Descrição

A faixa é um verdadeiro hino de autossuficiência e resiliência, pintando o retrato de alguém que não se curva a julgamentos ou adversidades. Com uma pegada desafiadora, a letra fala sobre forjar o próprio caminho, sem medo de enfrentar a “mata” da vida à sua maneira, ignorando as críticas alheias que só o fazem crescer. O narrador se descreve como um misto de sagacidade marginal e intelectualidade, alguém que desafia rótulos e se orgulha da sua complexidade. A música celebra a liberdade de ser quem se é, de buscar um prazer particular na vida – seja “zuando”, “viajando” ou contemplando paradoxos. É um lembrete de que a força reside em transformar o sacrifício em combustível e a “crise” em motivação, abraçando a própria loucura como realidade e a independência como filosofia de vida. A mensagem é clara: subestime este som por sua conta e risco.

Já era, roubei a faca e o queijo
Quanto mais eles falam, foda-se, mais eu cresço
Podres de espírito descem
Enquanto eles se empobrecem, mais eu me enriqueço

 

Não, não há caminho, parceiro
Pegue sua faca e abra a mata do seu jeito
Não pensa muito não, senão cê para
R.E. t e tudubom, filhão, ninguém separa

 

Baile do sal, na moral, segue normal
Sagacidade total, de snap back
Com ret na boca, o marginal
Metade intelectual, a outra pivete

 

Me ache comédia, o que for
Cê nunca vai entender um milésimo do queu sou
Num vou recuar, meu pensamento é meu lar
Cê precisa ser no mínimo Deus pra me julgar

 

Não sou distraído, mas
Simplesmente sou atraído por algo que não te atrai
Vou fumar um do bom pra contemplar
O mar virando sertão e o sertão virando mar

 

Tirei o dia pra zuar
Me entorpecer e viajar
Só pensar em você
Eu amo minha vida

 

Uô, só pra zuar
Me entorpecer e viajar
Iêeeaahhhh

 

Também sou peso, também sou agonia
Harmonia e ritmo aceso
O vazio é indigesto
Mas subverto com a minha alegria

 

Quando teu sacrifício te alimenta
Nem tenta, ninguém mais pode te parar
Aceitar é sobreviver
Viver não, viver é a arte de se vingar

 

Música rústica, chutando os bucha
Perderam a lâmpada, já soltaram a bruxa
Meu flow te assusta, não tenta, rapaz
A crise me alimenta, a paz me dá angústia

 

Minha loucura é a realidade
Evito depender até da felicidade
Sons nascem do caos
Somos bons por maldade, eles maus por ingenuidade

 

Sem apego a qualquer espécie de
Doutrina, substância o que for
R.E.T. foi quem te desarmou
Se eu te surpreendi, cê me subestimou

 

Tirei o dia pra zuar
Me entorpecer, viajar
Só pensar em você
Eu amo minha vida

 

Uô, só pra zuar
Me entorpecer, viajar
Iêeeaahhhh

Na faixa, várias expressões e termos culturais dão o tom: “Baile do sal” pode evocar um evento com energia forte e autêntica, talvez remetendo a algo ‘salgado’ ou ‘real’, contrastando com o superficial. “Snap back” faz referência ao boné de aba reta, um item icônico da moda urbana e hip-hop. “Ret na boca” indica o consumo de maconha, usando a marca de uma seda para referenciar a substância. O termo “marginal” é usado para descrever uma identidade desafiadora, alguém que vive à margem das convenções, enquanto “pivete” se refere a um jovem com esperteza de rua. “Um do bom” é um eufemismo para maconha de boa qualidade, e “me entorpecer e viajar” descreve o ato de se drogar para alcançar um estado alterado de consciência. “Bucha” é gíria para alguém fraco ou fácil de derrotar. “Soltaram a bruxa” expressa que a situação saiu do controle ou que algo intenso foi liberado, e “flow” se refere ao estilo e ritmo característicos da entrega vocal do artista.

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