Descrição

A faixa mergulha na complexidade de um amor que se recusa a morrer, mesmo quando a comunicação é cortada. O eu lírico se vê preso a um passado agridoce, enviando mensagens que são apenas visualizadas, enquanto o orgulho impede a resposta. Ele relembra o início intenso do relacionamento, marcado por uma paixão avassaladora e um contraste de estilos – ele, com sua camisa de time, ela, deslumbrante no baile. Apesar das brigas e dos desafios da vida corrida, o narrador afirma sua lealdade. Há uma melancolia ao perceber que, ao contrário dos filmes, a felicidade parece inatingível, e o custo da paz é alto. A letra navega entre a tentativa de esquecer e o inevitável retorno do desejo, uma dança entre o acerto de tentar seguir em frente e o erro de ainda querer quem se foi, mostrando a dificuldade de superar um grande amor.

Mandei mensagem, só visualizou
O orgulho não deixa ela responder, âh
Você é o passado que eu amo lembrar
Mas que eu odeio por saber que não vou esquecer

 

Mandei mensagem, só visualizou
O orgulho não deixa ela responder, não
Eu sou o passado que ela ama lembrar
Mas que odeia por saber que não pode esquecer

 

Eu lembro a primeira vez que
A gente cruzou a vista
Foi tipo tentar apagar fogo usando gasolina
Destacada no baile eu lembro cê tava linda
Com aquele salto alto e
Eu, como sempre, com a do Corinthians
E de lá para cá, várias fita
Várias ideias errada e umas briga
A minha vida corrida já não ajudava
Ainda tinha os papos da sua amiga
Pode pá que eu não vacilei
Gata, não tinha ninguém
Eu apaguei o número de todas elas
E as do insta eu bloqueei

 

Se não acreditar, tudo bem
Nosso futuro vai por um triz
Realmente parece que só no cinema
Romance tem final feliz
Quanto que custa a nossa paz?
Eu quero um pouco mais de nós
Mas

 

Mandei mensagem, só visualizou
O orgulho não deixa ela responder, âh
Você é o passado que eu amo lembrar
Mas que eu odeio por saber que não vou esquecer

 

Eu não queria viver um romance
Do jeito que a gente viveu
Lembro um passado não tão distante
Você querendo tudo que é meu
Eu lembro nunca fiquei cobrando
Coisas que você me prometeu
No fundo eu sei que eu fiz minha parte
Porque quem não pode errar sou eu

 

Nas ruas rodeado de piranha
Às vezes nem lembro o seu rosto
Acertei em te esquecer em uma semana
Mas errei em te querer na outra

 

Mandei mensagem, só visualizou
O ego falou mais alto
Aonde que eu tava? Pra onde que eu vou?
Você continua surtada
Eu não vou mentir que eu gosto disso
Você fingindo que não me ama
Perdi meu tempo, foi um desperdício
Do nada cê ficou tão estranha

 

Nas ruas rodeado de piranha
Às vezes nem lembro o seu rosto
Acertei em te esquecer em uma semana
Mas errei em te querer na outra

 

Mandei mensagem, só visualizou
O orgulho não deixa ela responder, âh
Você é o passado que eu amo lembrar
Mas que eu odeio por saber que não vou esquecer

 

Mandei mensagem, só visualizou
O orgulho não deixa ela responder, não
Eu sou o passado que ela ama lembrar
Mas que odeia por saber que não pode esquecer

Na letra, temos expressões que dão o tom da rua e da vivência do artista. ‘Baile’ se refere a uma festa ou evento informal, muitas vezes com música e dança, comum em periferias. A menção de estar ‘com a do Corinthians’ significa usar uma camiseta do Sport Club Corinthians Paulista, um símbolo de identidade e cultura urbana. ‘Várias fita’ indica que aconteceram muitas situações, problemas ou eventos complexos. ‘Pode pá’ é uma forma enfática de dizer “com certeza” ou “pode acreditar”. O termo ‘não vacilei’ expressa lealdade e que a pessoa não cometeu erros ou traições. ‘Por um triz’ significa “por pouco” ou “por um fio”. Já ‘piranha’ é um termo pejorativo para se referir a uma mulher promíscua, e ‘surtada’ descreve alguém que está agindo de forma descontrolada ou emocionalmente instável.

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