Descrição

A faixa explora a jornada de um indivíduo que enfrenta a vida como um desafio constante, aprendendo com as dificuldades e valorizando a corrida, mesmo quando cruza a neblina. Ele reflete sobre as “noites na rua” que moldaram sua perspectiva, ressaltando a importância da disciplina e do respeito, valores herdados da família. O eu lírico persegue sonhos que pareciam distantes, mantendo o foco nos objetivos e a mente nas nuvens, mas os pés no chão. Há uma dualidade entre a busca ambiciosa e a manutenção da esperança, usando memórias de infância como motor. Ele questiona o valor do esforço e do desempenho, lidando com a superficialidade e a lealdade dos seus, enquanto busca conquistar um futuro melhor e garantir a “casa pra coroa”, sempre grato pela vida e pelo caminho percorrido, furando as bolhas que aparecem.

 

(Hãn, ye, aham, peita 9, ó só, aham)

A vida é um desafio nego
Nóis não pode parar
Nem se permitir errar
Todas essas noites na rua fizeram pensar o quanto custa respirar
Foi nesse caminhar que eu vi o valor da corrida
Pude entender que pra alguns o dia vai ser Sol enquanto eu cruzava a neblina mano
Não posso me culpar por toda magoa repentina
Todo passado com o tempo se torna uma história
Vivendo o abrir das cortinas
E na volta pra casa
Não volto de mão vazia
Tenho respeito na rua pela disciplina
Algo que eu herdei da família

Tô fazendo minha cota
Tenho sonhado com coisas que na minha visão foram sempre remotas
Nunca perdendo o controle
Eu mantenho na linha meu foco nas nota
Tenho corrido perigo
Eu paguei pra blindarem minha meca mais nova (yeah)

Com os pés no chão e a mente nas nuvem
Algo que mantém minha segurança
Vi que meus sonhos de infância também podiam se tornar ganância
Mesmo que tem machucado teu coração bom eu mantenho a minha esperança
Sempre que eu perco meu foco eu abro o celular
E vejo minhas foto criança (aham)

Quanto vale o desempenho do mano
Me sinto preso e não pago fiança
De quanto vale esforço nesse ramo
Fazendo shows em finais de semana
Colecionando meras sensações
Falsos sorrisos são minha insegurança
Calculando pra viver o amanhã
Equiparando os pesos na balança (aham)

Uns amigo meu vivendo de fatos reais
Mesmo no caminho errado vi que pelos seus eles se manteve leais
Quantos leões ainda falta pra chegar no último
Eu sinto derrama demais
Tenho feito tanta coisa
Eu aprendo com o tempo
Coisas da vida real (hãn)

O antigo Bulova
Tem me feito refletir o tempo que eu ganho furando essa bolha
Tem me feito acreditar que ainda consigo a casa pra coroa
Sentindo o chão que eu piso
Tem amostrado quanto a vida é boa (boa)

Na letra, “minha cota” refere-se à sua parte ou contribuição; “foco nas nota” indica a dedicação em acumular dinheiro ou alcançar sucesso financeiro, enquanto “manter na linha” significa manter-se focado. “Meca” é o termo informal para um carro da marca Mercedes-Benz. A expressão “vivendo de fatos reais” descreve uma vida de realidades duras, muitas vezes ligadas ao cotidiano das ruas. “Quantos leões ainda falta” usa “leões” como metáfora para os desafios ou obstáculos a serem superados. “Furando essa bolha” significa romper com uma situação limitada ou superar uma barreira, e “casa pra coroa” expressa o desejo de proporcionar uma casa para a mãe.

PRÓXIMA MÚSICA:

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