Descrição

A faixa é uma vibrante declaração de autoconfiança e reinvenção, onde o eu-lírico se posiciona acima das convenções do gênero, transformando sua música em arte. Ele narra uma jornada de superação, deixando para trás um passado possivelmente marginal para abraçar uma vida de sucesso e reconhecimento. Com uma batida que exala ostentação, ele celebra sua riqueza de espírito e material, sua “banca” forte e sua capacidade de viver intensamente, rejeitando uma existência sem propósito. Entre versos de autoafirmação e desejo de se tornar uma lenda, há espaço para um toque de gratidão e reflexão sobre o amor, revelando um “último romântico” que valoriza a conexão e a efemeridade da vida. É um hino à resiliência, ao legado e à alegria de estar abençoado.

Não sou mais 155 nem 157
Se eles vão cedo, eu vou mais tarde
Se eles são rap, eu sou o Ret
Se eles fazem rap, hoje eu faço arte

 

Libertário, homem refeito
Desbravando o espaço, eu tenho conceito
Arte e show, show e arte
Modéstia a parte, é que no flow eu deito

 

Vida leve, sem estigma
Eu quero acender enquanto ela quica
Ela é o enigma do mundo
É quando o vagabundo se identifica
Rei do jogo, engordando o bolo
Posso morrer vivo, mas não vivo morto, otário
Minha banca é pica!
Sou milionário de alma rica, eu valho ouro

 

Pai, o dia tá lindo
Me sinto abençoado
Ao seu lado, eu vivo sorrindo
Me sinto abençoado

 

Pai, obrigado! O dia tá lindo
Me sinto abençoado
Ao seu lado, eu vivo sorrindo
Me sinto abençoado

 

Não me rejeite, desapegue
Se me aceite, não me negue
Meu corpo pede bis pro seu corpo
Amor, a vida é um célebre sopro

 

Meu arquétipo é rebelde, cético, calculista
Bandido léxico, corta o agudo
E o médio pede outra receita pro médico
Sou seu último romântico, onde todo valor é quântico
Sou seu condutor de emoções, amor semântico

 

Crime que ninguém desvenda
O sabor que ninguém experimenta, nós é problema
Rvl, se eu morrer eu viro lenda
Se eu morrer, eu viro lenda
Se eu morrer, eu viro lenda
Se eu morrer, eu viro lenda

 

Pai, obrigado! O dia tá lindo
Me sinto abençoado
Ao seu lado, eu vivo sorrindo
Me sinto abençoado

 

Pai, obrigado! O dia tá lindo
Me sinto abençoado
Ao seu lado, eu vivo sorrindo
Me sinto abençoado

 

O dia tá lindo (abençoado)
Eu vivo sorrindo (abençoado)
O dia tá lindo (abençoado)
Eu vivo sorrindo (abençoado)

 

O dia tá lindo (abençoado)
Eu vivo sorrindo (abençoado)
O dia tá lindo (abençoado)
Eu vivo sorrindo

 

O dia tá lindo (pai)
Eu vivo sorrindo (obrigado)
O dia tá lindo (pai)
Eu vivo sorrindo (obrigado)

Na letra, “155 nem 157” se refere a artigos do código penal (estelionato e roubo), indicando uma fase superada ou um distanciamento de atividades criminosas. A frase “no flow eu deito” demonstra maestria e habilidade na forma de cantar. Quando se menciona “acender enquanto ela quica”, “acender” pode aludir a consumir cannabis, enquanto “quica” descreve um tipo de dança sensual. “Vagabundo”, nesse contexto, não é pejorativo, mas sim uma auto-identificação com a vivência de rua e astúcia. “Engordando o bolo” significa aumentar os bens e o dinheiro. A expressão “minha banca é pica” elogia o grupo ou crew do eu-lírico como algo superior, e “pica” denota excelência. “Bandido léxico” combina a astúcia de rua com a habilidade com as palavras, um intelectual marginal. Por fim, “Nós é problema” é uma afirmação de poder e relevância. “Rvl” é uma sigla usada como assinatura ou identificação de um coletivo ou estilo.

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