Descrição

A faixa mergulha em uma metáfora profunda e um tanto sombria, personificando a Morte e a Vida como amantes do eu-lírico. A canção começa descrevendo um encontro íntimo e surpreendentemente prazeroso com a Morte, que oferece conforto e uma escuta atenta, criando uma conexão única. O eu-lírico chega a encontrar semelhanças entre a Morte e um antigo amor. Contudo, a Morte o incita a buscar a Vida. Ele então se entrega a um novo relacionamento com a Vida, que também é intensa e bela, mas carregada de complexidades e a inevitabilidade do fim. A narrativa explora a natureza agridoce dos sentimentos profundos e a aceitação de que nem tudo pode durar eternamente. A conclusão reflete sobre o desapego e a importância da dualidade entre vida e morte para que o amor realmente faça sentido.

Eu transei com a morte amor, foi tão gostoso
Ela me escutava antes de me chupar todo
Eu disse pra ela que eu nunca tive medo
E ela me falou que meu beijo era tão doce

 

E a gente deitava num lugar todo de branco
Era uma brisa tão gostosa
E o rosto dela também lembrava o seu
A pele preta, boca rosa
Juro que ali eu queria que ela ficasse

 

E eu falei pra ela que ela era bem vinda
Ela me olhou com olhar de felicidade
E disse que eu me daria bem melhor com a vida
Então fui conhecer a vida, e confesso que eu dei sorte
E realmente ela era linda, só não sei se mais que a morte

 

E fazia mó cota que eu não me jogava assim
Parecia que a gente tinha intimidade
Só que me falaram que as coisas não são assim
Tudo que é bom carrega um pouco de maldade
Dei um tapa na bunda dela, ela gemeu alto meu nome

 

Eu queria escutar aquilo eternamente
Só que nem tudo a gente pode
Tudo que eu tenho é porque eu te amei
Eu já fiz de tudo pra você ficar comigo
Só que nessa fase tudo tem que ter uma lei
Então faz silêncio que na próxima eu finjo

 

Brigado por ser minha dama
Só que eu sei que um dia acaba
Pode ficar na minha cama
Dorme um pouco enquanto eu arrumo a mala
Eu sei que eu tava errado
Amar uma coisa que não nasceu pra ser minha
Agora eu sei o porque a morte existe
Não ia ter graça de amar tanto a vida

A canção utiliza a expressão “brisa tão gostosa” para descrever uma sensação prazerosa e envolvente, um bom “clima” ou “vibe”. Já a frase “mó cota” é uma forma coloquial e informal de dizer “há muito tempo”, indicando um longo período de tempo.

PRÓXIMA MÚSICA:

Significado da Música