Descrição

Essa faixa é um mergulho profundo na jornada de superação e resiliência de quem veio de baixo. A letra reflete sobre as dificuldades e os perigos enfrentados, com a repetição “Só eu sei as esquinas por que passei” sublinhando uma trajetória singular e desafiadora. O narrador mostra uma mentalidade de guerreiro, transformando adversidades em aprendizado e se recusando a temer a vida, mesmo quando ela apresenta “murros” e “muros”. Há uma clara distinção entre a coragem de quem “mergulha” e a cautela de quem “teme se molhar”. A música também explora a complexidade do ambiente de rua, onde nem tudo que brilha é ouro e a verdade é traiçoeira, ressaltando a importância da lealdade e da astúcia para sobreviver e prosperar, buscando uma vida de “rei” apostando tudo na sua arte.

 

Só eu sei (aham, aham, aham, aham)
As esquinas por que passei-ei-ei-ei (fala)
Só eu sei (só eu sei, só eu sei, só eu sei)
Só eu sei

Só eu sei (aham, aham, aham)
As esquinas por que passei-ei-ei-ei
Só eu sei (só eu sei, só eu sei, só eu sei)
Só eu sei

Ó
Tudo tem que começar de algum lugar, lembra de nóis sem a chuteira?
Só a vontade de jogar, huh, só a vontade de ganhar
Então, até o fundo do poço era lugar pra treinar
É que a vida é uma estrada e eu tô pisando fundo
De braços abertos pro mundo
Ó, estamos de frente pro mar, você teme se molhar, eu mergulho
Viver não me assusta mais
Mesmo com o peso do mundo, ser ágil
Ser de carne, ser de osso e ter a mente de aço
Tu sabe onde eu ando, mas não pode ver meus passos
Te mostro como agir num ambiente onde ninguém é confiável
Deram murros, eu escapei
Me deram muros, eu escalei, ó
Sem tempo pra orar e Ele pra me escutar, então sou rápido
Só falo com Deus: Me perdoe e obrigado e, hum

Após a tempestade, vou agradecer (agradecer)
Quando acabar a guerra, vou agradecer (agradecer)
Enquanto o Sol brilhar, vou agradecer
Agradecer
Porque

Só eu sei
As esquinas por que passei-ei-ei-ei
Só eu sei
Só eu sei (aham, aham)

Ó
Tá no mapa do tesouro
Que o caminho é perigoso
É um campo minado, todos são alvos
Com monstros que não têm coração, mas têm olho
Quase tudo brilha, quase nada é ouro
Quase tudo é briga, quase mato e morro
Mas olha onde você tá procurando a verdade
A rua é covarde
Ó
Fazer grana pra ficar coberto
Ninguém sabe quando o inverno chega
O topo é areia movediça, que eu nunca me esqueça
Trazemos ódio e disposição, lealdade, e você? O que que traz pra mesa?
Viver muito como um rei, essa é minha resposta
Minha vida nas dezesseis, essa é minha aposta
E ninguém mora na minha mente
Porque é lá que o perigo mora

(Só eu sei)
(Só eu sei)
(As esquinas por que, só eu sei)
(As esquinas por que passei-ei-ei-ei)

Só eu sei (aham, aham, aham, aham)
As esquinas por que passei-ei-ei-ei (fala)
Só eu sei (só eu sei, só eu sei, só eu sei, hum)
Só eu sei (só eu sei, só eu sei, só eu sei e)

Só eu sei (ei, hey, ei)
As esquinas por que passei-ei-ei-ei (aham, aham, aham, aham e)
Só eu sei (só eu sei, só eu sei, só eu sei, ó)
Só eu sei (só eu sei, só eu sei, só eu sei)
Só eu sei

A letra utiliza algumas expressões bem características do universo urbano, como “sem a chuteira”, que ilustra a ideia de começar do zero, sem recursos. A frase “a rua é covarde” personifica o ambiente de rua como um lugar traiçoeiro e implacável. “Fazer grana pra ficar coberto” indica a necessidade de acumular dinheiro para ter segurança e se proteger de momentos difíceis, metaforizados pelo “inverno chega”. Já “o topo é areia movediça” alerta sobre a instabilidade e a dificuldade de se manter no sucesso. A pergunta “o que que traz pra mesa?” desafia a mostrar o que se tem a oferecer. Por fim, “Minha vida nas dezesseis” é uma clara referência ao formato de 16 versos comum no rap, onde o artista aposta sua vida na sua arte, e “o perigo mora” na mente, sugerindo que a própria mente é um lugar de estratégias complexas ou batalhas internas.

PRÓXIMA MÚSICA:

Significado da Música