Descrição

A faixa é um hino de superação que narra a jornada de quem veio do nada para conquistar o topo. O eu-lírico celebra a ascensão de um “neto caçula da faxineira” a um status de quase milionário, destacando a importância de sua quebrada e o desejo de ser um espelho para a comunidade. A música transborda orgulho por conseguir proporcionar uma vida melhor para a “coroa” e adquirir artigos de luxo antes inalcançáveis, tudo isso “no pelo”. É um lembrete de que o sucesso não veio da noite para o dia, exigindo “dez anos de corre” e muita dedicação. Há também um toque de poder feminino, com uma “boss bitch” que investe com sabedoria. A mensagem é clara: o verdadeiro respeito se conquista na batalha e o dinheiro só tem valor com “proceder”, inspirando um futuro “rico breck” para todos que correm dobrado.

Hoje eu gasto e compro
Levo a melhor e boa
Neto caçula da faxineira
Quase milionário que vida louca

 

Norte, Sul, Oeste
Todo mundo tá pedindo o show dos moleque
Representando todas quebrada
A gente viveu eles só conhece (só conhece)

 

Se pá que agora chegou minha vez
Quanto tempo esperei minha vez
Sorriso no rosto da minha coroa sem se preocupar com a compra do mês
Fiz muito mais que isso, jurei não passar mais vontade eu vou morrer horando o compromisso

 

Artigo de luxo eu gosto memo
E o que eu só via na vitrine sem patrocínio eu comprei no pelo (no pelo)
Derrubando todas loja eu vim do zero
Eu levo minha vitória pra minha quebrada eu quero ser um Espelho

 

O que já me fez falta, agora é revelia
Um final feliz pra cada história mal escrita
Um tênis de mil pra cada maloca do bairro
E um banquete pra toda geladeira que tá vazia

 

O que já me fez falta, agora é revelia
Um final feliz pra cada história mal escrita
Um tênis de mil pra cada maloca do bairro
E um banquete pra toda geladeira que tá vazia

 

Contos de mil em mim, eu amarro com elástico
Falam foi da noite pro dia eu faço parecer fácil
Dez anos de corre pra começar resultado
Não gosta de nós? É o certo contrário não seria
Não somos a mesma fita
Massagem só nas costas, no bolso nós não tinha

 

Hoje virei miragem, eles não acredita no toque da defender quando vê a neguinha
Respeito não dou pra quem tem, eu dou é pra quem tinha
No tempo, que nóis não roncava e nem dormia sonhando com melhoraria
Preocupada com quem fecha e não quem segue
Dinheiro sem proceder desse lado não te insere

 

Nóis novo ricos, contando notas
Vocês forrest gumps, contando história
Da família e da quebrada não se esquece
Primeiro mandamento de um futuro rico breck

 

Ahã, boss bitch
Gasta la no Iguatemi
Vai almoçar no Pit
Captura plata assassinando MC’s
Investindo o que lucra, essa bandida não é burra
Blick, blick, tudo muda
Age conforme a conduta

 

Parcelando rápido, rápido
Faço parecer mas colher folha não é fácil
Tem que correr dobrado

 

Parcelando rápido, rápido
Faço parecer mas colher folha não é fácil
Tem que correr dobrado

 

O que já me fez falta, agora é reveria
Um final feliz pra cada história mal escrita
Um tênis de mil pra cada maloca do bairro
E um banquete pra toda geladeira que tá vazia

 

O que já me fez falta, agora é reveria
Um final feliz pra cada história mal escrita
Um tênis de mil pra cada maloca do bairro
E um banquete pra toda geladeira que tá vazia

A faixa é rica em gírias e termos culturais, como “quebrada” (bairro periférico) e “coroa” (mãe). “No pelo” significa conquistar algo sem intermediários, e “corre” é o esforço da jornada de trabalho. “Revelia” é usada para indicar que o que antes era uma carência agora é superado. “Maloca” se refere às pessoas da comunidade, e “fita” a uma situação ou tipo de pessoa. “Roncava” significa ostentar sem ter, enquanto “proceder” é um valor crucial de integridade. Um “rico breck” é quem prospera, mas mantém a essência de suas origens. A “boss bitch” é uma mulher poderosa que “captura plata” (ganha dinheiro) “assassinando MC’s” (superando outros na música), frequentando lugares de luxo como o “Iguatemi” ou o “Pit”. “Blick, blick” simboliza uma ação rápida, e “colher folha” metaforiza o ato de ganhar dinheiro e colher os frutos do trabalho.

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