lugar na mesa

Descrição

A faixa é uma verdadeira aula de autoafirmação e conquista, embalada em um flow de respeito. A letra narra a trajetória de quem veio de baixo, superando obstáculos e silenciando os céticos. Há uma clara contraposição entre a visão superficial (“a ponta do iceberg”) e a dura realidade da “escalada”, comparada a um “Everest”. A “caneta” (habilidade de escrita/rap) é tratada como uma arma, poderosa o suficiente para derrubar qualquer dúvida. O protagonista se posiciona como um visionário, um “preto de outro planeta”, que não só bate meta, mas as ultrapassa, mostrando seu valor e sua originalidade. A música transborda a energia da “correria” e a crueza da “selva”, onde cada passo é calculado. O eu-lírico celebra o sucesso material — carros, joias, casas — como frutos de seu trabalho árduo e inteligência, contrastando com o passado. Ele se coloca como uma figura de liderança e poder, uma referência para o gueto, marcando seu nome na história e na memória de todos. Um hino à resiliência e ambição, um lembrete de que o topo é reservado para quem luta e se mantém firme.

 

Contesta a glória, contexto e conteúdo
Não sabe da história, tu só vê o resumo
A ponta do iceberg
A escalada é um Everest
É muita porrada, Everlast
Pra quem ainda duvida da minha caneta
Aprendiz do Lírica Bereta
Também sou um preto de outro planeta
Empregado do mês batendo meta
Raro igual o cometa
Correria, um guepardo, isso é selva não o seu quarto
Se tu fala o número errado
É tiro na 3×4
Pra lembrar do seu rosto só num retrato
Armamento de chefe, faço o blindado dar ré
Ameaças na net me soam como WWE
Rolex e pulseiras ouro amarelo
É tipo um carro em cada pulso, eu não bato eu te atropelo
No baile ou na guerra, é alto nível
Posso ser o lança, míssil
Vários cordão, por isso querem meu pescoço
Até com bigodin fininho eu sou bigode grosso
Eu sou persuasivo, meu amor
Posso vender milagres à um pastor
Enganar um impostor, rap
Não cobro cachê, é só o imposto, tipo alguém que te salvou

Guarde meu lugar na mesa
Guarde meu lugar na história
Guarde meu nome na memória
Guarde meu nome na memória

Guarde meu lugar na mesa
Me veja fazendo história
Guarde meu nome na memória
Guarde meu nome na memória

Brabo na porrada igual Charles do Bronx
Tirei o pino da granada
Traficante, mas no caso eu passo visões
Tudo palmeado
Vai passar nada
Uma casa em cada canto
Uma conta em cada banco
Um linha de frente em cada bando
Eu que mando
Vem de mancada eu te bando
A cara do crime
A vida de filme
Orgulho do gueto
Em todos sentido nós te pega firme
Nós passa, elas grita: Ai, preto
É que eu tenho sono leve
Tô aqui até que Deus me leve
Bilionário num futuro breve
Nem bebo e faço mais grana que a Ambev
Ousado
Compro nada que é usado
O que eu acho engraçado é que a mesma que joga dizia que eu era zoado
Na pista não dá pra pegar
Coleção de carro importado
L7 aluno do BK
Os dois mais brabos do mercado

Guarde meu lugar na mesa
Guarde meu lugar na história
Guarde meu nome na memória
Guarde meu nome na memória

Guarde meu lugar na mesa
Me veja fazendo história
Guarde meu nome na memória
Guarde meu nome na memória

A faixa utiliza gírias e expressões do universo do trap. ‘Lírica Bereta’ é metáfora para escrita poderosa, e ‘preto de outro planeta’ eleva o eu-lírico a um patamar de singularidade e excelência. A ‘correria’ traduz o ritmo árduo para alcançar objetivos. ‘Tiro na 3×4’ sugere consequência definitiva, e fazer um ‘blindado dar ré’ indica força superior. Comparar ameaças a ‘WWE’ as desvaloriza como encenações. ‘Carro em cada pulso’ ilustra riqueza exorbitante. Ser ‘bigodin fininho mas bigode grosso’ mostra que a aparência não define sua real força e respeito. ‘Tirei o pino da granada’ avisa prontidão para agir. ‘Passo visões’ é trocadilho para compartilhar sabedoria. ‘Tudo palmeado’ expressa controle total, e ‘vai passar nada’ reforça segurança, enquanto ‘sono leve’ representa constante vigilância.

PRÓXIMA MÚSICA:

Significado da Música