Descrição

A faixa emerge como um hino de autoproteção e ambição, onde o eu lírico blinda-se contra a inveja, o mau-olhado e as fofocas, reafirmando sua fé em um poder superior. A narrativa é construída sobre a ideia de superação, com o protagonista desafiando abertamente quem tenta derrubá-lo e celebrando suas conquistas, comparando-se a figuras lendárias. Há uma clara demarcação entre os leais e os falsos, expressa pela desilusão com o amor e a prioridade dada ao sucesso financeiro e à lealdade do seu círculo. A letra também reflete sobre as lições da vida, a importância das escolhas e a realidade de um cenário urbano, como São Paulo, onde a vigilância é constante e a fé, um escudo. A busca por saúde, sabedoria e a proteção dos seus se destaca, mostrando a jornada de um indivíduo que luta para prosperar em um ambiente desafiador.

Meu ouvido não escuta o que a inveja fala
Que o olho da maldade nunca possa me enxergar
E a fofoca, nóis deixa pra quem só sabe falar
E o que Deus mandou do céu, eu quero ver homem tirar
Meu ouvido não escuta o que a inveja fala (Fala, fala, fala)
Que o olho da maldade nunca possa me enxergar
E a fofoca, nóis deixa pra quem só sabe falar
E o que Deus mandou do céu, eu quero ver homem tirar

 

Olho no lance, olha onde eu chego
Sustenta o papo até chegar
Bota a sua cara e o peito de aço se você quiser me derrubar
Derrubada, tá a mente do mano que fala que eu não contemplei
Tiramos vários moleque do corre, pique do R10, eu já me consagrei
Toma gata, que hoje você tá com a pura nata
Como que leva multa sem placa?
Nave zerada e velocidade
Só volto pra casa com a mão na taça
Eu fiz o meu nome com a minha raça
Eu não lembro de um que me abraçava
Do meu lado só anda o meu sangue
Quantos mentiram falando que eu amava? E nem sentia nada

 

Eu não espero mudar
Eu não confio no amor, ele tá matando mais do que AK, que AK, que AK
Chuva de bala sem guarda-chuva
Chuva de bala sem guarda-chuva
Relacionamento sério com a grana, eu não vou deixar ela ficar viúva

 

Aprendi com o tempo (Aham), que o tempo mostra toda a verdade
Quem é pra ficar, o tempo vai e fala (Aham)
Quem não é pra ficar, o tempo leva embora (Aham)
Sua vida é sua, menor, e vários vai vir se vier a melhora
Aí que divide o menino do homem, e agora é você quem faz a escolha
Seja bem-vindo a São Paulo (Prrr)
Onde tem homem que vale uma folha (Pá, pá, pá)
Onde tem os cara que é mil grau e já outros andando e agindo igual puta
Em oração a Deus, Senhor, faça sempre com que eu não me confunda
Mantenha blindado sempre minha mente, minha família e todos os meus truta (Aham)
Me dê saúde e sabedoria, que o resto deixa que eu garanto na luta
Me deu a opção de acordar mais um dia, que eu lido com os verme e também com as puta (Click, clak)
Toma cuidado, menino, onde pisa
Se não Deus verá mais uma mãe de luto (Prrra)
Representando o DDD, baixada QG dos vagabundo

 

Meu ouvido não escuta o que a inveja fala
Que o olho da maldade nunca possa me enxergar
E a fofoca, nóis deixa pra quem só sabe falar
E o que Deus mandou do céu, eu quero ver homem tirar
Meu ouvido não escuta o que a inveja fala
Que o-Que o olho da maldade nunca possa me enxergar
E a fofoca, nóis deixa pra quem só sabe falar
E o que Deus mandou do céu, eu quero ver homem tirar

 

Como que é então? Vou mandar igual aquela lá
Aquela vinheta lá sua, aí cê solta assim
RE-TRO BOY, Boy

A faixa utiliza gírias que pintam um quadro vívido do universo do trap: “sustenta o papo” significa manter a palavra; “moleque do corre” se refere a jovens envolvidos em atividades de rua ou “correria”; e “pique do R10” denota um movimento com a habilidade do jogador Ronaldinho Gaúcho. “Pura nata” e “nave zerada” descrevem excelência e um carro novo, enquanto “mão na taça” simboliza a conquista. “Meu sangue” indica laços familiares ou de lealdade extrema, e “chuva de bala” descreve um intenso tiroteio. “Menor” é um jovem; “homem que vale uma folha” designa alguém de pouco valor; e “mil grau” significa algo excelente ou intenso. Comportamentos desleais são rotulados como “agindo igual puta”, enquanto “truta” é um amigo e “verme”, um inimigo desprezível. Por fim, “QG dos vagabundo” se refere ao Quartel-General de indivíduos da marginalidade, contextualizado pelo “DDD e Baixada” que demarca a área de atuação.

PRÓXIMA MÚSICA:

Significado da Música