Descrição

A faixa mergulha fundo nas realidades da vida urbana, refletindo sobre a desilusão com o Rio de Janeiro e a inversão de valores sociais, onde a arte perde seu brilho e o amor se torna mercadoria. O narrador expõe sua dor pela prisão de um amigo e a decepção com a traição de outros, que se revelaram ao longo do tempo. Há um tom de desafio e autoconfiança, especialmente ao rebater críticas e afirmar sua capacidade de superar obstáculos. A faixa também é um hino de gratidão, com agradecimentos sinceros à família e a todos que ofereceram suporte, exceto a um “bruxo” específico. No fim, ela celebra a resiliência e a verdade, avisando sobre a ilusão e a superficialidade de muitos no cenário, enquanto o narrador se posiciona como um “astro”, apesar de reconhecer sua própria humanidade.

 

(Ai, ai, ai, ai, ai)
Eu nem quero que essa bomba, só queria dar um papo
Começando por alguns assuntos aí que vem na minha mente

Como que eu tô no Rio de Janeiro, mas eu não vejo o céu azul
Como que eu tô no Rio de Janeiro, mas eu não vejo o céu azul
Só vejo as máscaras caindo, mas sei que dez mil caíram à direita
Os valores invertidos, mano, tipo a arte nem tem mais valor
Sem corações, todos vendem amor, esse é o fim dos tempos
Eu lamento que meu mano privado pegou quarenta e oito anos
Eu lamento pelo mano privado, mas eu sei que Deus tem um plano
Vara um nego que era cria comigo, mas com o passar do tempo foi se revelando
Tipo o Sagat que era parte do bando, mas ele não era o espelho do mano
Que que o bruxo tinha na porra da mente quando eu disse o Tz tá me imitando
Mas não só tava, só te desprezando Calma aí, tu não faz sucesso tem anos
Me joga em campo, tu vai ver como eu decido o jogo fácil

Eu só quero agradecer ao irmão, que me tirou lá daquele laço
Eu só quero agradecer minha mãe, por ela ter sempre me ensinado
Ele me disse, seu futuro tá na sua mão, tu não pode ser refém
Ela me disse, tu é uma braba, então, faça todos ver que essa é a verdade
Agora essa pergunta vai pro vacilão, mano, por que que você falhou?
Se a rua doutrinou o TZ, por que ela não te doutrinou?
Porque nós sobreviveu sem você, e poucas vezes nós chorou
Depois de ganhar o que tu tanto pede, adeus, vários caíram na ilusão
Eu te avisei sobre a visão, muitos estão, muitos nunca serão
Eles falam de mim na internet, é exatamente o que eles são
Tentando amenizar o que eles sentem, amenizar a frustração

E eu só quero agradecer todos vocês, o que fizeram por mim
(Menos o bruxo)
Todos de uma vez, o que fizeram por mim
(Fizeram por mim)
Sei que sem vocês não me tornaria um astro
E que talvez eu sei um fraco

Eu só quero agradecer todos vocês, o que fizeram por mim
(Menos o bruxo)
Todos de uma vez, o que fizeram por mim
(Fizeram por mim)
Sei que sem vocês, não me tornaria um astro
É, e que talvez eu sei um fraco

A faixa utiliza diversas gírias e termos culturais para pintar seu cenário e expressar sentimentos. “Essa bomba” se refere à própria música, algo impactante que vem à tona. “Mano privado” designa um amigo próximo que está encarcerado, privado de liberdade. “Cria” é um termo de carinho para alguém que cresceu no mesmo ambiente, um parceiro leal. A menção a “Sagat” (personagem de videogame) é usada para descrever um antigo aliado que se tornou adversário, e o “bruxo” aponta para um rival ou antagonista específico. Ser chamado de “braba” (no feminino) expressa uma admiração pela força e habilidade da pessoa. A frase “a rua doutrinou” significa que as vivências e desafios do ambiente urbano serviram como lições de vida. Ter “visão” indica perspicácia e uma clara compreensão dos caminhos a seguir ou do jogo da vida, e a expressão “muitos estão, muitos nunca serão” diferencia aqueles que alcançaram ou alcançarão sucesso e legitimidade daqueles que não.

PRÓXIMA MÚSICA:

Significado da Música