Descrição

A faixa mergulha fundo na complexidade da vida urbana, onde a malandragem e a fé caminham lado a lado. O eu lírico, cansado da “corrida de rato”, critica a hipocrisia e a corrupção que permeiam a sociedade, desde os políticos “peculatários” até a exploração no mundo dos esportes, onde atletas se tornam produtos. Há um chamado à reflexão e à busca pela paz interior, mesmo que isso signifique abraçar uma persona “antisocial”. A letra expõe o lado sombrio do crime, a ostentação vazia e a facilidade com que alguns caem nas tentações. É um desabafo visceral contra a burrice no poder e a ignorância, um grito de alerta para a necessidade de questionar e aprender na marra, custe o que custar.

Taca o fogo andando a pé
Não conto com a sorte
Vou sempre na fé
Tem muito veneno, tem gente inteligente
Espíritos pequenos em bocas eloquentes
É foda
Prejudica de fato
O doido é viver nessa corrida de rato

 

Otário que fica de caô
Vai irmão
Se tu não ficar atento aqui, boladão
Quem apanha nos culhões, não esquece
Peculatários metem milhões em espécie
Irmão blinda, barão uh
Mensalão, comissão
De bandido que investiga ladrão
Lamentável

 

Questione mais
E por favor acende um pra ficar na paz
Assim que eu gosto
Um louco de mais, com tendências
Graves antissociais, sou eu mermo

 

Questione, questione mais
E por favor acende um pra ficar na paz
Assim que eu gosto psicótico louco demais
Com tendência
Graves antissociais, sou eu mermo

 

Pro craque da seleção
Maria não controla o hormônio
Tão de olho no esperma do fenômeno
Quem tá ligado, sabe qual é o naipe
Contrato vitalício com diabo da Nike
É lindo como filme americano
Que chupa a mulher, motorista e mordomo
Ninguém vai interromper o teu sono
Porém, vai virar um escravo do próprio trono
Bandido tem ponto cinquenta e pistola
Comendo ninfetinha que senta e rebola
Sabe por que ele almeja e corteja?
É mais fácil querer que o capeta traz de bandeja
Vagabundo pensa que sabe, que nada
Muitos só aprendem levando porrada
Minha alma se esguela, vendo burrice no topo
Tô sentindo ela na superfície do corpo

A letra é rica em termos que pintam um retrato vívido da realidade: ‘corrida de rato’ ilustra a luta incessante e exaustiva por sucesso; ‘caô’ denota mentira ou confusão; enquanto ‘boladão’ descreve alguém irritado ou pronto para o confronto. Receber uma ‘porrada nos culhões’ significa ter uma lição dura e inesquecível. ‘Peculatários’ e ‘Mensalão’ referem-se a figuras e escândalos de corrupção política. ‘Barão’ alude a pessoas ricas e poderosas, muitas vezes com poder questionável, e ‘blinda’ nesse contexto é se proteger. ‘Acender um’ é gíria para fumar maconha, e ‘qual é o naipe’ pergunta sobre a situação ou a vibe. ‘Ponto cinquenta e pistola’ são termos que simbolizam a violência do crime. ‘Ninfetinha’ é um termo pejorativo para garotas jovens sexualizadas. A expressão ‘capeta traz de bandeja’ ironiza a obtenção fácil e ilícita de coisas. ‘Vagabundo’ é usado para o pretensioso que se acha esperto, e ‘levando porrada’ é aprender pela dor. Por fim, ‘se esguela’ significa gritar ou expressar-se com grande intensidade.

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