Descrição

A faixa é um verdadeiro hino de superação, mergulhando na jornada de um moleque que saiu do zero pra ostentar uma vida de luxo. A letra transborda autoconfiança, destacando como o esforço próprio e a vivência na rua pavimentaram o caminho para o sucesso, sem depender de ninguém. Há um toque de desprezo pelas “interesseiras” que só se aproximam agora, e uma crítica ferrenha à falta de originalidade na cena do rap, com rimas batidas. Entre a glória e a cautela, a música também não esquece as raízes, lembrando amigos que caíram e os perigos constantes do asfalto. É um convite a persistir, construir seu próprio império e celebrar cada vitória, sempre com um olho no retrovisor e outro no futuro, provando que é possível virar o jogo.

 

Eles se perguntam quando que eu vou parar
Foda que na minha conta não para mais de pingar
Pode tentar copiar, mas é difícil igualar
Porque eu vivo intensamente no modo GTA

Moleque tá na esquina dando fuga da rota
São Paulo sem novidade, é só fuga de Meiota
Vários Raul à vontade, manda descer a Salute
Meu mano é enjoado, não bebe Absolut
Mina quer me ter na cama, desculpe, ela que lute

Nóis tá cheio de autoestima, antes era mó debate
Hoje nóis compra as vitrine, as modelo de Projac
Tudo isso é lifestyle, por que você me critica?
Se quando eu tava fudido, você não me deu ajuda
Montei todo o meu castelo só correndo com as minhas perna

Me fala onde você tava quando eu passei mó veneno
Agora ela quer água
Faltou até bater em mim quando eu não tinha nada
De fato, amor é só de mãe, isso eu não nego nada
Minha caneta cospe fogo e o pai cospe barra
Ahn, é interesseira e acha que eu não sei
Ahn, treinado na rua, uns me chama de sensei

Ela é treinada na cama, mas eu não me renderei
Eu não sou Roberto Carlos, mas pode chamar de rei
Tô dentro do meu castelo que eu sempre almejei
Vamo’ continuar assim então
Rimas e rimas, eu vou mandar desse jeito
Essa merda no BR, real, tá ficando feio

Na real, nem ligo pra isso, então foda-se, toma meu dedo médio
Repete sempre tanto a mema rima, me dá tédio
Repete sempre tanto a mema rima, é o suicídio
Repete sempre tanto a mema rima, me dá ódio
Óbvio, dá meia hora de cu com o relógio parado

Se essa mensagem chegar até você, cê me manda um recado
Quero saber se você parou ou se foi cancelado
Sigo contando, fazendo cash mais que um mercado
Ele segue contando sufoco, tipo um derrotado
Tô seguindo e contando dinheiro, tipo abençoado
Tô jogando e tô ganhando o game, não fiz doutorado
A rua ensina, cuidado pro cê não ser encarcerado

Meu mano veio, fez história, hoje tá enjaulado
Sinto mó saudade dele aqui correndo do meu lado
Hoje o moleque tá guardado, mas logo tá livre
Logo nóis vai tá curtindo o baile, rindo dos Steve
Ni-Ni-Nike, mó saudade, vai cantar a lili

Em meio de várias tempestade, o céu vai se abrir
Vários tentando me derrubar, mas eu não vou cair
Dez mil cairão à sua direita, dez mil à esquerda
E cê não vai falir

I guess you wonder where I’ve been
I searched to find a love within

A faixa é recheada de termos que pintam um quadro vívido da realidade. “Pingar” se refere ao dinheiro entrando sem parar na conta, enquanto viver no “modo GTA” simboliza uma vida intensa e sem limites. A rua se faz presente com menções à “Rota” (polícia) e “fuga de Meiota” (escapada em moto), mostrando a tensão do cotidiano. “Raul à vontade” é sobre curtir livremente, talvez com uma “Salute” (vodka barata), para um “moleque enjoado” que não se contenta com pouco. A expressão “ela que lute” demonstra desinteresse por quem só se aproxima por conveniência, e a ideia de “comprar as vitrine, as modelo de Projac” reflete a ostentação alcançada. A conquista veio “correndo com as minhas perna”, após ter “passado mó veneno”, com a “caneta cuspindo fogo” e o “pai cuspindo barra”, ou seja, escrevendo e rimando com potência. O rapper se vê como “treinado na rua”, um “sensei” em sua sabedoria. A esperança se manifesta em “cantar a lili” (ser libertado da prisão), e há um certo escárnio em “rindo dos Steve”, zombando de quem não entende sua vivência. Por fim, “dá meia hora de cu com o relógio parado” é uma crítica ácida a algo extremamente monótono ou inútil.

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Significado da Música