Resiliência

Descrição

A faixa mergulha na jornada de um MC que, desde cedo, já enxergava o futuro, largando o convencional para seguir um caminho autêntico. Com a responsabilidade de ser um artista independente no peito, ele celebra as vitórias conquistadas, superando obstáculos como quem “mata onças” e transformando o sonho de lotar palcos em realidade. Há um orgulho visível nas suas raízes de quebrada, com referências ao boombap e uma postura desafiadora contra a hipocrisia e aqueles que tentam frear seu progresso. A letra reflete sobre as lições aprendidas nas ruas, a efemeridade da fama, mas mantém um foco inabalável no presente, onde a preparação e a atitude forte garantem que o jogo não vai acabar facilmente. É um hino de resiliência e autoconfiança no cenário do trap.

Mic check, one, two
Yah, yah

 

Eu já sabia do futuro, mesmo sem entender de nada
Abandonei os estudo, meu trabalho e minha gata
Me dê esse champanhe c’a minha mãe dona Renata
Tamo aí pra jorrar sangue se não for nós te resgata

 

Artista independente leva no peito a responsa
Na conta vários peixe, já matamo várias onça
Se é pra fazer rap, rima de peso alcança
Lotando os baile funk tipo sonho de criança

 

Boombap de quebrada original causando in gang
Nos fone, o Quinto Andar, sem ligar pros cop infame
Nós que ta bolado punição são vários pente
Faço as rima mais mocada que o jaco The North Face

 

Sempre tem quem atrasa, mas eu finjo que nem vou
Esperto com essas esquina, os mano ela já levou
Também morre quem atira, isso ela me ensinou
Quem se vende por menina, na verdade não se achou

 

Sigo muito calmo, um pouco até preocupado
Que eu sei que lá no fim, isso vai acabar pra mim
Mas hoje a gente é alvo, quem olha encima do palco
Nunca sabe o que eu faço, meu trabalho é isso aí

 

Tu pode ficar até bravo, dou um trago do teu cigarro
Pra dizer que é combinado porque eu cheguei aqui
Mas hoje eu tô preparado, cem por cento só atrapalho
Se pedir desculpa, é farto e não vai acabar assim
Yah, yah

A faixa apresenta termos como “jorrar sangue”, que significa estar pronto para lutar com grande sacrifício; “peixe”, no sentido de dinheiro ou lucro; e “matar onça”, que é superar grandes desafios. “Rima de peso” descreve versos impactantes e relevantes, enquanto “quebrada” se refere aos bairros periféricos. Há uma referência cultural ao “Quinto Andar”, um grupo de rap influente, e o uso de “cop” como gíria depreciativa para policial. O eu-lírico se descreve como “bolado”, indicando prontidão para o confronto, e usa “pente” para aludir a armamento. As rimas são “mocadas”, ou seja, astutas ou com significados ocultos. A “esquina” simboliza os perigos da vida de rua que “levou os mano”, enquanto “se vender por menina” critica a falta de autenticidade. Por fim, “atrapalho” e “farto” são usados para expressar a postura desafiadora e a abundância de convicção do MC.

PRÓXIMA MÚSICA:

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