Descrição

A faixa mergulha na mentalidade de um indivíduo que exala autoconfiança e dominância, flertando com uma relação de poder quase cármica. A letra tece uma narrativa de superação, onde o passado de dificuldades, como a fome e a “guerra” do dia a dia, serve de combustível para a conquista do sucesso e da riqueza. O eu-lírico ostenta seu status atual, o luxo e a despreocupação com gastos, frutos de um caminho trilhado com integridade, sem pisar em ninguém. Há um tom de desafio aos “falsos” e uma celebração da ascensão, marcando o “ano da colheita” após um período de plantio e sacrifícios. É a jornada de quem se fez rei, valorizando a autenticidade e a resiliência em meio à ostentação do presente.

 

Não adianta fugir, eu sou seu karma
Fala que eu sou bipolar, mas sente falta
Sente o cheiro do dinheiro, então me chama
Quer adrenalina pra sua vida calma

Bato na bunda dela, eu faço um beat
(Tipo Pedro Lotto)
Se esse mano testar, eu mando a diss
(Eu nem faço esforço)
Foda-se a cena, vocês são pequenos
(Cabem no meu bolso)
Você perdeu seu único irmão, pelo seu ego frágil

Toma desse copo, que eu já tô chapado
Joias no meu corpo
Eu me sinto iluminado
Eu já perdi a noção de quanto eu gasto
Hoje eu não perco meu tempo
Hoje eu sou um cara ocupado

Não adianta fugir, eu sou seu karma
Fala que eu sou bipolar, mas sente falta
Sente o cheiro do dinheiro então me chama
Quer adrenalina pra sua vida calma

Não adianta fugir, eu sou seu karma
Fala que eu sou bipolar, mas sente falta
Sente o cheiro do dinheiro então me chama
Quer adrenalina pra sua vida calma

Esse é o ano da colheita
Olha tudo que eu plantei
Tive que eliminar os falsos
Pra me tornar rei
Mantive o meu coração puro
Só eu sei o que eu passei
Nunca fiz ninguém de escada
Nunca precisei

Tentaram tirar minha paz
Logo eu, que nasci na guerra
Pra quem já passou fome
Não existe drama, só existe a névoa
Sempre soube que no fim eu ia virar
Era só questão de tempo
Pro fim do sofrimento
Nenhuma dor dura pra sempre

Na letra, algumas expressões e termos culturais se destacam: “mandar a diss” significa lançar uma música ou rima de ataque direto a outro artista; “cena” refere-se à comunidade ou ambiente musical de um gênero específico, como a cena do trap; “cabem no meu bolso” é uma forma de dizer que algo ou alguém é insignificante, pequeno demais para ser uma ameaça, ou que pode ser facilmente dominado; “chapado” descreve o estado de estar sob o efeito de substâncias psicoativas, embriagado; “fazer alguém de escada” significa usar outra pessoa como meio para alcançar os próprios objetivos, explorando-a; e “ano da colheita” é uma metáfora que representa o período em que se começam a ver os resultados e recompensas de um longo e árduo trabalho anterior.

PRÓXIMA MÚSICA:

Significado da Música