Descrição

A faixa é um hino de superação e resiliência, onde o MC celebra sua jornada de progresso constante. Mesmo com o peso do rancor, a oração e a fé o impulsionam, reafirmando que o sucesso e o reconhecimento não o farão perder a essência ou a “postura no asfalto”. É uma declaração de autenticidade, rejeitando a ostentação vazia e a falsidade da indústria musical. O artista exalta suas raízes na quebrada, orgulhoso de sua origem e do caminho que trilhou para mudar sua realidade. Ele se posiciona como um representante do seu povo, alguém que não deve nada a ninguém e que construiu seu próprio império. A letra transmite uma mensagem de força, autoconfiança e a importância de ser verdadeiro consigo mesmo, transformando as cicatrizes da vida em verdadeiras medalhas de honra.

Re-tro-boy
Yeah

 

Todos os dias eu tô dando um passo
Todos os dias eu tô dando um salto
Muito rancor na minha mente
Por isso eu tô sempre orando mais alto
Não é porque meu número subiu
Que eu vou perder minha postura no asfalto
Maninho eu tô roubando a cena
Levanta essa merda de mão que é um assalto
Todos os dias eu tô dando um passo
Todos os dias eu tô dando um salto
Muito rancor na minha mente
Por isso eu tô sempre orando mais alto
Não é porque meu número subiu
Que eu vou perder minha postura no asfalto
Maninho eu tô roubando a cena
Levanta essa merda de mão que é um assalto

 

Cabeça erguida, nêgo eu não devo nada pra ninguém
Só ostentação na sua música, nêgo você tá querendo provar o que pra quem? (Provar o que pra quem?)
A inveja te induz a querer abalar minha estrutura
Sem amizade na indústria, eu só pego minha letra e o beat e eu jogo na rua (Jogo na rua)
Conceituado na minha quebrada, quem faz o que eu faço, meu nêgo, me fala?
Fiz o que eu fiz pra não ter que passar aquilo que eu passava
Eles falam do meu nome, assiste o moleque dando a volta por cima
Respeito geral, mas não devo ninguém, até porque ninguém faz o meu corre por mim
Fala quem leva a quebrada em primeiro? Se eu vim de lá eu levanto a bandeira
Encarado no shopping como se eu não fosse levar aquela merda de loja inteira
E eu não prometo nada, pessoas são escravas de palavras (Ay)
Quando eu dependi de alguém eu vi minha vida estagnada
E o nêgo não para, quem me protege não falha
Todo dia numa luta, a guerra é vencida em batalhas
Podem tirar tudo o que eu tenho, mas o que eu fiz ninguém apaga
O tempo te mostra, suas cicatrizes são suas medalhas

 

Todos os dias eu tô dando um passo
Todos os dias eu tô dando um salto
Muito rancor na minha mente
Por isso eu tô sempre orando mais alto
Não é porque meu número subiu
Que eu vou perder minha postura no asfalto
Maninho eu tô roubando a cena
Levanta essa merda de mão que é um assalto

Na faixa, “nêgo” é uma forma informal de se referir a alguém, similar a “mano” ou “irmão”, comum em certas comunidades, transmitindo familiaridade. “Quebrada” designa o bairro ou a comunidade de origem do artista, geralmente uma área periférica, e evoca um forte senso de identidade e pertencimento. Já “fazer o meu corre” descreve o ato de se dedicar intensamente aos próprios objetivos, à sua “luta” ou “hustle” para alcançar o sucesso. A expressão “Encarado no shopping como se eu não fosse levar aquela merda de loja inteira” ilustra a experiência de ser alvo de preconceito e vigilância em locais públicos, sugerindo que a pessoa é julgada pela aparência e erroneamente associada a atos de furto.

PRÓXIMA MÚSICA:

Significado da Música