Dígitos – feat Kyan

Descrição

A faixa mergulha na jornada de um artista que ascendeu das dificuldades para o topo do jogo. Com uma autoconfiança inabalável, ele celebra a conquista de riquezas e o acúmulo de “dígitos” na conta, ao mesmo tempo em que rechaça invejosos e rivais que tentam diminuir seu brilho. A narrativa é tingida pela lealdade à sua “gangue” e pelos laços construídos no “gueto”, elementos que formam a base de sua postura destemida. O artista também confronta a superficialidade e a falta de autenticidade de outros no cenário, distinguindo-se como alguém que realmente vive o que canta. Ele se posiciona como um predador no “music business”, onde o talento e a vivência real superam qualquer imitação ou pose vazia, deixando claro que sua linha e tempo têm um valor elevado.

 

Ahn, ahn
É o m (ef, goddamn)
Em qualquer lugar que eu vá
Mano, eu só sei fazer isso
Me desculpa por ter vindo
Desculpa te deixar liso
É que onde quer que eu vá
Eu só sei fazer os dígitos (é o m)

Dígitos na minha conta, vadia
Cê não sabe da minha vida, mas gosta de tomar conta (ayy)
Vários cara’ na minha bota
É eu prefiro gastar linha com esse otário do que ter que gastar bala dos amigo’

Profissão perigo, eu sempre falo
Pisando no red thunder, contato de balaclava
De moto tem dois na curva, e poucos eu vi de longe
Se еu disparo, cê não enxerga, meus mano’ andam dе long
One, two, cê nem me viu, rimando em cima do correto
Quem liga, liga sabe qual é o dialeto

Tô no corre dessa porra pra mudar minha vida
Cê que julga, fica na sua, por que nunca me deu ajuda?
Tô com a minha gangue, eu falo assim porque eu cresci no gueto
Mataria pelos meus parceiro’, porque eu sei que eles matariam primeiro
O fim é triste pra quem tenta bater de frente com os cara’

Nós é ousado e não tem medo, porque eu sei quem me protege
Falo: Run (ayy), moleque envolvido
Ele é meu fã, queria ter minha vivência, mas não passa de um falido
É sem postura e sem conduta, picadilha de esquisito
É que se perdeu no personagem, na rua não tem TV globinho
Massaru é o preferido delas, memo eu não sendo lindo
Sigo com a carteira recheada, memo com os bico’ me medindo

Sigo com a cara tatuada e eu logo mandei o NBA
Young boy, você ‘tava certo, ela sabe que eu não tenho jeito
Polícia me vê como suspeito, mesmo eu não tendo atirado em ninguém
Só quero a liberdade dos meus manos, direto a neurose me faz de refém
Diz quanto vale a sua paz, a minha não vale uma nota de cem
Por isso eu sigo, sigo, sigo fazendo

Dígitos na minha conta, vadia
Cê não sabe da minha vida, mas gosta de tomar conta
Vários cara’ na minha bota
É, eu prefiro gastar linha com esse otário do que ter que gastar bala dos amigo’

Dígitos na minha conta, vadia
Cê não sabe da minha vida, mas gosta de tomar conta
Vários cara’ na minha bota
É, eu prefiro gastar linha com esse otário do que ter que gastar bala dos amigo’

Sempre quando fumo eu me sinto bem
Gata chama de Naruto e senta na minha shuriken
Lembro de tempos difíceis e fases lembro também
Lembro de ter zero dígitos, hoje eu tenho mais de 100k

Haters digitando dão engajamento
Dígitos que tenho na minha conta você não escreve por extenso
Meu feat custa caro e meu tempo também
Assim como é o jogo e também como se mantém
Minha linha custa muito caro, se tem menos de um milhão de seguidor

Mano, vou gastar bala ao invés de barras
Olha, gata, eu amo muito seu estilo
Mas do jeito que você é gostosa, só quero te ver pelada
Você não sabe viver disso, isso é o music business
Você faz trap, mas não faz a grana de verdade
Leva como hobby e não se compare comigo
Porque você faz meros dols e o kyan faz muitos dígitos

Dígitos na minha conta
Te provo que eu sou bem melhor que o trapper nerd, duro, hater e falido
Vários bunda mole ativo
Ainda bem que tenho muita munição, seja de bala ou de barra dos amigo’

Sempre na postura, você sabe
Gosto de você, mas não abraço sua mancada
Pra esses branquinho de trança que canta trap de virgem
Vendo curso no hotmart te ensinando a ser quebrada

Dígitos na minha conta, vadia
Cê não sabe da minha vida, mas gosta de tomar conta (ayy)
Vários cara’ na minha bota
É, eu prefiro gastar linha com esse otário do que ter que gastar bala dos amigo’

Dígitos na minha conta, vadia (yo)
Cê não sabe da minha vida, mas gosta de tomar conta (ahn)
Vários cara’ na minha bota
É, eu prefiro gastar linha com esse otário do que ter que gastar bala dos amigo’

A faixa está repleta de gírias e expressões que pintam um retrato da realidade do trap. “Liso” significa sem dinheiro, com os “dígitos” representando as conquistas financeiras. “Vários cara’ na minha bota” indica a perseguição de rivais ou invejosos. “Contato de balaclava” e a ação “de long” remetem a um ambiente perigoso e discrição. Um “moleque envolvido” possui vivência nas ruas, e uma “picadilha de esquisito” critica a falta de autenticidade. “Na rua não tem TV Globinho” serve de alerta para a dureza da realidade, enquanto “bico’ me medindo” aponta para a vigilância de inimigos. “Neurose me faz de refém” expressa o impacto da ansiedade, e “Senta na minha shuriken” usa referências de anime em um contexto sensual. A ideia de “gastar bala ao invés de barras” sugere que, para certos desafetos, a ação real é preferível à rima. “Dols” designa pequenas quantias. Por fim, “branquinho de trança que canta trap de virgem” e “vendendo curso no Hotmart te ensinando a ser quebrada” são críticas severas a rappers inautênticos que exploram a cultura de rua de forma superficial e comercial.

PRÓXIMA MÚSICA:

Significado da Música