Descrição

Esta faixa aborda o desgate emocional de um relacionamento tóxico sob a ótica da vida pública e dos “negócios”. O tema central é a frieza como mecanismo de sobrevivência (“autodefesa”), onde o artista admite fingir sentimentos para não se machucar. A letra explora a transição do “para sempre” para o esquecimento digital (apagar fotos e números), pontuando a hipocrisia e os jogos de interesse. O uso de marcas como Dior e Nike serve de cenário para uma relação que se tornou uma “droga” de consumo mútuo, culminando em uma reflexão ácida sobre como certas pessoas se tornam os “inimigos” que pedimos para Deus afastar.

Eu fingi te amar,
mas foi autodefesa
Ei, tô colocando essas
carta na mesa
E eu sei que, baby,
nóis tem uma foda
de primeira, mas eu
não aguento mais as
suas besteiras

Eu sou um pouco
vazio, um pouco raso,
eu sei, mas tu
erra também quando tu
mente pras amiga
Que tá lá na
minha cama por causa
do seu período fértil
(le’ go, le’ go)
Falou que nossa foda
é tipo uma droga,
eu nunca vou deixar
tu sóbria, hum
Maconha e sexo, baby,
não sai de moda

Fomos do pra sempre
pro apagar de fotos
Tô do outro lado,
mas nem sinto nada
Me afastei do amor
quando eu entendi os
negócio, do pra sempre
ao eu apagar teu número

Brotou com aquele vestido
Dior, muito covarde, hum
Acordou usando minha Nike
Algumas coisas até mudam,
outras, tipo andar de bike
Te deixei, você voltou
com outra vibe
Tô no RJ, mas
já tô sabendo o
que tu tá fazendo
por São Paulo
Ei, pedi a Deus
pra afastar os inimigos,
baby, cadê você agora?

Nunca tô onde não
me cabe (nah, nah)
Dentro de você, disso
cê já sabe
Nóis começamos quente, mas
o amor tem suas
fases (uou)
Pode ser lei da
atração, quando eu vou,
você me puxa (yeah)
Quando volto, você surta
te deixando mais confusa
Tirando a tua blusa,
o batom na minha
camisa, nega, é um
lembrete da rua
Não vou falar sobre
nóis dois, hoje eu
vou falar das duas
A todas que eu
fingi amar

Tô no RJ, mas
já tô sabendo o
que tu tá fazendo
por São Paulo
Ei, pedi a Deus
pra afastar os inimigos,
baby, cadê você agora?
(yeah, ei, yeah, ei)
Nah, nah, bora

A expressão “cartas na mesa” significa ser honesto e direto sobre as intenções. “Dior” e “Nike” aparecem para mostrar o contraste entre o luxo da aparência e a simplicidade da convivência (acordar com a camisa/tênis do parceiro). O verso “pedi a Deus pra afastar os inimigos… cadê você?” é uma das frases mais fortes do Trap atual, sugerindo que a pessoa amada era, na verdade, uma influência negativa ou traiçoeira. “Batom na camisa” como “lembrete da rua” indica a infidelidade ou a vida desregrada que o artista leva fora do relacionamento. Por fim, “período fértil” é usado como uma crítica às desculpas que a parceira daria para justificar a recaída e a busca pelo artista mesmo após o término.

PRÓXIMA MÚSICA:

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