Descrição

A faixa é um mergulho visceral no universo do trap brasileiro, carregada de autenticidade das ruas e uma confiança inabalável. Ela narra a jornada de um “neguinho” que, apesar de perdas e desafios, comanda a cena, com sua música estourando em festas e dominando a leste. Há uma clara distinção entre quem “vive o que canta” e os falsos rappers, que são vistos como pura “comédia” e que não saem do quarto. A letra celebra a grana que virou “karma”, materializada em peças de luxo como Prada, e a lealdade ao seu “time”, enquanto reitera a dureza da vida, com referências a “moleques entocados” e fumo “da favela”. É um hino de superação e autoafirmação, sem esquecer as raízes e as cicatrizes.

Woah, woah, woah
Isso é TRAP BRASILEIRO, meu mano (Wok)
Ayo, Trevor
Não brinca com a gang
Dre, on that, on that beat
Let’s get it, let’s get it (Wow, gang)
Wow, wow, wow, wow, wow (Sheesh)

 

Como que cabe? (Cabe)
Tem uns moleque entocado ali dentro do Opala (Wow)
De balaclava eles tenta, eles tenta
Eles tenta e nunca vem nada (De balaclava, tu-tu, tu-tu, tu-tu, ê, ê)
Sheesh, nem te conhece, oh (Ê, ê)
De fato, quando a luz apaga (Ê, ê)
Muito dinheiro, deve ser meu karma (Karma)
Por isso eu lancei essa bag da Prada, Prada (Uh, uh, uh, Prada, Prada, da Prada)

 

Meu time nunca vai ter vaga (Vaga)
Pra esse mano que acha que é rapper
Ar-Arrombado, tá mais pra comédia (‘Média)
Os seus sons nunca toca’ nas festas
Eu entendo de fato seu hate (Hate)
Só porque meu som tá tocando
Na leste, elas tão comentando
Porque o neguinho que tá comandando (Ahn)
Nós não imaginava ter isso (Prr)
Nós faz hit todo ano (Ano)
E-E-Eu perdi vários manos em um ano (Sheesh)
E-Eu perdi vários manos em um ano
Bo-Bola uma vela (Vela)
Nós tá fumando aquela que vem da favela, sheesh (Que vem da favela, ahn)
Ba-Bala da verde, da roxa, quando ela bate, meu peito congela (Ahn)
Quando ele vê ele gela, gela
Neguinho porta Margiela, ‘giela
Neguinho porta Margiela, ‘giela
Ne-Neguinho porta Margiela, ‘giela (Sheesh)
Ahn, foda-se, mano (Foda-se, woah, foda-se)
Tem dois manos entocado (Tem dois mano’)
Tem dois manos entocado, não olha pro lado, vai ser clicado (Tem dois mano, tem-tem-tem-tem-tem dois, tem dois, ê, ê)
Ele não vive o que canta (Ê, ê)
É que esse moleque não sai do quarto (Ê, ê)
É que ele não sai do quarto (Não, não, não)
Que-Que ele não sai do quarto, yeah (Na-Não, uh, wow)

 

Como que cabe?
Tem uns moleque entocado ali dentro do Opala (Dentro do Opala, ali dentro do Opala)
De balaclava eles tenta, eles tenta
Eles tenta e nunca vem nada (Tu-tu, tu-tu, tu-tu, tu-tu, tu-tu)
Sheesh, ne-nem te conhece (Sheesh)
De fato, quando a luz apaga (Sheesh)
Muito dinheiro, deve ser meu karma (Karma)
Por isso eu lancei essa bag da Prada, Prada (Prada, Prada)

“Moleque entocado” refere-se a jovens escondidos ou agindo discretamente, muitas vezes em atividades ilícitas. O “Opala” é um carro clássico frequentemente associado à malandragem, enquanto a “balaclava” é uma máscara usada para ocultar a identidade. “Arrombado” é um xingamento pejorativo, e chamar alguém de “comédia” (‘média) significa que é ridículo ou não sério. A “Leste” faz alusão à Zona Leste, um berço cultural importante. “Neguinho” é um termo de identificação e camaradagem, que aqui denota autenticidade de rua. “Bola uma vela” significa preparar um cigarro de maconha, e “fumando aquela que vem da favela” reforça a origem e qualidade do produto. “Bala da verde, da roxa” são gírias para tipos de ecstasy. “Porta Margiela” indica usar peças da grife de luxo, simbolizando status. “Vai ser clicado” é uma gíria para ser baleado. Por fim, “não sai do quarto” critica a falta de vivência de rua, em contraste com a realidade descrita na música.

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