Descrição

A faixa mergulha na jornada de um jovem que ascendeu da quebrada, celebrando o sucesso e a autoconfiança conquistados. Ele exalta a importância de se manter autêntico e preparado, seja com um visual impecável ou com a mente afiada para os desafios da rua. A letra transborda a sensação de superação, ignorando a inveja alheia e focando na própria evolução. O protagonista se vê como um ‘príncipe’ com a carteira recheada, apreciando a beleza natural e a sabedoria para lidar com relacionamentos. Ele explora a dualidade de sua origem, um equilíbrio entre a malícia e a bondade, moldado pelas ruas do Rio. É um hino à resiliência e ao brilho próprio, onde o luxo e a liberdade de ser quem é prevalecem sobre qualquer crítica ou passado.

Acordei cedo e cortei o cabelo
E aproveitei que ficou na régua
Passei no shopping
Comprei um kit que eu vou estrear hoje
No Mandela
Eu não gosto de olho gordo
Eu não gosto de boca aberta
Imagina você me odiar
E ter que me ver toda hora na sua tela

 

Ouro é sinônimo de gratidão
Então eu vou andando igual um príncipe
Carteira cheia de folha, igual
Aqueles livro longoo que precisa de índice
Sabe chegar e sabe sair, sabe
Somar, sabe suprir, sabe
Deixar ela apaixonadinha
Jogo ganho
Se fizer ela sorrir, sem maquiagem
É tão cativante, natural
Linda igual diamante
Eu quero essa gata
Tipo uma atual, tipo uma ex, tipo ficante

 

Bico sujo não quer água limpa
Então vamos deixando eles falar
Passarinho criado na gaiola
Sempre vai achar que o errado é voar
E eu sigo no rasante
Sempre tô mais distante
Eles são tipo pingente oco
Se vangloriando
De ser brilhante
Exalo felicidade, inclusive
Vestindo cores vibrantes
Não bebo nem fumo
Mas pode descer aquele combo de espumante

 

Um lado bom e o mau do quebrada
Um lado pensa muito
O outro não liga para nada
Nem tão mau, se não eu deixo ela chateada
E nem tão bom, se não eu deixo mal acostumada

Um lado bom e o mau do quebrada
Um lado pensa muito
O outro não liga para nada
Nem tão mau, se não eu deixo ela chateada
E nem tão bom, se não eu deixo mal acostumada

 

As ruas me tornaram frio, menorzin’
Tem que ter cautela para viver aqui no Rio
Acelera o sinal vermelho
Eu ainda me sinto tão vazio
Madrugadas frias
Mais uma noite sozinho
Minhas antigas vadias
Tão dizendo que eu mudei
Garoto, eu tô nas nuvens
Agora me sinto um rei
Joga essa grana na mala da X6
Eu não posso perder tempo com indireta de ex

 

Eu não perco para nenhum deles
Você tá apenas baixando o nível
Não vivemos no mesmo mundo
Eu não sou só mais um neguinho
Tanto ouro, parece que eu vim do Egito
Por isso que ela repara
E chama de lindo
Quando ela fica comigo, esquece todos os princípios
Bebê, eu sou um vagabundo
Desfilando com uma AK

 

Um lado bom e o mau do quebrada
Um lado pensa muito
O outro não liga para nada
Nem tão mau, se não eu deixo ela chateada
E nem tão bom, se não eu deixo mal acostumada

 

Por isso

Um lado bom e o mau do quebrada
Um lado pensa muito
O outro não liga para nada
Nem tão mau, se não eu deixo ela chateada
E nem tão bom, se não eu deixo mal acostumada

A faixa apresenta gírias e expressões que pintam um retrato vívido da cultura urbana e do trap brasileiro: ‘na régua’ significa algo feito com perfeição e estilo; um ‘kit’ é um conjunto de roupas novas e estilosas; ‘Mandela’ remete a uma comunidade ou baile funk específico, como o Complexo do Mandela; ‘olho gordo’ e ‘boca aberta’ descrevem a inveja e a fofoca, respectivamente; ‘folha’ é usado para cédulas de dinheiro; ‘bico sujo’ refere-se a pessoas falsas ou traidoras; ‘pingente oco’ critica indivíduos superficiais e vazios; ‘quebrada’ é o termo para periferia ou favela; ‘menorzin’’ designa um jovem; ‘vadias’ (no contexto da música) são ex-relacionamentos vistos com desapego; ‘neguinho’ é usado em autoafirmação para destacar a individualidade; ‘vagabundo’ pode denotar um estilo de vida livre e descompromissado; e ‘AK’ simboliza poder e respeito nas ruas.

PRÓXIMA MÚSICA:

Significado da Música