Descrição

A faixa é um embate vocal intenso, um tira-teima carregado de ressentimento e acusações mútuas que expõe a toxicidade de um relacionamento em frangalhos. A narrativa é costurada por provocações: de um lado, a voz feminina se posiciona como forte e sagaz, denunciando a insegurança e fragilidade do parceiro, até prometendo vingança com menções explícitas. Do outro, a resposta masculina não poupa ataques, lembrando os tempos difíceis que viveram juntos e apontando a hipocrisia dela, enquanto ameaça retaliação e um desfecho agridoce. É um retrato visceral de um ciclo vicioso onde a dor se manifesta em ataques verbais, culminando em um diálogo explosivo que explicita a amargura e a complexidade de um adeus que se recusa a ser silencioso.

Tudo que ‘cê fala sempre parece desculpa
E eu fazendo perguntas que desviam seu caráter
Mas olha pra minha cara de quem vive de passado
E às vezes oculta palavras que não são verdades
Não sou puta amadora, não vou competir com fraca
Seus interesses são frágeis, sua música é uma piada
Tem que ter muita coragem pra viver como eu vivo
Já que você é inseguro, hoje mamo o sеu amigo
Diz que acabo com a sua vida, esse é o mеu objetivo
Boto sentimento em verso antes que acabe comigo
Vida, você é minha risada quando ‘cê fala: “Progresso”
Atrasou tanto minha vida, tive que atrasar no verso (Okay, okay)

 

Engraçado, ‘cê fala tudo isso, mas fica
Se eu gostasse tanto assim de puta, eu já tinha comido todas suas amiga’ (Okay, okay)
Olha, deixa eu segurar minha língua, não esquece quem te colocou nessa vida
Uma relação é entre dois, você que preferia ‘tar sempre sozinha
Por mim nós transava todo dia, mas sua cara é ficar de intriga
Ninguém te faz gozar como eu, mas a culpa de tudo vai sempre ser minha
Eu odeio quando você grita, quer chamar atenção? Então liga a polícia
‘Cê mamou meu amigo? Tá bom, mas manda um beijo p’a sua amiga Raíssa
Que ironia, agora que tá fácil, quer roncar porque tá famosinha
Eu que ‘tava junto nos barraco’, dividindo um prato de comida
Mas o mundo dá volta, minha vida, e você vai me procurar ainda
O foda que eu vou te aceitar e te comer gostoso e sumir no outro dia

 

Me solta, Felipe
Me solta? Que porra é essa que ‘cê falou do meu amigo, Luanna?
É, ‘cê ‘tava falando que pega minhas amiga’, que é tudo puta?
Que porra de pegar suas amiga’, mano? Pra mim, ‘cê sabe o que elas são, mano
Vem aqui, mano, vamo’ conversar, vem

A letra mergulha em uma linguagem crua e direta, utilizando gírias que reforçam a intensidade do conflito. Expressões como “não sou puta amadora” são usadas para afirmar uma postura de força e sagacidade, indicando que a pessoa não é ingênua ou fácil de enganar. “Mamo o seu amigo” e “já tinha comido todas suas amiga'” referem-se, explicitamente, à prática de sexo oral e de ter relações sexuais, respectivamente, servindo como provocações diretas e formas de vingança. “Barraco”, no contexto de “nos barraco'”, descreve brigas, discussões ou situações difíceis pelas quais passaram juntos. “Roncar”, na frase “quer roncar porque tá famosinha”, significa gabar-se ou ostentar de forma arrogante, geralmente após algum tipo de sucesso ou notoriedade. Por fim, “ficar de intriga” denota envolver-se em fofocas ou causar discórdia.

PRÓXIMA MÚSICA:

Significado da Música