A Ronda (part. Nocivo)

Descrição

A faixa mergulha fundo na autenticidade e na batalha contra a superficialidade, avisando que rap sem alma é só um placebo: você ouve, mas não sente nada de verdade. É um grito pela liberdade de expressão, por aquilo que é genuíno, e uma crítica feroz ao que é vazio no cenário musical. O som fala sobre a vida na rua, a correria, e a necessidade de se manter esperto e conectado. O papo é reto: não adianta ter fama se não há conteúdo, e a persistência, levada ao extremo, é o único caminho para o êxito. A letra ainda compara a luta com a de figuras lendárias, cobrando quem deve e desmascarando os falsos. É um manifesto por rimas de verdade, que tragam conhecimento e representem a voz da periferia, sem se vender por hype ou grana fácil. Um verdadeiro aviso para quem não sabe qual é a sua missão.

Ret tá envolvido, nego, num fode é a ronda!
Rap sem alma é que nem placebo
A gente até engole, mas num dá onda!

 

Ret tá envolvido, nego, num fode é a ronda!
Rap sem alma é que nem placebo
A gente até engole, mas num dá onda!

 

Escrevo pra me sentir livre, irmão
Por egoísmo, quase que por obrigação
Pra dizer tudo bom, por desabafo também
Aqui não basta ser do bem, tu tem que ser bom

 

Tô na larica, tia, desce aquela empada
E um guaravita, fortalecendo a vagabundagem
Atividade máxima
Ainda é cedo
Dá pra resolver uns trampo pelo celular

 

Implacável como vento, eles são lento, rap não é convento
Mente ligada, venenosa levada
Dizer isso hoje não estragará nada
Que já não esteja podre há muito tempo

 

Eu e eu a sós, inimigo dos tira
Soltando a voz, calores e dores, em cada rima
E se toda vitória é forjada
Sejamos nós os autores da maior mentira

 

Não existe não dá, já escolhi meu lado
To c’uns maninho do lado rá com fino apertado
Às vezes a gente tem que atirar
Um tripulante ao mar pra salvar o destino do barco

 

Caguei pra sua faminha, pro seu status
Minha marra é pelo orgulho daquilo que faço
Persistir é pouco, é mais do mesmo
Persista ao extremo e aumente suas chances de êxito

 

Ret tá envolvido, nego, num fode, é a ronda!
Rap sem alma é que nem placebo
A gente até engole, mas num dá onda!

 

Ret tá envolvido, nego, num fode, é a ronda!
Rap sem alma é que nem placebo
A gente até engole, mas num dá onda!

 

Sem clone no microfone pique Tony Montana
Na luta ataque letal como uma abelha africana
Levada espada insana decepa puto à paisana
Cobrar quem tá devendo igual máfia siciliana
Lobo se veste de ovelha vacilão não me engana
Tiro o sono dos pipoca igual coca boliviana
Claro que eu quero grana, mas sem vender meu valor
Cansei de ouvir tanta besteira, resolvi tocar o terror
Só quem não abandonou segue a luta em cada flow
Os bico gela quando escuta a favela gritar rou
Não acabou! Nós tamo apenas no começo
Chega com cachê do show, mas meu caráter não tem preço
Combatente sobrevivo no Vietnam
Sou de onde a vaidade fabrica mais Taliban
Papo reto dialeto concreto q nem cimento
Com ret no fechamento Shomon lapida o talento
A massa pede sucesso, mas trago conhecimento
Onde esquecem do compromisso escrevendo sem sentimento
Mente vazia que lota a bilheteria
No mercado que premia poeta sem poesia
Sintonia, na seda que sede a brisa
Escrevo enquanto queimo o que os verme não legaliza
Revolta é precisa avisa q eu não vou correr
Se não sabe sua missão melhor rever o seu viver

 

Ret tá envolvido, nego, num fode, é a ronda!
Rap sem alma é que nem placebo
A gente até engole, mas num dá onda!

 

Ret tá envolvido, nego, num fode, é a ronda!
Rap sem alma é que nem placebo
A gente até engole, mas num dá onda!

A letra pulsa com a linguagem das ruas, com “num fode é a ronda” alertando sobre a presença da patrulha e “dá onda” descrevendo o que realmente causa impacto. “Larica” é a fome intensa, e o “guaravita” junto ao “fortalecendo a vagabundagem” ilustra um cotidiano de correria e um estilo de vida livre. A polícia aparece como “tira” ou “puto à paisana”, enquanto um “fino apertado” descreve um cigarro de maconha. O desprezo pela fama vazia se expressa em “caguei pra sua faminha”, contrastando com a “marra”, que é pura atitude e confiança. A postura “pique Tony Montana” remete a um personagem implacável, e os “vacilão” e “pipoca” são, respectivamente, os que falham e os medrosos. “Tocar o terror” é sobre causar grande impacto, fazendo “os bico gela”, ou seja, os inimigos temerem, enquanto a “favela gritar rou” é um poderoso grito de afirmação. “Papo reto” garante a sinceridade da mensagem, e a “seda que sede a brisa” faz referência ao ato de fumar. “Verme não legaliza” utiliza “verme” como termo pejorativo para as autoridades contrárias à legalização de certas substâncias.

PRÓXIMA MÚSICA:

Significado da Música