Descrição

A faixa nos leva a uma reflexão crua e desiludida sobre o amor e os relacionamentos. O eu-lírico se apresenta como um sujeito tranquilo, mas que carrega uma visão cética e amarga do afeto. Ele questiona a verdadeira essência do amor, descrevendo-o como algo “sem coração”, comparando-o a seguir regras sem um propósito claro. A faixa explora a busca por validação em bens materiais, fama e em conexões superficiais, onde o que parece ser amor se revela uma constante perda. Há uma ironia ao contrapor um gesto romântico como dar uma flor com a atração por uma “calcinha nova”, evidenciando a preferência por prazeres mais carnais e efêmeros. A jornada do protagonista é marcada por enganos e pela dura constatação de que “ninguém sabe amar”, culminando na resignada conclusão popular de que “amor é só de mãe”. A canção é um mergulho sincero, ainda que pessimista, nas complexidades das relações humanas modernas.

Boa noite

Pediram para eu me apresentar e
Meu nome é Thomaz
As pessoas me conhecem como sotam
E eu sou um moleque calmo
Que
Gosta de fazer música

 

Para pessoas tranquilas
O que é o amor?
Eu não sei, nunca vi
Ou melhor
Todos que eu vi
Era algo sem coração (hum)
Tipo andar nos eixos e não ter direção (hum)
Foi aí que eu vi que

 

Alguns amam grana
Outros fama, ou vadias (hum)
Nem sei quantas vezes (eu)
Achei amar alguém
Sempre encontrei o amor
Da forma que eu perdi (yeah)
Pergunte a minha bitch
Ou
Pergunte a minha (hoe)

 

Aquela flor que eu te dei
Tipo ali tinha amor
Mas sua calcinha nova
É o que eu mais amei
Tipo amar por amar
Mas ninguém sabe amar
Foi aí que eu errei (ahn)
Tudo vem, tudo vai
Tipo ouvir, escutar
Sorrir, brigar, dormir, acordar
Abrir um champanhe
Observando o horizonte
Lembrei de alguém dizer que
Amor é só de mãe

 

 

Alguns amam grana
Outros fama, ou vadias (hum)
Nem sei quantas vezes (eu)
Achei amar alguém
Sempre encontrei o amor
Da forma que eu perdi (yeah)
Pergunte a minha bitch
Ou
Pergunte a minha (hoe)

A letra utiliza gírias e expressões que reforçam a narrativa de desilusão e a visão particular do eu-lírico sobre relacionamentos. O termo “vadias”, assim como “bitch” e “hoe”, são gírias depreciativas usadas para se referir a mulheres, refletindo uma perspectiva objetificadora e, por vezes, um rancor sobre experiências passadas. A expressão “andar nos eixos e não ter direção” evoca a ideia de viver conforme as regras sociais, mas sem um propósito verdadeiro ou paixão, aplicando-se à sua visão de um amor sem coração. Por fim, “Amor é só de mãe” é uma frase culturalmente arraigada que expressa a crença de que o único amor puro, incondicional e verdadeiro vem de uma mãe, solidificando a descrença do eu-lírico em outras formas de afeto romântico.

PRÓXIMA MÚSICA:

Significado da Música