Descrição

A faixa “Dono do bairro” é um verdadeiro hino de superação e conquista, mergulhando na jornada de um protagonista que se recusa a ser mais um estatística. A letra vibra com a energia de quem saiu da “lama”, rejeitando o caminho fácil e as ilusões que a fama poderia trazer, para se firmar como uma figura de respeito e poder na sua quebrada. É um papo reto sobre a autenticidade de quem conhece a rua, os perigos e as perdas, mas escolhe a resiliência e a ambição. Entre rimas que vendem “igual droga” e a exibição de joias, a canção narra a história de um “favelado rico” que não esquece suas origens, estendendo a mão, mas com um olho nos falsos. A mensagem é clara: a disputa é consigo mesmo, e a madrugada é parceira nessa corrida pela vitória.

 

Tz da Coronel
Dono do bairro

(Yeah, alright)
O que pesa o bolso do mano é grana (grana) Tz da Coro, hahaha (grana)
Se eu não
Se eu não tivesse saído da lama
(Se eu não tivesse saído)
Se eu não virasse o dono do bairro

Se eu tivesse perdido, na fama então
Virasse as costas pro bairro (virasse as costas pro bairro) (se…)
Se eu tivesse escolhido a vida de ilusão
Se eu tivesse ido no caminho mais fácil
(Hey, hahaha)

Mano essa porra vende igual droga (rimas & produtos)
Como que tu vai ser meu rival, neguinho se toca (como?)
Tu me vê no mundo do Trap e no mundo da moda (no mundo da moda)
Tu me vê parando de um acesso que o alemão não brota (tu me vê parando)
Escuta alguém falando aí por perto que o tz é foda (Tz)

Vários mano se perdeu, vários fala mais que a boca
Vários menor bom morreu, vários otário no mundo
Desde menor vi o caos, foda que a rua me atrai ir pra fora
Deus perdoa esse tolo, ele não sabe o que fala

Favelado rico (claro que eu vou ostentar as jóias)
Pique do princípio (estendo a mão mas sei quem tá de tróia)
Minha disputo é comigo (e a madrugada é minha amiga agora)

(Yeah, alright)
O que pesa o bolso do mano é grana (tudo bem, tudo bem, tudo bem, tudo bem, tudo bem)
Se eu não
Se eu não tivesse saído da lama (se eu não tivesse saído)
Se eu não virasse o dono do bairro

Se eu tivesse perdido, na fama então
Virasse as costas pro bairro
Se eu tivesse escolhido a vida de ilusão
Se eu tivesse ido no caminho mais fácil

Na faixa, a “lama” é uma metáfora para um passado de pobreza e dificuldades, de onde o eu-lírico emergiu para se tornar o “dono do bairro”, uma figura de respeito e influência em sua comunidade, não necessariamente o proprietário literal. A expressão “neguinho se toca” é um aviso para que a pessoa “caia na real” ou “se conscientize”. Quando se fala em “acesso que o alemão não brota”, “alemão” é uma gíria comum em algumas comunidades para se referir à polícia ou a pessoas de fora/inimigos, indicando um local onde eles não conseguem entrar ou ter acesso. “Menor” se refere a um jovem da comunidade, muitas vezes associado à rua. “Favelado rico” é um termo que celebra a ascensão social de alguém que nasceu e cresceu na favela, alcançando riqueza. “Pique do princípio” significa manter a mesma essência, estilo ou mentalidade desde o início, sem perder as raízes. Por fim, “tá de tróia” descreve alguém que age com falsidade, traição ou intenções ocultas.

PRÓXIMA MÚSICA:

Significado da Música