Descrição

A faixa é um verdadeiro grito de superação e autenticidade, narrando a jornada de quem partiu do ‘nada’ para alcançar a abundância e o respeito. Com uma batida que exala confiança, ela celebra a conquista financeira e o reconhecimento, simbolizados pela ‘fartura na mesa’ e pela ‘carteira quadrada’. O eu lírico faz questão de reforçar sua identidade genuína, diferenciando-se de quem ostenta uma riqueza superficial e vazia. Há um orgulho palpável nas raízes da quebrada e na ‘labuta’ que pavimentou o caminho. A mensagem é clara: o sucesso foi construído com esforço, mantendo a essência, e agora o poder e a voz são inegáveis, com um toque de desafio para quem duvidou do processo.

(Re-tro-boy)
Fala quem põe a fartura na mesa (fala), nego
Ela sabe que é nós
Fala quem deixa a carteira quadrada, nego (então toma)
Ela sabe que é nós
Eu fiz dinheiro fora da favela, nego (toma)
Mas voltei logo após
Com um carro no nome e mó’ peso no bolso, nego
Ninguém nunca mais negou voz

 

E se eu te falar que eu não tinha nada
Eu não faço parte da sua laia
Vários tão rico mas tão vazio
São vinho barato numa taça cara
Ele não é maloqueiro, eu sou maloqueiro
Eu não posso viver de migué
Eu sou o me’mo se tiver forgano de grife ou de havaianas no pé
Foto com a mão na cara, eu não gosto de aparecer
Se contenta em ficar parecido, porque igual nós cê nunca vai ser

 

Muita labuta passada no tempo de luta pro menor poder crescer
Vida, cê nunca deu nada
Hoje é tão pouco que cê tem pra oferecer
E o Retro com o relógio mais caro, os moleque não paga barato
Viver uma vida toda na quebrada, dá até orgulho
Tô’ ficando enjoado, gastando mó’ bala num tênis
Dinheiro pra nós é água, se deixar parado é dengue
E eu cheio de apetite, aqui ninguém compete
O último que tentou, geral viu, virou meu carpete
Alguns falam muito, eu só consigo olhar e dar risada
Quem é bom de desculpa, normalmente, não é bom de mais nada

 

Fala quem põe a fartura na mesa (fala), nego
Ela sabe que é nós
Fala quem deixa a carteira quadrada, nego (então toma)
Ela sabe que é nós
Eu fiz dinheiro fora da favela, nego (toma)
Mas voltei logo após
Com um carro no nome e mó’ peso no bolso, nego
Ninguém nunca mais negou voz

 

E se eu te falar que eu não tinha nada
Eu não faço parte da sua laia
Vários tão rico mas tão vazio
São vinho barato numa taça cara
Ele não é maloqueiro, eu sou maloqueiro
Eu não posso viver de migué
Eu sou o memo’ se tiver forgano de grife ou

 

Fala quem põe a fartura na mesa (fala), nego
Ela sabe que é nós
Fala quem deixa a carteira quadrada, nego (então toma)
Ela sabe que é nós
Eu fiz dinheiro fora da favela, nego (toma)
Mas voltei logo após
Com um carro no nome e mó’ peso no bolso, nego
Ninguém nunca mais negou voz

A música apresenta gírias e expressões que pintam um quadro da realidade urbana e da mentalidade de quem venceu na vida. ‘Carteira quadrada’ e ‘mó peso no bolso’ denotam uma carteira cheia de dinheiro, fruto do esforço. ‘Laia’ refere-se a um grupo ou tipo de pessoa, muitas vezes usada para diferenciar-se. Ser ‘maloqueiro’ é sinônimo de autenticidade e conexão com as raízes da favela, a ‘quebrada’, de onde se veio. ‘Viver de migué’ significa levar a vida na base da enrolação ou fingimento, algo que o eu lírico rejeita. A expressão ‘Forgando de grife’ contrasta com ‘de havaianas no pé’, ilustrando a manutenção da essência independentemente do status ou das vestimentas. ‘Menor’ é um termo carinhoso ou neutro para se referir a um jovem. ‘Mó bala num tênis’ significa gastar muito dinheiro em um tênis, onde ‘bala’ é sinônimo de dinheiro. A frase ‘Dinheiro pra nós é água, se deixar parado é dengue’ é uma metáfora para a necessidade de fazer o dinheiro circular, sem estagná-lo. Por fim, ‘virou meu carpete’ simboliza a derrota completa de um oponente, que foi completamente subjugado e tornado insignificante.

PRÓXIMA MÚSICA:

Significado da Música