‘febem’, alusão à antiga instituição para menores infratores no Brasil, evocando um passado de delinquência juvenil; ‘investiu um carvão no pai’, onde ‘carvão’ simboliza um investimento financeiro vultoso ou algo de grande valor, feito no próprio eu ou no narrador; ‘label é um esquema’, que sugere que a gravadora musical atua como uma fachada ou uma operação ilícita organizada; ‘Bangú’, complexo penitenciário de segurança máxima no Rio de Janeiro, metaforizando uma vida perigosa e intensa; ‘174, mano sou sandro’, alusão ao notório sequestro do ônibus 174 no Rio e a seu autor, Sandro Barbosa do Nascimento, para transmitir uma imagem de perigo, desespero e notoriedade; ‘Beira mar sem ser fernando’, que faz referência ao famoso traficante Fernandinho Beira-Mar, indicando um poder e influência semelhantes, mas de forma independente; ‘Indião de Yeezy slide’, uma descrição coloquial de alguém com traços indígenas, combinada com ‘Yeezy slide’ (sandálias caras e da moda), denotando uma mistura de origem e status aspiracional; ‘oitão’, gíria para revólver calibre .38; ‘Macgyver’, referência ao personagem de TV conhecido pela sua engenhosidade, implicando a capacidade de improvisar e resolver situações com astúcia; ‘rider’, na indústria musical, a lista de exigências de um artista para um show, com ‘whiskey no meu rider’ denotando luxo e status; ‘fita crepe’, em ‘passo x9 nessa fita crepe’, metaforiza o ato de silenciar ou eliminar informantes; ‘bonde da rock’, onde ‘bonde’ significa um grupo ou gangue, e ‘da rock’ sugere um estilo de vida ou atitude de rockstar; ‘Jamal Malik’, personagem do filme ‘Quem Quer Ser um Milionário?’, simbolizando esperteza de rua e superação de adversidades; ‘Kunk’, gíria para maconha de alta qualidade; ’44 é o meu calibre’, que se refere a uma arma de calibre .44, simbolizando poder e periculosidade; e ‘Xamã e Gisele B’, uma parelha ambiciosa do rapper Xamã com a supermodelo Gisele Bündchen, evidenciando uma aspiração por conexões de alto status ou uma fantasia.

PRÓXIMA MÚSICA:

Significado da Música