Descrição

A faixa mergulha na jornada de um indivíduo focado em sua ascensão, pontuando a busca por progresso contínuo e a valorização de um estilo de vida ambicioso. A letra descreve a correria diária, a conquista de bens luxuosos como relógios Audemars e carros alemães, sempre com o pé no acelerador, simbolizado pela “Triumph Tiger na pista”. Há uma forte mensagem sobre manter a integridade, fazer o próprio caminho sem prejudicar ninguém e respeitar as regras do jogo. A música ressalta a importância da família e a conexão com suas raízes, mostrando que, apesar do sucesso e do alcance global, a essência permanece na comunidade. O narrador reflete sobre seu passado, suas rimas desde os tempos de escola, e um toque de romance permeia a narrativa, onde a ambição pessoal se entrelaça com o desejo de ter alguém especial por perto, sem desviar o foco principal. É um hino sobre viver intensamente e aproveitar cada momento.

 

Bradockdan, Peita Nove
What a strike by Henry!

Vejo o tempo passar naquele de meio milhão Audemar
Nunca parado, eu tô dando meus pique, pique, pique, pique
Vai de roleta, joga o moleta, Triumph Tiger na pista é convite
O dia passa, as coisa acontece
Nunca parado, eu tô dando meus pique, pique

Eles tão indo, nóis tá voltando
Nóis traz a forma, eles cultivando
4×4, modelo alemão, já é de uns dia que tá nos plano
Eu só falo pouco, eu nunca me explano
Fazer o meu, sem tirar com manos
Fazendo rimas, sem pisar em minas, e tão dizendo que eu estouro esse ano
Ahn, eu jogo meu jogo, eu cumpro com as regra e respeito o ambiente
Nem sempre sorrindo, eu tenho meu jeito, mas sempre contente
Eu toco no fone daqueles bom moço até os delinquente
É que música boa, tio, não importa qual for o ambiente
Sabe que nas quebradinha tudo que eu canto os mulekote entende
Posso tá rodando o mundo, contando muito, quero a família presente
Eu tenho meus sonho, tenho minhas meta, faço o que posso, me entende?
É que se o tempo passar eu quero viver tudo que tem pela frente

Vejo o tempo passar naquele de meio milhão Audemar
Nunca parado, eu tô dando meus pique, pique, pique, pique
Vai de roleta, joga o moleta, Triumph Tiger na pista é convite
O dia passa, as coisa acontece
Nunca parado, eu tô dando meus pique, pique
Vejo o tempo passar naquele de meio milhão Audemar
Nunca parado, eu tô dando meus pique, pique, pique, pique
Vai de roleta, joga o moleta, Triumph Tiger na pista é convite
O dia passa, as coisa acontece
Nunca parado, eu tô dando meus pique, pique

Nunca brisei nos beck, mas sim no Maybach que vei de um pretão lá de fora
Sem entender o idioma, sei que ele soma, achei aquilo bem foda
É que eu me lembro bem, já faz muito tempo, lá no caminho da escola
Eu fazendo rima, pensando em vidas que não são distantes do agora
Quase impossível, mas ela me nota
Em questão de nota, essa mina é dez
Madrugada no estúdio tá me ligando, me perguntando: Que horas cê vem?
Malandro bom pensando nas de cem, se for resumo, eu te quero também
Espero que entenda que meu corre é louco e apesar de quieto eu sou também
Vou mentir pra que? Claro, eu assumo, meu ego não vai mai longe que eu
Tento evitar, meu foco é o progresso, mas penso em perder meu tempo no seu
Até penso em você, mas eu sou mais eu
Mas se sentir saudade cê me prometeu que vai me ligar, ou vai me procurar
E não vai negar que o seu tempo é meu

Vejo o tempo passar naquele de meio milhão Audemar
Nunca parado, eu tô dando meus pique, pique, pique, pique
Vai de roleta, joga o moleta, Triumph Tiger na pista é convite
O dia passa, as coisa acontece
Nunca parado, eu tô dando meus pique, pique

A faixa utiliza diversas gírias e termos culturais para contextualizar sua narrativa. “Audemar” é a forma abreviada para Audemars Piguet, uma renomada marca de relógios de luxo, simbolizando riqueza e status. “Pique”, neste contexto, refere-se ao ritmo intenso e à dedicação na busca por objetivos (“dando meus pique”). “Moleta” é uma gíria informal para motocicleta. “Minas” possui um duplo sentido, aludindo tanto a mulheres quanto a “minas terrestres”, representando a habilidade de progredir sem causar problemas (“sem pisar em minas”). As “quebradinhas” são os bairros periféricos, e “mulekote” se refere aos jovens dessas comunidades. A expressão “brisar nos beck” significa usar maconha (“beck” é baseado), sendo negada para enfatizar o foco em outros caminhos. “Pretão lá de fora” é uma referência a um homem negro de outro país, associado a um carro de luxo Maybach. “Corre” é o trabalho árduo, a rotina ou o esforço diário para alcançar metas (“meu corre é louco”), e “nas de cem” indica o foco na conquista de dinheiro, em notas de alto valor.

PRÓXIMA MÚSICA:

Significado da Música