Descrição

A faixa é um verdadeiro papo reto sobre ascensão e lealdade. O eu-lírico começa revisitando memórias do seu bairro de origem, um lugar que continua sendo seu porto seguro, mesmo com a grana entrando pesado. Ele exalta o sucesso financeiro que não para de crescer, sempre ligado ao seu grupo e à ideia de que, se ele vence, sua família e seus parceiros também vencem. Há uma clara mensagem de superioridade e autenticidade frente aos rivais, que são vistos como fracos e desatualizados. A música transborda autoconfiança, com o narrador controlando suas emoções e afirmando seu lugar de destaque na cena, sem precisar ostentar ou fingir. É um retrato da jornada de quem saiu do zero para o topo, mantendo as raízes e a postura inabalável.

Yeah
(É-é o Toledo, né?)
Hey Stick
(Bv-Bv-Bvga, what are you doing?)
Pra sempre no mesmo bairro
Até o fim…

 

Arquivei umas fotos da antiga
Onde aparecia a frente da minha goma
Vários na minha maldade mas minha resposta pros bico
É fazer mais folha (Grana)
Calculadora tá como? Já faz uns dias que eu só vejo soma (Soma)
Tô de quebrada com o bonde
Narguilé e doses de 12 Buchanans
Vejo meu bonde contabilizando

 

10, 20, 30 mil (Tssa)
Niink, amém (Check)
Deus me livre de deixar um irmão na miséria
Eu vou levar comigo (Vou levar comigo)
Se eu ganho minha família ganha
Dito isso, poucos ganham comigo (Aai)
Se eu tiver na minha área cê tá sabendo quе eu deslizo
Movimentando na árеa (Slime)
Alguém avisa ele: “Troca a data e não compete com Niink” (Ouça!)
Ele tá ativo na net mas não chega na metade dos ouvintes (Eh)
Suas rima e seu estilo é cringe
Eu juro cê não nasceu pra isso
Influenciando novos rappers
Segue meu caminho senão tá fodido

 

Exu do Blues, karma da cena nego
Ainda na mesma cidade
Velocidade de sobra (OK!)
Odiado mas nunca tocado
Me diz o motivo
Porque me pedem o Baco antigo?
Eu sou filho do Sol
Eu controlo meu ódio
Eu controlo minha raiva
(The Nordeste Face)
Já deixei muito rapper ferido (Ahn)
Fracos não andam comigo (É a Nove)
Todos são reis em ascensão
(Eu não faço cosplay de bandi do crime)
(Eu não falo na net) Eu te quebro na mão
Balas são caras, em insetos eu piso
Depois de rico cê quer minha atenção
Tô na praia de sempre, ondas agressivas
Esse nego me odeia mas nem me conhece
Falta decisiva
Sou dono de uma vadia, 3 lavanderia
Meu dinheiro é limpo de novo
Eles disputam o maior cachê
Eu não disse quanto dinheiro que eu movo
Deixa as criança adulta brincar
Eu tô investindo, imóvel novo
Se eu ligasse pra hater, eu não fodia as gostosa que eu fodo
Quer me encontrar?
Tô na minha cidade, na mesma praia de sempre
Os mesmos amigos, é a Nove (OK!)

 

Arquivei umas fotos da antiga
Onde aparecia a frente da minha goma
Vários na minha maldade mas minha resposta pros bico
É fazer mais folha (Grana)
Calculadora tá como? Já faz uns dias que eu só vejo soma (Soma)
Tô de quebrada com o bonde
Narguilé e doses de 12 Buchanans
Vejo meu bonde contabilizando

A letra mergulha em termos que pintam um retrato vívido do universo do trap. “Goma” refere-se à casa do narrador, enquanto “bico” designa rivais ou invejosos. “Folha” e “soma” são expressões para o dinheiro e seu acúmulo constante. Estar “de quebrada com o bonde” significa relaxar e curtir com sua galera, seu grupo de amigos. “Buchanans” é uma menção a uma bebida alcoólica de alto padrão, simbolizando ostentação ou celebração. “Deslizo” descreve a habilidade de navegar e progredir com facilidade. “Slime” é uma forma de chamar um parceiro ou amigo próximo. “Cringe” critica algo como embaraçoso, ultrapassado ou forçado. A frase “karma da cena” se refere a uma força ou consequência natural dentro do cenário musical. “Vadia” é um termo pejorativo para mulher, usado aqui para provocar ou demonstrar controle. “Cosplay de bandido do crime” satiriza quem finge ser criminoso sem de fato sê-lo. “Fodia as gostosa” denota ter relações sexuais com mulheres atraentes. Por fim, “É a Nove” parece ser uma referência ao seu grupo ou coletivo, um marcador de identidade.

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Significado da Música