Descrição

Essa faixa mergulha numa narrativa intensa de confronto e superação. O eu lírico coloca um desafeto “deitado no asfalto”, numa metáfora forte sobre alguém que não soube controlar a língua e acabou se dando mal. A letra expõe a falsidade e a falta de princípios do rival, que tentou “levar pras ideia” mas foi salvo pelo próprio protagonista, mostrando uma dose de contenção apesar da raiva. Há um claro contraste entre a vivência real do eu lírico e a superficialidade do “moleque careta”. O tom é de aviso, de que certas coisas não podem ser ditas e que as consequências chegam. No fim, o protagonista reafirma sua autenticidade e a inutilidade de quem não se mantém verdadeiro.

 

Deixa esse mano deitado no asfalto
Ele não tem controle da língua
Levanta!
Eu acho que ele tá dormindo
Deixa essa mano deitado no asfalto
Precisa pensar um pouco na vida
Ia falar uma coisa
Mas certas coisas não podem ser ditas
Queria resolver do meu jeito
Mas certas coisas só com advogado
Nunca se sabe o próximo passo da oposição
Cuidado
Ele não tem princípios
Vem pelas costas, deixa engatilhado
Esse comédia é tão mentiroso que até se perde nos fatos, é foda
Tentou levar pras ideia
No fim eu que salvei sua vida
Não foi minha culpa
Você que devia ter lido o livro
Não é sua culpa
A sua vivência não é a mesma que a minha
Moleque careta morador de condomínio
Poderia ser ator
Do tanto que ele é sínico
Pra falar a verdade
Nunca esperei muito desse tipo
Vi erra com os outros
Sabia que uma hora ia errar comigo
Podia dar um final
Mas eu pensei na sua família
Astro

Ele tá assustado
Agora só sai com segurança
Será que ele já se perguntou
Será que isso adianta
Aka Rasta rima, AK-47 canta
Não tenho tempo pra esse falido
Tenho que pagar minhas contas
Ai ai
Todo mundo é a mesma fita até certo ponto
Se eu dependesse de você tava morto
(Eu só acordo) faço minha parte e pronto
(Ele sempre) só da uma chance
Eu não sei se vai ter outra

Deixa esse mano deitado no asfalto
Ele não tem controle da língua
Levanta!
Eu acho que ele tá dormindo
Deixa essa mano deitado no asfalto
Precisa pensar um pouco na vida
Ia falar uma coisa
Mas certas coisas não podem ser ditas

Deixa esse mano deitado no asfalto
Ele não tem controle da língua
Levanta!
Eu acho que ele tá dormindo
Deixa essa mano deitado no asfalto
Precisa pensar um pouco na vida
Ia falar uma coisa
Mas certas coisas não podem ser ditas

Na letra, “deitado no asfalto” simboliza ser derrotado ou humilhado. “Engatilhado” se refere a algo pronto para ser usado, como uma arma, indicando perigo iminente ou prontidão para o ataque. Um “comédia” é alguém falso, que não se leva a sério ou age de forma ridícula e enganosa. “Levar pras ideia” significa tentar resolver um conflito na conversa, pelo diálogo, sem violência. “Vivência” descreve a experiência de vida, geralmente ligada à rua e suas complexidades. “Moleque careta morador de condomínio” é uma expressão para alguém ingênuo, protegido e sem malícia, contrastando com a realidade do eu lírico. “Sínico” (ou cínico) no contexto, descreve alguém falso e hipócrita, que age como ator. “Falido” é usado para alguém que não tem valor, está quebrado (financeiramente ou em termos de credibilidade) ou fracassou. “Mesma fita” indica que a situação ou comportamento é repetitivo ou previsível. “AK-47 canta” é uma metáfora para o som do tiro de um fuzil, reforçando a ideia de perigo e poder.

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