Descrição

A faixa é uma jornada intensa pela mentalidade de alguém que se recusa a ser fraco. Ela narra a saga de um protagonista que empilha dinheiro para construir seu império, jurando que o ‘mínimo do mínimo é dar seu máximo’. Aqui, a felicidade é para os ‘fracos’, e a resiliência é a chave em um mundo que ele vê como um ‘cemitério de sonhos’. Com uma autoconfiança inabalável, ele celebra a prosperidade financeira e o sucesso que colhe, mesmo que isso venha de uma luta sem fim. Há um desprezo pelos ‘otários’ e pela compaixão, e uma celebração da guerra – seja ela figurada ou real – como motor para sua arte e existência, sempre no limite da lei e da selvageria.

É preciso ter um sonho pra se adaptar a realidade
E quanto menor é a adaptação a realidade
Maior é a necessidade de persistir no sonho até tu conseguir realizar
A realidade é um glorioso cemitério de sonhos

 

Vou construir o melhor castelo empilhando o meus paco
Pra mim o mínimo do mínimo é dar meu máximo
Nasci com o Deus da guerra no meu corpo evocado
O desejo de ser feliz é a meta dos fracos (ié ié)

 

Hoje só tô dependendo de mim
Tu tem que saber acreditar em si
Ela quer sentar junto com as amiguinha
Minha semente é boa, to colhendo green

 

Hoje minha grana trabalha pra mim
Sei que essa luta nunca vai ter fim
É que ela me ama porque eu sou assim
Mas nunca vai entender como eu cheguei aqui (ié ié)

 

Os otário são tão bonzinho, vamo pisar
Se falarem de compaixão vou rir até chorar
Não sei se o som é Beatles ou tiro de AK
Inimigos sem respirar me fazem cantar

 

Por quê?
Guerras não acabam até morrer, elas resistem
Meu bem
Guerras não acabam até morrer, elas resistem

 

War, war, war
War, war, war
War, war, war
War, war

 

Acende o isqueiro
Na patente mais alta sigo tacando o puteiro
O dia inteiro chapado, ela senta no pelo
Em câmera lenta enquanto aperto o baseado
A lei da selva e a lei do crime andam lado a lado

 

Toda quebrada eu considero e sou considerado
Disparo depois pergunto se machucou
Jogo band-aids essa é minha forma de amor
Sem urucum, mas tanto sangue me camuflou
Bactéria ou Deus não sei te dizer quem sou

 

Os otário são tão bonzinho vamo pisar
Se falarem de compaixão vou rir até chorar
Não sei se o som é Beatles ou tiro de AK
Inimigos sem respirar me fazem cantar

 

Por quê?
Guerras não acabam até morrer, elas resistem
Meu bem
Guerras não acabam até morrer, elas resistem

 

War, war, war
War, war, war
War, war, war
War, war

Na letra, ‘paco’ refere-se a maços de dinheiro; ‘green’ pode significar tanto dinheiro quanto maconha, simbolizando o fruto de um bom plantio ou sucesso; ‘AK’ é uma referência ao rifle de assalto AK-47, aludindo a violência e poder; ‘tacando o puteiro’ quer dizer causar confusão, desordem ou viver de forma intensa e desregrada; ‘chapado’ descreve alguém sob efeito de drogas; ‘senta no pelo’ sugere uma relação sexual crua ou sem proteção; ‘aperto o baseado’ é a ação de fumar maconha; ‘quebrada’ designa uma comunidade ou bairro periférico; ‘band-aids’ são curativos, usados metaforicamente para um cuidado superficial ou irônico; e ‘urucum’, uma planta de pigmento vermelho, é usada em contraste com o sangue real, intensificando a imersão na realidade violenta.

PRÓXIMA MÚSICA:

Significado da Música