Descrição

A faixa mergulha na rotina intensa e contraditória de quem vive no corre. A narrativa oscila entre a busca por grana logo cedo, questionamentos sobre relacionamentos versus a vida de balada, e a constante vigilância contra invejosos e ‘atrasa lados’. A letra exalta a resiliência e a ambição, com foco no futuro sem esquecer as origens. O cenário é São Paulo, retratada como a capital das oportunidades e do lucro, onde o movimento não para. Detalhes sobre o vestuário, a ostentação e o envolvimento com o tráfico de drogas revelam um personagem que domina as ruas, dribla a polícia com conexões e inteligência, e vive uma ‘vida maluca’ de festas e mulheres, ao mesmo tempo em que reflete sobre a dificuldade de largar esse estilo de vida perigoso, mas viciante.

 

Bom dia!
Será que já caiu um vento
Acordo olhando minha conta
Sepa que eu bolo um fino
Será que eu fumo uma bomba
De manhã nós se tromba pra botar as ideia em dia
Será que eu me relaciono ou só fico em putaria
Inveja bate em todo canto
Igual o vento gelado com clima gelado

Eu sempre foco no futuro mas não esqueço do passado
E os atrasa lado tentando contra mas sou iluminado
Acendo outro beck na ponta porque não fumo cigarro

Vários quer chamar a atenção
Uma paranga de 10 não é um oitão
Só mandela e o grito do canhão
Só paulada pra quem não tem visão

Movimento não para 24hrs por 48
24k brilhando no pescoço
Um sorriso maroto
Um mizuno e a bombeta da Oakley

Claro que é São Paulo capital das notas
Produto importado é a tropa
Lucra o investimento e dobra
Cobra do elemento x
Que tá no débito de pó
Se não pagar da b. O
Na favela a ideia é uma só
Quem não pode errar é nós

(Boa noite) troco o kit to de moletom e touca
Perfume exala o malote na bolsa
Parte do traje é o beck na boca
Grama a donzela vai leva na bolsa
Branca e loirinha as ideia é outra
PM sabe o pai mexe com a bolsa
Conhece gente de cima e faz porco até calar a boca

Com nós já para a pergunta é outra
Onde comprou o celular e a navucha
Tudo no nome e não encontram a buxa
Quer atrasar se fodeu seis só multa
Vou pro role pq a vida é curta
Igual à saia dessas vagabundas
Joga pra cima e vai mostrando a bunda
Como que eu largo essa vida maluca

Bom dia!
Será que já caiu um vento
Acordo olhando minha conta
Sepa que eu bolo um fino
Será que eu fumo uma bomba
De manhã nois se tromba pra botar as ideia em dia
Será que eu me relaciono ou só fico em putaria
Inveja bate em todo canto
Igual o vento gelado com clima, hmm
Eu sempre foco no futuro mas não esqueço do passado
E os atrasa lado tentando contra mas sou iluminado
Acendo outro beck na ponta porque não fumo cigarro

A letra é rica em termos que pintam um retrato vívido da rua. “Caiu um vento” pode indicar a entrada de dinheiro ou a ocorrência de algo importante. “Bolar um fino” e “fumar uma bomba” descrevem enrolar e consumir cigarros de maconha, sendo o segundo de maior potência. “Botar as ideia em dia” é conversar para se atualizar, e “putaria” denota promiscuidade. “Atrasa lado” são os que tentam sabotar, e “beck na ponta” é um baseado aceso. Do tráfico, há “paranga de 10” (porção de droga de dez reais), “oitão” (revólver .38), “débito de pó” (dívida por cocaína) e “grama a donzela vai leva na bolsa”, onde uma mulher transporta a droga. “Mandela” e “grito do canhão” evocam o ambiente intenso de festas e ruas, com “paulada” simbolizando dificuldades. “24hrs por 48” indica uma rotina de hustle ininterrupta. Ostentação se vê em “24k” (ouro), “mizuno” (tênis) e “bombeta da Oakley” (boné). São Paulo é a “capital das notas”, e a “tropa” é o grupo. “Da B.O” é causar problemas policiais. A polícia é chamada pejorativamente de “porco”, e “faz porco até calar a boca” implica suborno. “Navucha” é um celular, “a buxa” a evidência incriminadora, e “seis só multa” a limitação da ação policial. “Vagabundas” é um termo pejorativo para mulheres.

PRÓXIMA MÚSICA:

Significado da Música