Descrição

A faixa “Retroboy” é uma explosão de autoconfiança e ostentação, embalada por um beat que “vira rave”. A narrativa mergulha no universo do trap, onde o luxo de um Maybach contrasta com a realidade da quebrada e a trajetória de superação. Entre derrapagens nas esquinas e goles de Jack Daniel’s, o eu lírico celebra sua ascensão, de “doação” à Prada, e se posiciona como um “professor do trap”. Há um tom de desafio e desdém pelos “calvos” e “classe média”, que fumam vape enquanto ele acumula “big racks”. A letra flerta com a vida no crime, a lealdade aos “parceiros” do Glicério e a frieza de quem não precisa de mira para acertar o alvo, reforçando uma imagem de poder, autenticidade e domínio no seu jogo. É uma celebração da vitória e da realidade sem filtros.

Retroboy

Esses negos classe média fumam vape
Jack Daniel’s porque eu sempre tô com sede
Derrapando nas esquinas, tô de Maybach
Maybach, Maybach, Maybach, Maybach
Se o Retroboy que tá no beat, vira rave
Se o Retroboy que tá no beat, vira rave
Derrapando nas esquinas, tô de Maybach
Maybach, Maybach, Maybach, Maybach

 

Ela vem de longe, nego, ela vem de longe
Ela tá no Mangue, nego, ela tá no Mangue, nego
Ela vem dе longe, nego, ela vеm de longe
Ela tá no Mangue, nego, ela tá no Mangue, nego
Fumando haxixe, oito e meia
Click tá no jeito, tô com gelo na minha meia
Essa bitch tá com medo de pular pra Diadema
Essa bitch tá com medo de pular pra Diadema
Pretty bitch
Ela tá sabendo que os moleque tá pro crime
Ela tá sabendo que esse nego não é do crime
Moleque, ‘cê é calvo, ainda por cima faz regime
Eu tô com o Tchelo
Vai ficar pegado se ficar me devendo
Ressaca de fato, eu preciso de um ENO
Ressaca de fato, eu preciso de um ENO
Big racks, big, big racks
Nego, não me testa, acerto na testa
Vinte mil na festa, trinta mil na festa
Quem chamou esse calvo pra começo de conversa?
Maybach acelerando, ‘cê falou: “Que porra é essa?” (Quem chamou esse calvo?)

 

Cai dinheiro todo dia, não olho pro calendário
Minha carteira cheia de folha, me lembra um dicionário
Mina, eu sei que eu rimo muito, me chamam de visionário
Nós é professor do trap e hoje tem seminário
Colocando no meu bolso rapper que quer atenção
Tipo, eu ‘tava na quebrada, ele ‘tava na natação
De Maybach com o Dé, de Maybach com os irmão
De Maybach com a família, de Maybach com a função
Se eu uso Prada hoje, ontem usei doação
Hoje minha vida é um filme, hoje eu vivi com muita ação
Trinta barra por minuto, tô sofrendo mutação
Bossa nova é tendência no meio da oposição
Trap de fato tocando na vila
Eles usam minibag e se acham fashion killa
Eu sou do fundo do cedega, não fala da minha vida
O sofrimento me deixou chucrão com a voz incisiva
Na minha quebrada, se aprende a só falar do que conhece
Do lado bem ao lado mal entre o dinheiro e o estresse
Você sabe que a choppa nunca fala na internet
Tamo’ levando sua cobrança no carona do Maybach

Ayy, NANA, ele nunca viu tanta droga nessa vida
Gostosa rebola loucamente, é uma putaria
Gostosa rebola louca, ah
Ela fala: “Você fode, fode tipo bodybuilder”
Tenho uns parceiro’ aqui do bem, eles cola junto
Tenho uns parceiro’ aqui do mal, eles quebra tudo
Mano, tenho hunnid bands, trap aqui tá na veia
Se eu ligo os mano’ do Glicério, eles cola em peso
MD-D, três coisas que não vivo sem
NBB, vulgo a liga dos meus inimigos
Esses inimigos são novatos, têm que correr bem
NBA, na minha liga, só profissional
Falei pro meu mano: “Passa a nove, tô na assistência”
Eu não uso mira, minha nove, ela te busca em casa
Esses negos classe média fumam vape
Jack Daniel’s porque eu sempre tô com sede
Derrapando nas esquinas, tô de Maybach
Maybach, Maybach, Maybach, Maybach
Se o Retroboy que tá no beat, vira rave
Se o Retroboy que tá no beat, vira rave
Derrapando nas esquinas, tô de Maybach
Maybach, Maybach, Maybach, MaybachUh, uh
Uh, uh
A letra é rica em gírias e termos culturais que pintam um retrato vívido do universo do trap. “Maybach” surge como o ápice da ostentação automotiva de luxo, enquanto “Mangue” evoca um lugar de origem mais autêntico ou periférico. O “click tá no jeito” sinaliza uma arma pronta, e “gelo na minha meia” é um código para esconder dinheiro ou drogas. “Diadema” e “Glicério” são citados como localidades reais com forte conotação de ruas perigosas. Estar “pro crime” significa envolvimento com a criminalidade, e “pegado” descreve uma situação perigosa. “Big racks” e “hunnid bands” são termos importados para grandes somas de dinheiro. A “quebrada” é o bairro de origem. “Fundo do cedega” e “chucrão” realçam a autenticidade e a rusticidade do eu lírico. “Choppa nunca fala na internet” alerta que ameaças reais não são publicadas online, e “passa a nove” é um pedido por uma pistola 9mm. Por fim, “MD-D” refere-se a alguma substância ilícita, e a oposição entre “NBB” e “NBA” é usada para desqualificar inimigos e exaltar o próprio nível de excelência.

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Significado da Música