Descrição

A faixa mergulha na realidade crua de quem vive no limite, mostrando a resiliência frente às adversidades da rua. A narrativa flutua entre a ostentação de “mo money, mo problems” e a constante vigilância sobre o futuro incerto. A canção explora a dualidade da vida do protagonista: a busca pelo sucesso e a melhoria para os “manos”, contrastada com um estilo de vida hedonista de festas, drogas e relacionamentos efêmeros. Há um tom de desafio à autoridade e uma autodeclaração de poder, mesmo que venha com um custo. A música é um grito de sobrevivência, ambição e autenticidade em um mundo onde as regras são escritas por quem as vive intensamente, navegando entre o profano e o desejo de ser “reais”.

 

(Ayy, this that Hona’ touch)
(É o Toledo, né? )

Bem mais do que sou
Negros do lado oeste (west)
Merdas acontecer
Mas eu me mantenho on-line
Como se fosse fine (skrrt, skrrt)
Avançando sinais
Química e low life
Dias e hard nights

PM me aborda, já muda o clima, não entende as cordas (ice)
Só me questiona, quer saber da minha vida, quer saber das minhas notas (por quê?)
Se eu estou levando pra casa
Dividindo, é um tijolo pra cada
Metade cê guarda
Que vai que essa merda um dia acaba
E eu tenho mo money, mo money
E eu tenho mo problems, mo problems
Só me acompanhe
Se para manter o mesmo ritmo
Isso é só o mínimo
Buscamos o máximo
Mas eu só continuo
Pra que sejamos reais, se trata de nós

Nós fode num pique do verde
Tu não é santa, vou fingir que eu não sei
Deixo o tom dela sempre nas altura
Tu é branca, gostei da mistura
Vou mentir dizendo que é minha cura
E eu ando fumando e transando
E eu ando bolando outros plano
E eu ando bolando outros plano
Melhoria pra todos meus mano
E eles cortaram a minha asa
Perguntaram por que eu não tava voando
Eu sou o próprio demônio sem asa
Degustando esse mundo um algo profano

Bem mais do que sou
Negros do lado oeste (oeste)
Merdas acontecem
Mas eu me mantenho on-line
Como se fosse fine (skrrt, skrrt)
Avançando sinais
Química e low life
Dias e hard nights

Não somos iguais
Ou será que somos?
Não somos iguais
Ou será que somos?
Lugares que eu nunca estive
E eu passo e alguns conheço meu apelido
Todo canto é tudo VIP
Chego e sei que esse pico é quente (uh, uh, uh, yeah)
Com um pouco de racks na mão (uh, uh, uh, yeah) )
Um beck em qualquer situação (uh, uh, uh, yeah)
Resolvo com uma ligação (uh, uh, uh, yeah)
É só me dizer sim ou (não)
Digo só se para
Copo tá pink, ho (uh, uh)
Roxo assim
Dano é crítico (uh, uh)
Perdi meu ID
Meu dedo tá Simpson
Drink, ho, drink, ho, drink, ho (ah)

A letra está repleta de termos que pintam um quadro do universo do trap. “On-line” aqui denota estar sempre alerta e conectado à realidade das ruas, enquanto “skrrt, skrrt” é uma onomatopeia típica do gênero, simulando pneus cantando ou expressando euforia. A expressão “low life” descreve uma vida à margem, muitas vezes ligada a atividades ilícitas. A menção a “um tijolo pra cada” claramente se refere à divisão de entorpecentes. “Pique do verde” indica um ato sexual sob o efeito de maconha. Quando se diz que “o pico é quente”, significa que o lugar é perigoso ou muito badalado. “Racks” são maços de dinheiro, simbolizando riqueza. “Beck” é o termo para um cigarro de maconha. A linha “Copo tá pink” faz alusão ao “Lean” ou “Purple Drank”, uma mistura de xarope para tosse com codeína, de coloração rosada. E a frase “Meu dedo tá Simpson” pode ser uma brincadeira sobre o dedo estar amarelado, talvez por uso de tabaco ou outras substâncias.

PRÓXIMA MÚSICA:

Significado da Música