Descrição

A faixa é um hino de autoconfiança e ambição no cenário do trap. Com uma pegada desafiadora, ela narra a jornada de quem se “aprima” em meio ao caos, buscando o topo e rechaçando a hipocrisia. O eu-lírico se posiciona como um visionário, alguém que “psicografa” suas rimas e não teme se declarar o “terror”, almejando o sucesso financeiro (“as de cem”) e a grandeza. A letra é um manifesto de resiliência e coragem, onde a vida é vista como uma guerra a ser vencida com “culhão” e sem fraudes, sempre valorizando a “família tudubom”. É um convite para lutar pelos sonhos, encarar os “covardes” e celebrar a vida intensa, nascendo no choro, mas prometendo morrer no sorriso.

Um dia eu me arrumo e sumo
Bebendo ou fumando, ninguém é santo
Alguns se perdem, eu me aprumo
Enquanto eles escrevem, eu continuo psicografando

 

O terror sou eu
Quem falou perdeu, venceu quem fez
Eu quero as de cem, eu quero o mundo
Posso não viver muito, mas quero tudo pra viver muito bem

 

Dia da caça meter bronca
Vruuuummm! Engole fumaça, meu rap é bamba
Alegria: Esse é meu mantra
Continuo contra toda a hipocrisia que a minha rebeldia espanta

 

Tem que ter culhão
Problemas crescem junto com a ambição
Um montão aperta minha mão, dizem que sou bom
Todos querem meu dom, mas ninguém quer minha solidão

 

Ando arrumado, bonito, metido
Me amam e me odeiam pelo mermo motivo
Sigo rindo, prazer r.e.t.
Ando possuído, olha dentro dos meus olhos pra entender

 

Na santa missão
Cês são pastores da igreja, piedade pros caretas!
Sou o proibidão
A pimenta desse arroz com feijão, eu sou o capeta

 

Vivacidade sem sequela
Faço rap e amor até mais tarde, desce aquela!
A vida é bela pra quem tem coragem
Covardes teorizam, homens de verdade vão pra guerra

 

Nascemos chorando pra morrer sorrindo
Minha família é a tudubom
Tudubom, dutumob, tudubom dutumob!
Nascemos chorando pra morrer sorrindo
Minha família é a tudubom
Tudubom, dutumob, tudubom dutumob!

 

No meio da neblina um raio
Dowsha voa alto
Com essa mira baixa cê não me faz de alvo
Tô aqui em cima e não caio
Mas eu sei bem quem me cobre
Sem sobra na escolta
Sem neurose, lado a lado sim
Um em cada volta
Falador quer ibope
Vida é doce igual bala soft
Deu mole, ela trava na glote
Que o que tu me deseja, volte em dobro pra tu
Os comédia viu que tá ful
Meu corpo não é fechado só de tattoo
Aqui teu ódio vira soro, num fode rato
Quem mandou não tá puro
Não aturo cuzão, papo de futuro
Sei que só vai quem tem ambição pra ir além e zerar o game
Fiamá dutumob, neguim aplaude mas nem cheguei no meu auge
No ringue por mim, pelos meus, pela causa
Na raça, sem fraude
Mi casa não é mais su casa e não fui eu que mudei parça
Covardes, quero vocês vivos
Ninguém vai estragar esse dia lindo
Minha família continua subindo
Nasci chorando vou morrer sorrindo

 

Nascemos chorando pra morrer sorrindo
Minha família é a tudubom
Tudubom, dutumob, tudubom dutumob!!!
Nascemos chorando pra morrer sorrindo
Minha família é a tudubom
Tudubom, dutumob, tudubom dutumob!!!

A faixa está recheada de gírias e expressões que pintam um retrato vívido do universo do trap: “me aprumo” significa se reerguer ou se colocar em ordem; “psicografando” é uma metáfora para um fluxo criativo intenso; “as de cem” remete às notas de alto valor, simbolizando riqueza; “dia da caça meter bronca” descreve o momento de agir com força; “bamba” indica excelência; “culhão” representa coragem; “careta” define alguém sem graça ou conservador; “proibidão” reforça a imagem transgressora; “pimenta desse arroz com feijão” é o diferencial que traz sabor; “desce aquela” pede uma bebida; “tudubom/dutumob” celebram a positividade e a união do grupo; “sem neurose” significa sem estresse; “ibope” é a busca por popularidade; “bala soft” compara a vida a algo doce, mas que pode “travar na glote”, sufocando com um problema grave; “comédia” é um bobo ou otário; “tá ful” expressa raiva; “corpo fechado” representa proteção espiritual; “num fode rato” é um aviso agressivo para alguém parar de incomodar; “cuzão” um xingamento a um covarde; “zerar o game” significa conquistar tudo; “na raça” é com esforço e determinação; e “mi casa no es más su casa” com “parça” demarcam o fim de uma parceria.

PRÓXIMA MÚSICA:

Significado da Música