Descrição

A faixa mergulha fundo na decepção e na traição, expondo a dor de ver amigos se venderem por valores banais. O eu-lírico valoriza lealdade e respeito acima de tudo, contrastando com a busca por dinheiro e prazer fácil que corrompe seus antigos companheiros. A letra revela um círculo vicioso de fofocas e falsidade, onde a confiança é quebrada repetidamente. Apesar da mágoa, há um vislumbre de força na decisão de se cercar apenas de pessoas leais, mesmo que poucas. Contudo, a canção também explora a linha tênue entre a contenção e a explosão. Entre referências a um passado complicado, com menções a não querer vender drogas novamente, e a prontidão para a violência, a narrativa desenha um personagem complexo, cansado das pilantragens e sempre à beira de perder o controle. Há uma preparação clara para confrontos, com armas prontas, indicando que, apesar do desejo de paz, a defesa e a retaliação estão sempre à espreita.

 

Esses manos se vendem por centavos
E pensar que eu mataria por esse otário
E pensar que eu morreria por esse otário
Hm, eles se vendem por centavos

Pra mim respeito tá acima
E pra ele tá o trabalho
Pra mim tá lealdade acima

E pra ele tá os centavos
Ele jogou uma amizade fora por buceta
Ele é um escravo

Raramente eu faço coisas
Que depois eu me arrependo
Você é do tipo que se ela pedir
Vai jogar dentro
Vive falando merda das mina que eu como
Mas tô vendo
Elas me mandam print
Se só me resta
Hoje ele fala mal do mano
Amanhã tá lá com ele
Fala mal dele pra mim
Fala mal de mim pra ele
E pensar que eu contei
Tudo minhas ideia pra ele
Eu sei que ele é interesseiro
E eu sei que eu sou um gênio

Como você fala que me ama
E mente me olhando no olho
E ainda dei segunda chance
E você mentiu de novo
Hoje eu só colo com os leais
Por isso que eu colo com poucos
Iê, por isso que eu colo com poucos
Hoje eu só colo com os reais
Por isso que eu colo com poucos
Já me trairam muitas vezes
Mas eu nem vou dar o troco
Tanta pilantragem e falsidade
Tá me deixando louco
Todo dia eu fico imaginando
Te enchendo de fogo

Freia um pouco, freia um pouco
Abaixa o vidro
Pow, pow pow
Ainda tem duas
Se quiser da ré

Todo dia eu peço pra Deus
Pra eu não perder o controle
Todo dia eu peço pra Deus
Pra não vender droga de novo
Final de ano tá escasso
Então faz sessenta conto
Em uma semana vira uma placa
Na outra vira outra
A que levaram era baixo calibre
Iê eu tenho outro
O projétil é dourado
E não é laranja a ponta
Nunca usei ela
Mas eu já tô a um ponto
Vou deixar no porta-luvas
Caso a gente se encontre
Astro

Iê, let’s get it

A música está repleta de termos que pintam um quadro do submundo e das relações pessoais. “Buceta” é usado de forma vulgar para se referir à genitalia feminina, aqui no contexto de traição por uma mulher. “Jogar dentro” descreve ceder completamente a algo ou alguém, enquanto “comer”, quando se fala de uma “mina”, significa ter relações sexuais. “Colar com” é sinônimo de andar junto ou se associar a alguém. “Encher de fogo” é uma gíria violenta para atirar em alguém com uma arma. “Sessenta conto” se refere a sessenta reais. “Vira uma placa” sugere a rápida multiplicação de dinheiro (ou grandes quantidades de entorpecentes). A expressão “não é laranja a ponta” indica que a arma ou projétil mencionado não é um brinquedo, mas real e letal. Por fim, “estar a um ponto” significa estar muito perto de fazer algo, no limite.

PRÓXIMA MÚSICA:

Significado da Música