Descrição

Essa faixa mergulha de cabeça na “vivência maldita” das ruas, expondo a brutalidade e as escolhas difíceis que moldam a juventude. A letra é um grito de dor e resiliência, narrando a realidade de onde a compaixão tem um preço e o destino de muitos é tragicamente selado por overdoses ou pela criminalidade. Critica a hipocrisia de quem observa de longe, enquanto os personagens da música herdam o ódio e a necessidade de sobreviver a qualquer custo. É um relato cru sobre a infância roubada, a constante ameaça da violência e a busca incessante por dinheiro, onde o coração endurece para enfrentar os demônios da vida. No fim, fica a lição de que, nesse mundão, é preciso andar “só no sapato” para não virar saudade.

 

Tá valendo? Tá valendo?
É agora, Sain, igual era antes
Vambora

Vivência maldita, vivência maldita
E no final de tudo quem fica de

E sua compaixão quanto que vale
Gênios morrem de overdose
Meninos defendendo o artigo 12
Seremos o maldito fruto podre
Usando droga por hobby
Roubando pra usar Nike
E porra, a guerra é uma pedofilia
Fodendo com a nossa infância
E sua militância pra mim sempre foi pose
Carregamos o ódio como herança
E meu ego alimentício te contando mentiras depois da transa

Vivência maldita, vivência maldita (Quero ver se tu é homem)
Vivência maldita, vivência maldita
E no final de tudo quem fica de bola?

Vivência maldita, vivência maldita (Quero ver se tu é homem)
Vivência maldita, vivência maldita
E no final de tudo quem fica de bola?

Na rua é só maldade
Cuidado onde anda que é pra não virar saudade
Aonde ninguém janta a reza fica pra mais tarde
A neurose do mundo num menor de pouca idade
Vida covarde
E o caminho te deixa amargo
Eu tô cansado de safado
Eu tô lidando com demônios
Bebendo um destilado
Eu tô focado no dinheiro
Coração fechado
É que as vezes é difícil
Definir a diferença entre um artista e um soldado
Tem que escutar julgamento de quem não viveu
Guerra de Estado, é alvejado, meu mano subiu
Balança de certo e errado eu deixo com Deus
Hoje eu guardei meu sentimento lá na puta que o pariu
É que a confiança é uma mulher ingrata
O diabo vêm pra seduzir com droga cara e roupa de marca
Nessas esquinas um vacilo mata
Por isso escutar é ouro e falar é prata (Fala)

Eu vou levando a vida, é
Quero ver se tu é homem
Eu vou levando a vida, é
Do jeito que eu fui e que eu sou
Eu vou levando a vida, é
Licença aqui patrão, eu cresci no mundão
Eu vou levando a vida, é
Onde o filho chora e a mãe não vê
Eu vou levando a vida, é, juro que vou
Só no sapato, sempre sendo o que sou

A faixa utiliza termos como ‘menor’, que se refere a um jovem em situação de vulnerabilidade ou envolvimento com a vida marginalizada, e ‘Artigo 12’, uma alusão a artigos de leis antigas sobre drogas no Brasil, representando a criminalização e a realidade do sistema penal. ‘Subiu’ é um eufemismo para falecer ou morrer. Um ‘vacilo’ é um erro ou deslize que pode ter consequências graves no ambiente de rua. ‘Mundão’ é uma forma intensificada de “mundo”, usada para descrever a dura realidade das ruas ou um ambiente de vida difícil. Por fim, ‘só no sapato’ significa agir com discrição, cautela e tranquilidade, sem chamar a atenção.

PRÓXIMA MÚSICA:

Significado da Música