Fideliz Cê É Preto Carai

Descrição

A faixa é um grito de lealdade e uma reflexão crua sobre a vida na favela, misturando o orgulho da origem com a esperança de um futuro melhor. A letra celebra a ascensão de alguém que ‘tá voando’ no mundo da música, lembrando suas raízes e o apoio dos ‘irmãos’ que ficaram. Entre memórias de ‘baile’, ‘lança’ e ‘oitão na mão’, surge a preocupação com os perigos do crime e a dolorosa perda de amigos. A canção é um apelo à responsabilidade familiar e à busca por um caminho longe da rua, sem esquecer a promessa de voltar e ser o ‘maior orgulho da favela’, reforçando laços de amizade e a luta por um futuro digno para a comunidade.

Ahn, Dfideliz
Jazz pra minha alma

 

Ó, oh Fideliz, cê é preto, carai
Fala do morro e manda um salve lá pra 50
Fala que aqui os menino é ruim mas nós é disciplina sem arrumar treta
Fala do baile que voltou pra 15, que tem só irmão e vem umas buceta (pow, pow)
Fala que aqui nosso pó é do bom, só não vai explanar onde é a biqueira
Fala também lá do tempo de escola de quando cê vendia uns lança pra nós
Das menininha que nem te flagrava, que sempre deixava os moleque na voz

 

Cê tá voando, carai
Dá atenção pra coroa e também pro pivete
Nós vai tá aqui desse lado
Qualquer fita liga nós, tá ligado, moleque
Cê tá sendo mó orgulho pro morro, daqui tô vendo que você tá voando (pow, pow)
Lembro de quando cê tava na bica, de oitão na mão e só se planejando

 

Mas uma hora nós sai dessa fita, Fideliz
Tomara que seja uma fase
Agora ‘cê tem que cuidar de nós
Vê se guarda dinheiro, pensa no mais tarde
O gordão infelizmente morreu, zica, foi mó difícil superar
Mas a favela ainda tá lazer, de pouquinho em pouquinho vai recuperar
Mas fica em paz e vê se cê não some, carai, encosta pra nós resenhar
Dá um salve nos menor da Recayd, precisa de nós, sabe onde achar
Fica com Deus
Yeah, wet, wet
Yeah, skrr, skrr
Skrr, skrr, skrr, skrr

 

Ó, amo cês pra carai, viado, cês sabe que eu tô no mó corre, mas nada mudou
Eu queria ver tanto cê longe do crime e poder vir pro mundo pular no meu show
É que cê prometeu, cê lembra que quando saísse cê nunca mais ia roubar?
Falei pra você que eu não tenho muito, mas se precisasse era só me ligar
Cê me deixa louco, carai, cê lembra? Foi do memo jeito que o Hélio morreu
Cê tá com dois filho e uma esposa, mas nem com essa porra você aprendeu
Nada vai mudar, meu parça, saudade de quando a gente jogava uma bola
Final de semana curtia um baile e nós aloprava no tempo da escola (okay, okay)
Eu vou voltar rico, eu prometo que um dia vou ser o maior orgulho da favela
Cê sabe que nós já foi louco de rua e se for pra morrer, que nós morra por ela
Meu parça, se cuida, carai, ajuda sua mãe e dá um beijinho na sua filha
Eu quero voltar e te ver bem melhor
Vocês que tão aqui é tudo na minha vida (pow, pow, pow, pow)
Fica com Deus

Na faixa, termos como ‘morro’ (comunidade da favela), ‘manda um salve’ (enviar uma saudação) e ‘sem arrumar treta’ (evitar brigas) situam o ouvinte no universo retratado. Expressões como ‘baile’ (festa de funk), ‘umas buceta’ (termo vulgar para mulheres), ‘pó é do bom’ (droga de qualidade) e ‘explanar onde é a biqueira’ (revelar ponto de venda de drogas) descrevem o cenário e as atividades ilícitas. ‘Lança’ (drogas vendidas), ‘moleque na voz’ (jovens no comando), ‘coroa’ (pessoa mais velha) e ‘pivete’ (criança/adolescente) marcam os personagens e suas interações. Situações são descritas por ‘fita’ (situação/problema) e ‘mó orgulho’ (grande orgulho). O sucesso é capturado em ‘tá voando’ (prosperando), enquanto o perigo surge em ‘na bica’ (situação arriscada) e ‘oitão na mão’ (com arma). A tragédia é a ‘zica’, e o lazer da comunidade aparece em ‘favela ainda tá lazer’. Finalmente, a camaradagem é vista em ‘encosta pra nós resenhar’ (vir conversar) e a vida agitada como ‘mó corre’, além de ‘louco de rua’ (experiente na rua).

PRÓXIMA MÚSICA:

Significado da Música