Descrição

A faixa é um hino de superação e autenticidade, narrando a jornada de alguém que veio do zero e conquistou seu espaço sem perder a essência. Mistura a sabedoria das ruas com a ostentação do sucesso, onde a “mente fria” e a “fé na filosofia” são chaves para navegar um mundo que tenta derrubar. A letra celebra a resiliência, a transformação de uma “vida amarga” em “doce”, e o orgulho de quem se torna um “cisne negro” – único e imprevisível – no seu próprio meio. É um recado direto sobre liderança, lealdade à sua “cria” e uma atitude sem rodeios contra quem tenta atrapalhar. Mostra que o caminho foi difícil, mas a recompensa, agora como “investidor”, é inegável e vivida sem culpa.

Eu sou pé quente, mas minha mente é fria (fria)
Na pior criei a melhoria (foi)
Eu vim de baixo, ela quer vim por cima
Mantenho a fé na minha filosofia

 

Ret, andando reto até nas esquina (cria)
Isso é visão de cria, dinheiro e putaria
Ela um avião, eu de ponto 30
Eu sou real, ela é minha fantasia
Tô de Rider ou Versace
Eu virei uma lenda no meu bairro (no meu bairro)
Nunca vendi minha essência (nunca)
Mermo eu a mais de cem, ela mama no carro
Extraí o doce, da vida amarga
Ficou mais calma
Queimando a braba
Vivendo a margem
Cria do centro
De pele clara, imprevisível
Um cisne negro

 

Asa gaivota, dois lugares, 2023
MacLaren all black, com detalhe em fibra, aro 21
A 10 mil pés, na linha amarela, sentido zona sul
Vrum, vrum, vrum

 

Eu sou pé quente, mas minha mente é fria (fria)
Na pior criei a melhoria (foi)
Eu vim de baixo, ela quer vim por cima
Mantenho a fé na minha filosofia

 

Ret, andando reto até nas esquina (cria)
Isso é visão de cria, dinheiro e putaria
Ela um avião, eu de ponto 30
Eu sou real, ela é minha fantasia

 

(Não adianta irmão, o homem é medido pela aquilo que ele faz)
(Tudo aquilo que ele conquista, tá ligado?)
(E ninguém leva essa merda mais a sério que eu, porra!)

 

(Retchê)
Dois tiro pro alto, e um gole pro santo
Razão em primeiro lugar, eu lidero meu bando
Não me atravessa, no meu caminho eu mando
Bucha, se pedir perdão de novo, eu te explano, eu te espanco

 

Estourei esse cofre, meu destino me chama
Gosto de bater forte, por isso ela me ama
Meu mano com malote, poucos superam o drama
Da sul a zona norte, é sempre a mesma trama

 

Nós cria a onda, zé povinho surfa
Só o fraco sente culpa
Puta virou o rabão, muda quando ouve o som
Ódio é o que eu sinto quando vacilão pede desculpa
Enfrentei minha dor, não tô em cima do muro
Hoje sou investidor, me chamavam de duro
É que nós não para, mete sequência
Originalidade rara, referência

A letra mergulha em termos que desenham a realidade urbana. “Cria” e “visão de cria” designam alguém nascido e criado na periferia, com a sabedoria e astúcia do ambiente. “Ponto 30” alude a uma arma de fogo, simbolizando poder. A dualidade “Rider ou Versace” ilustra a origem humilde e o luxo alcançado. A frase “mermo eu a mais de cem, ela mama no carro” descreve um ato sexual explícito e hedonista. “Queimando a braba” significa fumar maconha de qualidade. “Vivendo a margem” refere-se a um estilo de vida alternativo. Oferecer um “gole pro santo” é um gesto de reverência espiritual. Um “bucha” é alguém fraco; “explano” significa expor; e “malote” designa uma grande soma de dinheiro. “Zé povinho” refere-se a fofoqueiros ou invejosos, e “puta virou o rabão” descreve uma mudança oportunista de atitude por parte de uma mulher.

PRÓXIMA MÚSICA:

Significado da Música