Descrição

A faixa mergulha na crueza de uma realidade de preconceito e sobrevivência. A narrativa começa com o peso da identidade racial, onde a cor da pele é motivo de suspeita e a vida é um teste constante. O eu lírico descreve um ambiente de perigo, onde a fama e o dinheiro atraem “vermes” e a morte é vista com um cinismo resignado. A música também explora a complexidade das relações, com provocações sexuais e a observação de um racismo velado. Há uma crítica contundente à injustiça social, onde a cor da pele determina o peso das consequências. A jornada é marcada por perdas para o vício e uma sexualidade intensa, mas também pela solidão intrínseca de um caminho que, apesar das alianças, mantém o protagonista isolado, focado em seus próprios ganhos.

Hey, an, Dfideliz
Jazz pra minha alma

Trágico foi o começo
Eu já nasci suspeito de ter sido preto
Quando eu tiver cantando guarde bem o seu relógio
Jamais olhe pro lado e fale o seu endereço
De terço a um terço, de teste a um teste
Se eu falo da morte, é um teste, é um quete
Se eu canto dinheiro, é dinheiro pros verme
Se eu falo dos verme que morre por cash
E sei lá, a nossa morte é um brinde

 

Minha música, perdição
Minha voz, um convite
Meu sexo é tão bom, acho que ela finge
Se eu faço ela gozar, a amiga dela é um brinde
Finge que cê gosta de preto, toca na minha mão e já limpa no peito
Preciso ir pro quarto, licença parceiro, sua filha adora linguada no

 

Aê, quem gosta de sentir dor
Só de falar de dor confesso que sinto dor
Nunca gostei de droga
Mas no mundo que eu vivo a aparência é de drogado só por ter minha cor
Oh fi, cê nem sabe, se eu mato um preto eu fico no embate
Se eu mato um branco já é gravidade, ainda mais se eu vier de uma comunidade
Um passe é certo, da vida que eu levo muitos já se perdeu no pó
Nunca usei pó, mas menina, toma cuidado que na cama eu te deixo só o pó
Pra falar melhor, bem vida à vida de quem sabe bem do que é viver só
Recayd é família, mas falo família que vai me dar ouro e continuar só

Nesta faixa, termos como “quete” referem-se a uma situação séria, um teste ou um lance arriscado. “Verme” é um apelido pejorativo para indivíduos vistos como parasitas ou corruptos, frequentemente direcionado a figuras de autoridade. A expressão “um brinde” é usada em duplo sentido, primeiramente para denotar a trivialidade da morte em seu ambiente, e depois como um “bônus” sexual. “Limpar no peito” descreve o ato de disfarçar o preconceito racial, simulando desgosto após um contato. “Linguada” é uma gíria explícita para sexo oral. “Se perdeu no pó” indica o envolvimento com o vício em drogas, especificamente cocaína, e “só o pó” carrega um duplo sentido de exaustão pós-sexo e a alusão à mesma droga.

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