Descrição

A faixa é um verdadeiro hino de autoafirmação, vibrante com a energia da superação e do sucesso. Ela narra a jornada de alguém que veio de baixo, conquistou seu lugar e agora exibe com orgulho os frutos do seu corre. Com um carro estiloso e a privacidade que o acompanha, o protagonista se vê no controle total da sua vida e das suas finanças, deixando claro que sua conta bancária é tão impressionante quanto seu registro pessoal. A letra é um recado direto aos invejosos e “boys” que tentam diminuí-lo, mostrando que suas lágrimas são apenas confetes para a celebração de sua vitória. É uma ode à independência, à autenticidade e à fé em suas origens, reforçando a ideia de que o trabalho duro e a lealdade às suas raízes são o verdadeiro caminho para erguer um império, sem precisar de validação externa ou alianças.

Carro lacrado, escutando funk, eu vejo tudo, mas ninguém me vê
Dono do placo, dono do fato, dono da barra que ele quer ter
Igual uma frase, eu deixo meu saldo parecido com meu CPF
Deixo o boyzão bobão chorando, lágrima de invejoso é confete

 

Tô aqui, tô aqui, os quebrada dei rouba na porta
Eu vou atropelar se tiver no meu caminho, mas eu não vou mudar de rota
Joia jogada no busto, sei do preço, sei do custo
Uma flecha lançada e nada no caminho pode mudar o curso
Se o meu corre é sozinho, eu ganho sozinho, moleque é o enredo
Eu não coloco nenhuma aliança na bio, nenhum arroba de label
Eu expulso da Trap The-? Não foi só um livramento
Lembra de onde eu vim? É saber que com uma colher eu ergui um reino
Muita fé pra todos quebrada
Tô na guerra de corpo e alma, derruba o queixo do boy que fala, mas nunca faz nada
Vai viver procurando um mergulho profundo, vivendo na maré baixa
Tão desentoca, aquela sem placa do nome estranha, eu gosto de nave do tipo A
Do tipo B, deixa pros boys que morrem de preguiça de caneta
Filho do gueto, deixa a postura de moleque bom por si só falar
Eu sou o tchelo e sou tudo aquilo, além do que eu preciso e me intitular

 

Carro lacrado, escutando funk, eu vejo tudo, mas ninguém me vê
Dono do placo, dono do fato, dono da barra que ele quer ter
Igual uma frase, eu deixo meu saldo parecido com meu CPF
Deixo o boyzão bobão chorando, lágrima de invejoso é confete

 

Deixo os invejosos ouvir falar, tá estampado na cara de quem me julgou que queria tá no meu lugar
Eu fiz o meu corre, eu faço o meu corre e deixo invejosos gritar
Até quem falava mal do meu nome tá tentando mandar uma guia pra eu pular
Tô correndo sem deixar rastro, eles copiando meus traços
Os meus inimigos são que nem qualquer outro hater, só querem um abraço
Quanto tempo eu quis um espaço, tudo aquilo que já foi escasso
Eu não quero nada de ninguém, mas eu corto quem tocar no meu pedaço

 

Carro lacrado, escutando funk, eu vejo tudo, mas ninguém me vê
Dono do placo, dono do fato, dono da barra que ele quer ter
Igual uma frase, eu deixo meu saldo parecido com meu CPF
Deixo o boyzão bobão chorando, lágrima de invejoso é confete

A faixa utiliza diversas gírias e expressões que pintam um quadro vívido da cultura urbana e da ascensão social. “Carro lacrado” se refere a um veículo com vidros escuros, transmitindo privacidade. Ser o “dono do placo” ou “dono da barra” significa ter controle sobre as finanças e sobre situações desafiadoras, respectivamente. A expressão “saldo parecido com meu CPF” é uma hipérbole para indicar uma grande fortuna. “Boyzão bobão” é um termo pejorativo para um jovem rico e ingênuo, enquanto “quebrada” se refere ao bairro periférico e “os quebrada” aos seus moradores. O “corre” é o empenho pessoal ou a trajetória de vida para alcançar objetivos. “Joia jogada no busto” descreve o ato de exibir joias caras no peito. “Moleque é o enredo” sugere que a autenticidade e a experiência da juventude de rua são a base de sua narrativa. A menção de não ter “aliança na bio” ou “arroba de label” reforça a independência de gravadoras. “Livramento” significa uma bênção disfarçada, sendo salvo de uma situação ruim. “Nave do tipo A” é um carro de luxo e “filho do gueto” alguém de origem humilde que se orgulha de suas raízes. A frase “os quebrada dei rouba na porta” sugere que os aliados do protagonista da quebrada estão causando algum tipo de impacto ou agitação em seu favor.

PRÓXIMA MÚSICA:

Significado da Música