Descrição

A faixa mergulha na jornada de um eu em constante evolução, onde novas conquistas materiais simbolizam mudanças internas, mas a essência da “revolta” e a persistência de “maldades” antigas ainda se fazem presentes. É um manifesto sobre não se contentar com o topo, mas ver a vitória como um degrau contínuo. O eu lírico reflete sobre amores passados que serviram de lição e a necessidade de se afastar de energias negativas, os “vampiros” que não suportam o brilho alheio. Há um forte senso de autoproteção, erguendo um “castelo” contra inimigos externos e internos. A canção celebra a ambição de sair da zona de conforto, com a intuição guiando o caminho, e a busca incessante por um futuro promissor, como a “Terra Prometida”.

 

Ó, novo carro pra indicar nova fase
São novos tempos e as antigas maldades
Uns são exemplos, outros deixam saudade
Uns vão com o vento pra bem longe, não volte mais
Um novo eu na mesma rua
Um novo flow, mesma conduta
Mesma revolta, o foco em dobro
A vitória é um degrau e não o topo

Ó, a vitória é um degrau, não o topo
Foda-se a medalha, é um outro jogo
São novos dinheiros pra novos acordos
São os mesmos demônios e o mesmo corpo
Eu agradeço a um amor de antes
Por mostrar o que eu não quero daqui em diante
Feliz ou triste, é o mesmo semblante
Eu não permito que seu rosto me engane mais
Eu vou embora
Eu não sinto muito
Aqui não tem mais o que eu preciso, o que eu procuro
Eu não vejo pureza, só maldade no olhar
Vampiros que não aguentam ver o Sol brilhar
Eu só quero voltar pra casa
Mas isso parece desistir, eu avanço mais umas casas
Nem tudo é ambição e sim fugir da zona de conforto
É a merma coisa que um corpo morto, não precisa temer
É a evolução do antigo eu
Amor só de mãe, medo só de Deus
Pra gente, champanhe
Pro inimigo, breu, ah

Por que você (aham) é assim? (Aham)
Medo (medo) de mim (medo), de mim (medo)
Medo (medo) de mim (medo), de mim (medo)

Tenho que proteger o castelo
Não posso deixar que inimigos cheguem perto
Mas se o inimigo vem de dentro
Igual doença, hora do remédio, huh
Eu não trato mandado igual amigo
Eu não trato maluca igual esposa
Só depois da fratura exposta
Que tu vê que errou a escolha
Metade da mente é empresário
E a outra metade ainda é rua
Lembrei que a maldade continua
Vem sem avisar o horário
Vem cobrando honorário
Expulsando o que há de ruim, sessão descarrego
É meu coração em desapego
Intuição matando o desespero, hum
E eu buscando alívio nesse gelo (hum-hum-hum), ó
Eu tenho que avançar (avançar)
Única lei que eu sigo nessa vida
Calebe (fala)
Estamos indo pra Terra Prometida

Por que (por quê?) você é assim? (Aham-aham-aham)
Medo (medo) de mim (medo), de mim (medo)
Medo (medo) de mim (medo), de mim (medo) (medo)

Por que você é assim?
Medo de mim, de mim
Medo de mim, de mim

A faixa utiliza “novo flow” para se referir a um estilo ou ritmo musical atualizado. “Demônios” e “vampiros que não aguentam ver o Sol brilhar” funcionam como metáforas para lutas internas e pessoas invejosas, respectivamente. “Avançar mais umas casas” significa progredir na vida, enquanto desejar “breu” ao inimigo é querer um futuro sombrio para ele. “Mandado” descreve uma pessoa submissa, e “fratura exposta” alude a uma verdade dolorosa que se torna inegável. A dualidade “metade da mente é empresário e a outra metade ainda é rua” reflete a conciliação entre a ambição de negócios e a lealdade às origens. “Sessão descarrego” é uma metáfora para se livrar de energias negativas, e buscar “alívio nesse gelo” sugere conforto em bebidas ou joias. Por fim, as referências a “Calebe” e “Terra Prometida” são alusões bíblicas a figuras de fé e ao objetivo final de sucesso ou realização.

PRÓXIMA MÚSICA:

Significado da Música