Descrição

A faixa mergulha na jornada de autoconhecimento e resiliência, pintando um cenário onde a paz interior é o tesouro mais valioso. A letra desvenda a complexidade de manter a serenidade, especialmente quando as batalhas são mais internas do que externas. Há uma clara rejeição à superficialidade do mundo, como bens materiais e prazeres momentâneos, em favor de um propósito maior e de uma conexão espiritual. A canção celebra a força de seguir adiante, voando alto mesmo quando a tempestade se aproxima, e a importância de ter uma visão expandida para não cair nas armadilhas da vida. É um hino à independência, à fé e à certeza de que, com autoconfiança e proteção divina, nada pode derrubar o “barco”.

 

Contos da água e do fogo
Cacos de vidas no chão
Cartas do sonho do povo
E o coração pro cantor

Vida e mais vida ou ferida
Chuva, outono ou mar (hã)
Carvão e giz, abrigo (uh)

Ninguém vai tirar minha paz
Nem quando eu tiver em guerra
Porque ela é quase sempre interna
Nem diamantes que brilham demais
Que se tu focar só nisso, te cega

Minha tranquilidade no pedestal
Ela é sagrada, encostar é pecado
Não queira adiantar o juízo final
Vai ser cobrado

Quero acelerar, ninguém vai ser meu quebra-mola
Eu quero voar, ninguém vai ser minha gaiola
Isso não faz a dor ir embora
Faz ela sumir algumas horas
E eu quero viver o agora

A cada dia, menos papo
Mais números bloqueados que contatos
Eu trato minha paz igual primeira dama
É fácil me chamar de egoísta se tu não se ama

Sei que eles tão mirando
Mas sei que Deus tá olhando
Sei que o mar tá agitado
Mas não vai derrubar o barco

O céu fechou com as nuvens
A tempestade chegando
Vamos continuar voando
Eu sei que Deus tá olhando

Ninguém vai tirar minha paz
Ninguém vai tirar minha paz
Eu e meu santo e os orixás
Temos tudo e queremos mais

Ninguém vai tirar minha paz
Ninguém vai tirar minha paz
Eu e meu santo e os orixás
Temos tudo e queremos mais

O caminho é pelo correto
Nunca foi sobre joia, nem sexo
Aquilo tudo é lixo, grifes, luxo
Eles só falam merda e ainda falam muito
É a consequência do que se faz
Tudo vem aí, é só correr atrás

Eu peço pra nunca ser pobre de visão (não)
Ver além do meu limite de cognição (visão)
Muitos tentaram, se acabaram, se acabou, acabou

E eu não quero mais você na minha vida
A sua sorte é que eu pareço distraída
Prefiro estar errada do que certa
Por sempre ser assim, fui mais esperta

Sei que eles tão mirando
Mas sei que Deus tá olhando (disso eu sei, eu sei)
Sei que o mar tá agitado
Mas não vai derrubar o barco (disso eu sei)

O céu fechou com as nuvens (disso eu sei, eu sei)
A Tempestade chegando
Vamos continuar voando
Eu sei que Deus tá olhando (aham, yeah)

Ninguém vai tirar minha paz
Ninguém vai tirar minha paz
Eu e meu santo e os orixás
Temos tudo e queremos mais

Eu sei, eu sei, eu sei
O caminho é pelo correto
Nunca foi sobre joia, nem sexo
Eu sei (disso eu sei), eu sei (disso eu sei), eu sei
Muitos tentaram, se acabaram
Ninguém pode ser capaz

Disso eu sei, disso eu sei, eu sei
Ninguém pode ser capaz
Disso eu sei, disso eu sei, eu sei
Ninguém pode ser capaz

A expressão “pobre de visão” é utilizada para descrever a falta de perspectiva ou a incapacidade de enxergar além do presente, indicando alguém com entendimento ou ambições limitadas. Já a menção a “meu santo e os orixás” reflete uma forte conexão com a espiritualidade afro-brasileira, onde “santo” (muitas vezes sincretizado) e “orixás” são entidades divinas ou protetores cultuados, simbolizando a busca por amparo, força e orientação espiritual para enfrentar os desafios da vida.

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Significado da Música