Tempo do Ouro

Descrição

A letra explora a conquista da prosperidade financeira e o status de quem “vive do cultivo” e vê suas rimas se tornarem realidade. No entanto, o brilho do ouro é constantemente contrastado com a crueza da sobrevivência: a presença de armas (“Glock de cor”), a vigilância contra traições (“mano de tocaia”) e as fugas táticas da polícia (“pulei o muro, esqueci minha sandália”). A interpretação profunda revela um eu-lírico que se tornou estrategista, jogando um jogo onde o amor é secundário à sobrevivência e ao lucro, questionando por que a história de um jovem negro no topo é sempre “tão quente” — ou seja, cercada de perigo e intensidade.

 

(Yeah)
Tô vivendo no tempo
Do ouro (ih, ih)
E eu forro meu
Traje (oh), tudo que
Eu canto se torna
Verdade (oh-oh)
Aê, nego, me imagino
Num lugar tranquilo
Fumaçando, me sinto na
Tribo (yeah)
Nego, eu planto, eu
Vivo do cultivo
Apertar o gatilho, só
Basta um motivo
Não dá pra contar
Quanto tem no bolo
Ontem à noite, subiram
Até o morro
Nós segue sorrindo, tomou
Só de troco (yeah)
Olha nós, como faz
O trap, eles querendo
Só a receita (aham)
Tenho várias na sala
(caos), parecendo até uma
Seita
Tem uma mina que
É anjo, tem outra
Que é capeta
Se organizar direito, todas
Caem na treta

Sim, tô no morro
Mandei se vestir, se
Animou (nah, nah)
O que tem na
Minha shoulder?
Uma Glock de cor
Tu sabe que eu
Sou sem amor
Vivo o trap, fuck
Love (oh, yeah)
Vivo só, cultivei (oh)
Sativa, carburei (oh, nah)
Se ela me quer?
Já nem sei
E eu tô foda-se
‘Ocês (oh)
Faço flow desde os
Seis (oh)
Quero que, que tu
Seja minha (caos)

Caos trap, meu nego
(ahn, what’s up?)
Caos trap, meu nego
(woah)
Caos trap, meu nego
(boom, aqui é a
gang, meu nego)
Caos trap, meu nego
(yeah)
Caos trap, meu nego
(caos, vambora, vambora)
Caos trap, meu nego
(fala sério, what’s up?)
Caos trap, meu nego
(ô o caos, Caos)

E eu faço tudo
Por mim (yeah)
Deixei ela contar a
Grana, eu faço tudo
Por mim (yes, tu-tu)
Deixa a Glock entocada
Na jaqueta jeans (woah)
Puto com dez namorada
Nego, tenho o convívio
(ah, desce)
Já sabia desde o
Início
Me afastei dos falso
Voo alto, entendi isso
Cada passo é pensado
Eu entendo isso
Eu vivo o jogo
O jogo é jogado
Nem tenho amigo
Vacilão conversa com o
Bico (ahn, ahn, êh)
Deixei eles com bico
Também, com mais novo
Umbigo
Tentaram armar, só que
Eu não me perco
Com rabo de saia
Oito e quinze (ahn)
Não apareci, tinha um
Mano de tocaia
E observo de longe
Favela lotou de polícia
Entrei num beco, pulei
O muro, esqueci minha
Sandália (ah)
O que tu quer
Nós tem, ahn
Se tiver bala de
Troco, nós tem também
Alguns dos mano meu
Tá solto, nós fez
O harém
Porra, barro, tá dando
Soco, acho que tô
Bem, ahn
Os playboy quer subir
O morro, nos prédio
Vende, ahn
Uma história de um
Jovem negro, por que
É tão quente?

Caos trap, nego
Caos trap

Forro meu traje: Significa encher os bolsos de dinheiro ou vestir-se com marcas caras. Bolo: Grande quantidade de dinheiro em espécie. Troco: Reação ou revide a um ataque. Shoulder: Refere-se à shoulder bag, bolsa tiracolo comum no estilo trap. Glock de cor: Pistola personalizada, comum como símbolo de status e poder. Carburei: Ato de acender e fumar. Entocada: Escondida. Conversa com o bico: Refere-se a quem denuncia para a polícia (o “bico” do fuzil ou o bico de um informante). Rabo de saia: Mulher usada como distração ou isca para armadilhas. Tocaia: Emboscada, ficar escondido esperando o inimigo passar.

PRÓXIMA MÚSICA:

Significado da Música